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Política

Diretoria dos Correios foi alertada no ano passado de risco de falta de dinheiro

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Cinco bancos fecharam uma proposta de empréstimo para os Correios
O Conselho Fiscal dos Correios alertou – em reuniões internas ainda no ano passado – a diretoria da empresa sobre o risco de falta de dinheiro na estatal.
O órgão é responsável pela fiscalização das contas e regularidade dos atos da administração e, ainda em 2023, começou a pedir explicações sobre as perspectivas para redução de despesas e geração de receitas.
A situação perdurou até que em 15 de agosto de 2024, fez uma recomendação à diretoria dos Correios com o título “Risco de Insuficiência Orçamentária”.
Na ocasião, o Conselho orientou que as áreas de finanças e de negócios da empresa priorizassem “a execução das ações relativas à mitigação de risco de insuficiência orçamentária” e que isso deveria ser feito para garantir a continuidade das operações da estatal.
“Registra-se que esse esforço é essencial para reduzir a probabilidade de ocorrência e/ou o impacto potencial da materialização dos riscos, de modo a proteger os ativos da organização, garantir a continuidade das operações e alcançar os objetivos estratégicos”, dizia a ata.
Em nota, a empresa disse que vem adotando medidas para reverter a crise financeira e que realizou uma análise detalhada da situação.
“A nova gestão dos Correios, que assumiu há três meses, realizou uma análise detalhada da situação econômico-financeira da empresa e encaminhou esse diagnóstico aos órgãos de governança, já apontando os principais desafios a serem enfrentados. Desde então, a empresa vem adotando medidas para reverter a crise financeira e garantir a sustentabilidade dos Correios no longo prazo”, diz a nota (leia a íntegra aqui).
Apontamentos desde 2023
Em uma série de documentos a que a TV Globo teve acesso, o Conselho Fiscal fez apontamentos sobre a situação das contas da estatal.
Em 5 de outubro de 2023, o órgão constatou que a maior despesa dos Correios estava relacionada à folha de pessoal, que a empresa tinha dificuldade de cortar custos no curto prazo e que os resultados estavam ancorados em projeções de receitas, que precisariam ser, portanto, confirmadas.
Em 4 de abril de 2024, o Conselho Fiscal apontou “que as metas definidas pelos Correios parecem arrojadas considerando o resultado histórico que se mostra mais conservador”.
Naquele ano, o desempenho das receitas ficou cerca de R$ 2 bilhões aquém do esperado. Em 2025, a queda se acentuou. Até setembro foram R$ 13,2 bilhões –ante R$ 14,8 bilhões no mesmo período de 2024 e R$ 15,1 bilhões em igual período de 2023.
Fachada de agência dos Correios.
Reprodução/TV Globo
Depois, em agosto de 2024, foi feita a recomendação sobre “Risco de Insuficiência Orçamentária”.
🔎O Conselho Fiscal é formado por três integrantes: um representante do Tesouro Nacional (Ministério da Fazenda) e dois do Ministério das Comunicações, pois é a pasta responsável pelos Correios.
Após os alertas, o balanço dos Correios apresentou significativa piora.
O prejuízo em 2023 foi de R$ 633 milhões, passou para R$ 2,6 bilhões em 2024. No acumulado de janeiro a setembro, os Correios registraram déficit de R$ 6 bilhões em 2025 e pode fechar com resultado negativo de R$ 10 bilhões.
Como a crise se agravou, o governo entrou em campo em janeiro para propor medidas com o objetivo de cortar despesas e reequilibrar as contas dos Correios. As reuniões envolvendo os Ministérios das Comunicações e da Gestão, junto com a estatal.
Plano insuficiente
O plano só foi apresentado em maio. Esperavam uma economia de até R$ 1,5 bilhão em 2025.
As medidas previam:
prorrogação das inscrições para o Programa de Desligamento Voluntário (PDV);
incentivo a redução da jornada de trabalho, com ajuste proporcional de remuneração, em unidades administrativas;
suspensão temporária da fruição de férias, com retomada a partir de janeiro de 2026.
Mas as despesas continuaram subindo em 2025 e as receitas, caindo.
Agência dos Correios em Uberlândia
TV Integração/Reprodução
Nas últimas semanas, o governo passou a discutir um plano de socorro aos Correios, que poderia envolver um aporte (transferência direta de recursos) para a estatal ou empréstimo de bancos com garantia do Tesouro (seguro caso Correios não paguem a dívida).
A estatal apresentou um plano de reestruturação mais robusto, com previsão de demissão voluntária de 15 mil funcionários; venda de imóveis e empréstimo de R$ 20 bilhões.
A expectativa é que a proposta mais recente de empréstimo de bancos seja aprovada ainda neste semana para viabilizar o pagamento de funcionários e fornecedores dos Correios. O valor do empréstimo deve ser menor que o previsto inicialmente – e ficar em R$ 12 bilhões.
CGU aponta inconsistência no balanço
A CGU realiza uma auditoria nos Correios e, segundo apurou a TV Globo, a conclusão técnica é que houve inconsistências no balanço da estatal, o que evitou um resultado financeiro ainda pior em 2023.
Naquele ano, os Correios registraram um rombo de aproximadamente R$ 600 milhões. Mas, segundo a análise da CGU, o resultado deveria ser um déficit de R$ 1,6 bilhão, pois os Correios deixaram de considerar R$ 1 bilhão como estimativa de despesa com ações judiciais.
O caso, que ainda tramita na Justiça, trata do pagamento cumulativo de dois adicionais a salários de funcionários: adicional de atividade de distribuição e coleta e o adicional de periculosidade para atividades de motocicleta.
A área jurídica dos Correios considerava, até o fim de 2023, elevada a possibilidade de uma derrota na Justiça – já havia uma decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho) pelo pagamento dos dois adicionais.
Mas os Correios, às vésperas de publicar o balanço de 2023, considerou uma decisão liminar e de primeira instância –do Tribunal Regional Federal da 1ª Região– para reduzir o grau de probabilidade de derrota na disputa e retirou essa previsão de despesa de R$ 1 bilhão.
Isso, segundo a CGU, foi indevido –não seguiu os princípios e normas contábeis vigentes.
O relatório da auditoria ainda não foi publicado.
A recomendação da CGU é que os Correios republiquem o balanço de 2023, considerando os R$ 1,032 bilhão e que a estatal adote medidas para aprimorar os controles internos e os registros contábeis.
Leia a íntegra da nota dos Correios:
“A nova gestão dos Correios, que assumiu há três meses, realizou uma análise detalhada da situação econômico-financeira da empresa e encaminhou esse diagnóstico aos órgãos de governança, já apontando os principais desafios a serem enfrentados. Desde então, a empresa vem adotando medidas para reverter a crise financeira e garantir a sustentabilidade dos Correios no longo prazo.
Os Correios estão em processo de implementação de um Plano de Reestruturação, com foco na recuperação do equilíbrio econômico-financeiro, no fortalecimento da governança e na modernização da empresa. O plano reúne medidas estruturais para preservar sua capacidade de prestação de serviços à população e seu papel estratégico para o país.
Como empresa pública federal, os Correios mantêm acompanhamento permanente da sua situação econômico-financeira por meio das instâncias de governança, com participação dos órgãos supervisores.”

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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