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Documentos dos EUA revelam que Jeffrey Epstein tem CPF ativo no Brasil

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Justiça dos EUA libera mais 3 milhões de arquivos do caso Epstein
Documentos recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Epstein indicam que o bilionário — acusado de tráfico sexual de menores e outros crimes — tem um CPF brasileiro.
A informação sobre a existência do documento aparece em uma lista de arquivos divulgada pelo órgão americano nas últimas semanas, em uma pasta denominada “Arquivos diversos”, referente a Jeffrey Epstein.
Entenda ao final desta reportagem quem foi Epstein e o escândalo que envolve seu nome.
Veja abaixo:
CPF brasileiro de Jeffrey Epstein é citado entre os documentos apreendidos nos Estados Unidos.
Reprodução/Departamento de Justiça dos EUA
O g1 confirmou a existência de um documento registrado em nome de Jeffrey Epstein na Receita Federal, inscrito em 2003 e ainda em situação regular. O registro também apresenta a data de nascimento do bilionário, 20 de janeiro de 1953. Veja abaixo:
Situação cadastral do CPF de Jeffrey Epstein. Consulta feita em 12 de fevereiro de 2026, às 10h48.
Reprodução/Receita Federal
🔎 As regras da Receita Federal permitem que estrangeiros sem residência no Brasil solicitem a inscrição no CPF. O pedido pode ser feito pela própria pessoa ou por um procurador — alguém com autorização legal para representá-la.
Procurada pelo g1, a Receita Federal afirmou apenas que a possibilidade de um estrangeiro solicitar a inscrição no cadastro de pessoas físicas do Brasil está prevista na Instrução Normativa 2.172/2024. O órgão destacou ainda que qualquer medida relacionada ao CPF de uma pessoa estrangeira falecida — como é o caso de Epstein — só pode ser requerida por:
inventariante, cônjuge, companheiro ou o sucessor a qualquer título, no caso de haver bens a inventariar no Brasil; ou
cônjuge, companheiro, parente ou beneficiário de pensão previdenciária por morte, caso não haja bens a inventariar no Brasil.
Cidadania brasileira
O bilionário chegou a conversar com a empresária e investidora alemã Nicole Junkermann — cujo nome aparece em diversos documentos relacionados ao caso Epstein — sobre a possibilidade de obter cidadania brasileira.
Em uma troca de e-mails datada de outubro de 2011, Junkermann pergunta a Epstein se ele já havia considerado essa alternativa.
Jeffrey Epstein e Nicole Junkermann conversam sobre a possibilidade de o bilionário obter cidadania brasileira.
Reprodução/Departamento de Justiça dos EUA
“Ideia interessante, mas os vistos podem ser um problema ao viajar para outros países”, respondeu o bilionário. No mesmo dia, eles teriam se encontrado no Ritz, hotel de luxo da rede The Ritz-Carlton.
O caso Epstein
O escândalo envolvendo Jeffrey Epstein tramitavam há anos na Justiça americana. As primeiras denúncias formais contra o bilionário surgiram em 2005, quando a polícia de Palm Beach, na Flórida (EUA), o investigou por abuso sexual de menores.
Na época, ele afirmou que os encontros foram consensuais e que acreditava que as vítimas tinham 18 anos.
Segundo a acusação, o bilionário abusou de menores ou recrutou garotas para atos sexuais entre 2002 e 2005. Em 2008, ele se declarou culpado do crime de exploração de menores e firmou um acordo para cumprir 13 meses de prisão e pagar indenizações às vítimas.
Em fevereiro de 2019, um juiz distrital da Flórida considerou o acordo ilegal. Em julho do mesmo ano, Epstein foi preso e formalmente acusado por abuso de menores e por operar uma rede de exploração sexual.
Segundo a acusação, entre 2002 e 2005, Epstein pagava centenas de dólares para que meninas fossem até seus imóveis e realizassem atos sexuais. As menores também eram recrutadas para trazer outras garotas com o mesmo objetivo.
Dezenas de mulheres acusaram Epstein de forçá-las a prestar serviços sexuais a ele e a seus convidados em uma ilha particular no Caribe e nas casas que ele mantinha em Nova York, na Flórida e no Novo México.
De acordo com o governo dos Estados Unidos, o bilionário explorou sexualmente mais de 250 meninas menores de idade.
À época, promotores federais defenderam que Epstein deveria permanecer detido até o julgamento. Eles afirmaram que a “riqueza exorbitante” do empresário, além da posse de aviões privados e dos laços internacionais que mantinha, poderiam facilitar uma fuga.
Epstein foi encontrado morto na prisão em agosto de 2019. A autópsia concluiu que ele tirou a própria vida. Dois dias antes de morrer, o bilionário assinou um testamento deixando um patrimônio avaliado em mais de US$ 577 milhões.
Após a morte do empresário, as acusações contra ele foram retiradas. No entanto, procuradores afirmaram que poderiam responsabilizar outras pessoas envolvidas no esquema. Advogados das vítimas também prometeram buscar indenizações nos tribunais.
Saiba mais na reportagem abaixo:
Jeffrey Epstein: quem foi, quais crimes cometeu e como o Brasil aparece no caso
Jeffrey Epstein
Jornal Nacional/ Reprodução

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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