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Política

Disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, sombra do caso Master e guerra da inteligência artificial no TSE: o cenário eleitoral a 100 dias do 1º turno

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O cenário eleitoral a 100 dias do 1º turno
A 100 dias do primeiro turno, as pesquisas indicam uma disputa presidencial equilibrada e ainda aberta, com Lula (PT) atualmente em vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL), em meio ao desgaste enfrentado pelo senador após as revelações ligadas ao Caso Master e o financiamento ao filme “Dark Horse”.
Os levantamentos, porém, não captaram a mais recente turbulência na campanha de Flávio: o vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro, no qual ela afirma ter sido desrespeitada pelo enteado, expondo um racha no clã. Também não foi medido o impacto da investigação que passou a atingir o senador Jaques Wagner (PT-BA), aliado de Lula que deixou a liderança do governo no Senado após entrar na mira do caso.
Em paralelo, a disputa já chegou aos tribunais antes mesmo do início oficial da campanha: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra uma disparada de ações envolvendo propaganda antecipada e o uso de inteligência artificial nas redes sociais.
O que dizem as pesquisas
Quaest: Intenção de voto para presidente no 1º turno (junho/2026)
Arte/g1
Os levantamentos mais recentes da Quaest e do Datafolha mostram Lula (PT) na liderança das intenções de voto para o primeiro turno. Na Quaest, o presidente aparece com 39%, ante 29% de Flávio Bolsonaro (PL). No Datafolha, a vantagem é semelhante: 41% a 31%.
Os números indicam uma ampliação da distância entre os dois em relação às pesquisas anteriores, desde a revelação das conversas entre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Pesquisa Datafolha mostra 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro
Arte g1
Os números divulgados após a ligação de Flávio com Vorcaro, entretanto, revelam um fenômeno que o diretor da Quaest, Felipe Nunes, têm chamado de “paradoxo da direita”. Embora Flávio Bolsonaro apresente sinais de desgaste, nenhum outro nome do campo de centro-direita conseguiu se consolidar como alternativa competitiva.
Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Caiado, Aécio e Zema
Divulgação e reprodução
Governadores e lideranças que tentam ocupar esse espaço, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aécio Neves (PSDB), aparecem fragmentados nas pesquisas e seguem distantes dos dois principais polos da disputa. Somados, reúnem cerca de 12% das intenções de voto.
“Flávio está enfraquecido para unificar, mas os demais são fracos demais para ocupar esse espaço”, diz Felipe Nunes.
Para especialistas, o cenário cria desafios tanto para a oposição quanto para Lula em sua busca pela reeleição.
“Os resultados confirmam que a disputa pela Presidência está aberta e tende a ser altamente sensível à agenda factual, deixando as variações sujeitas a mudanças até o dia da eleição. Esse é o caso do episódio envolvendo Jaques Wagner”, afirma Aldo Fornazieri, cientista político da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
Impacto do caso Master
PF prende Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Reprodução
A 100 dias do primeiro turno, o Caso Master segue impactando o debate político. O material apreendido pela Polícia Federal durante as investigações, incluindo celulares de Daniel Vorcaro, ainda está sob análise, enquanto duas tentativas de delação do ex-banqueiro, preso por suspeita de lavagem de dinheiro e fraudes financeiras, foram rejeitadas.
As sucessivas fases da Operação Compliance Zero indicam que as apurações podem alcançar agentes públicos de diferentes esferas do poder. Nos bastidores de Brasília, o caso é tratado como uma investigação de alcance suprapartidário, com potencial para envolver personagens de diferentes campos políticos, da esquerda à direita.
Na oposição, o caso teve reflexos sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Diálogos revelados em maio mostram o senador pedindo recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O dono do Banco Master chegou a transferir R$ 61 milhões.
O deputado Mário Frias, o senador Flávio Bolsonaro e o ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme ‘Dark Horse’ (O Azarão), sobre a vida do ex-presidente brasileiro.
Reprodução/Redes Sociais
A perda de apoio de Flávio Bolsonaro foi registrada tanto nos cenários de primeiro quanto de segundo turno. Na disputa inicial, o senador passou de 33% para 29% das intenções de voto na Quaest. Em um eventual confronto direto com Lula, recuou de 41% para 38%.
Segundo o levantamento, 65% dos entrevistados consideram a atitude de Flávio um erro, enquanto 58% enxergam indícios de irregularidades no episódio. Ainda assim, o desgaste do senador não se traduziu em fortalecimento de outros pré-candidatos do campo conservador ou de centro-direita.
O movimento foi mais acentuado entre grupos considerados estratégicos. Entre os eleitores independentes, seu desempenho caiu de 31% para 24%. Já entre os eleitores de direita que não se identificam com o bolsonarismo, o apoio passou de 88% para 82%.
Imprensa internacional destacou que suspeitas envolvendo Jaques Wagner aproximam escândalo do caso Master do governo Lula
Lula Marques/Agência Brasil
No governo, a inclusão do senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado, entre os alvos da Operação Compliance Zero ampliou a pressão sobre o Palácio do Planalto. O aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de uma operação da Polícia Federal, que investiga a compra de um apartamento de luxo em Salvador e repasses que somam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do parlamentar.
Desde a operação, integrantes da base governista avaliavam que o caso poderia dificultar a articulação política do Executivo no Congresso e gerar desgastes para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio ao início da corrida eleitoral, e Wagner deixou o cargo de líder do governo no Senado na quarta-feira (24), após uma reunião com Lula.
Independentes na mira
Urna eletrônica exibida em evento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), no Rio
Tânia Rêgo/Agência Brasil
A essa altura da pré-campanha, os eleitores independentes (32% do eleitorado brasileiro) se tornaram alvo das pré-campanhas presidenciais por serem vistos como decisivos na disputa.
O grupo reúne pessoas que não se identificam nem com a esquerda nem com a direita, nem como lulistas ou bolsonaristas. Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, esses eleitores tendem a priorizar temas como democracia, segurança pública, combate à corrupção e desburocratização.
A pesquisa Quaest de junho mostrou uma mudança nesse segmento. Lula ultrapassou Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno e abriu 13 pontos de vantagem entre os independentes: 37% a 24%. Para Nunes, o resultado indica perda de apoio de Flávio fora de sua base mais fiel, especialmente entre eleitores menos alinhados ideologicamente ao bolsonarismo.
A eleição que já começou no TSE
Plenário do TSE
Luiz Roberto/TSE
Mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto, a disputa já se intensificou no Tribunal Superior Eleitoral. Dados do TSE mostram aumento de 335% nas representações por propaganda antecipada em comparação com o mesmo período da eleição de 2022. Até agora, foram registradas mais de 130 ações.
As federações ligadas ao presidente Lula e a Flávio Bolsonaro aparecem como os principais protagonistas dessa disputa jurídica, com acusações mútuas sobre irregularidades em peças publicitárias, manifestações em redes sociais e conteúdos de pré-campanha.
PT e PL são os partidos que mais protocolaram representações no TSE. Entre as decisões recentes do TSE, André Mendonça determinou a remoção de conteúdos contra Lula e de uma deepfake envolvendo Flávio Bolsonaro.
Já Kássio Nunes Marques, presidente do tribunal, rejeitou um pedido do PT para barrar o filme “Dark Horse” e atendeu a uma ação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro derrubando uma pesquisa da Atlas/Intel que não era favorável ao senador.
Para Nunes Marques, há indícios de indução para a contaminação das respostas, comprometendo a metodologia da pesquisa. A AtlasIntel afirmou que a pesquisa foi realizada sem que o áudio de Flávio fosse reproduzido a quem respondia o questionário. O julgamento foi adiado após pedido de vista da ministra Estela Aranha, e ainda não tem previsão de retorno para a pauta do TSE.
O aumento da judicialização na pré-campanha levou as campanhas a reforçarem suas equipes jurídicas. Flávio Bolsonaro contratou a ex-ministra do TSE Maria Cláudia Buchianeri, enquanto o grupo ligado a Lula passou a contar com o advogado Ângelo Ferraro.
IA e redes sociais: nova fronteira da disputa
Montagem de vídeo da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), alvo de ação do PT no Tribunal Superior Eleitoral.
Reprodução/Instagram
O principal tema por trás da explosão de ações na Justiça Eleitoral é o uso irregular de inteligência artificial. Pelas regras aprovadas pelo TSE, conteúdos produzidos ou alterados por IA precisam ser identificados de forma clara para os eleitores. A Corte também proibiu o uso de deepfakes que simulem falas ou comportamentos de candidatos com potencial de enganar o público.
Na prática, porém, a fiscalização tem se mostrado complexa. Ministros do TSE admitem que o monitoramento desse material será um dos maiores desafios da eleição. A facilidade de acesso às ferramentas de inteligência artificial, o baixo custo de produção e a velocidade de disseminação dos conteúdos nas redes sociais ampliaram a preocupação com campanhas de desinfomação.
Entre os casos que chegaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão:
Um vídeo do PL que utiliza imagens geradas por inteligência artificial para retratar Lula e seus familiares em uma paródia da série A Grande Família;
uma deepfake de Flávio Bolsonaro em uma suposta reunião com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master;
personagens digitais criados para disseminar conteúdos descontextualizados sobre adversários políticos;
um vídeo produzido com IA que mostra Flávio Bolsonaro atirando contra embarcações identificadas com as siglas CV e PCC. O PT sustenta que o conteúdo configura propaganda eleitoral antecipada.
Nos bastidores do TSE, ministros reconhecem que o monitoramento desse tipo de material será um dos maiores desafios da eleição de 2026. A combinação entre baixo custo, facilidade de produção e alcance das ferramentas de inteligência artificial tornou a desinformação digital uma preocupação central para a Justiça Eleitoral.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Reprodução

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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