Economia
Dólar abre em alta, com cautela por guerra no Oriente Médio
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana caiu 0,14%, a R$ 5,1615. Já o principal índice da B3, por sua vez, encerrou em alta de 0,78%, aos 114.170 pontos. Dólar opera em alta
Karolina Grabowska
O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (9), refletindo a cautela que toma conta dos mercados em nível global por conta da guerra entre Israel e Hamas.
Além do conflito, que gera uma série de preocupações, a semana – que é mais curta por conta do feriado do dia de Nossa Senhora de Aparecida – também é marcada por divulgações importantes, como inflação no Brasil, Estados Unidos e China, e a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Veja abaixo o dia nos mercados.
Dólar
Às 09h05, a moeda norte-americana subia 0,15%, cotada a R$ 5,1694. Veja mais cotações.
Na última sexta-feira, o dólar fechou em baixa de 0,14%, vendido a R$ 5,1615, depois de operar em alta em boa parte do pregão. Na máxima do dia, a moeda chegou a R$ 5,2207. O dólar não ficava acima do patamar dos R$ 5,20 desde março deste ano. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
altas de 2,68% na semana e no mês;
queda de 2,21% no ano.
Ibovespa
O Ibovespa só opera a partir das 10h.
Na última sexta-feira, o índice fechou em alta de 0,78%, aos 114.170 pontos. Com o resultado, passou a acumular:
quedas de 1,92% na semana e no mês;
alta de 4,19% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
O destaque deste pregão no Brasil e no mundo é a guerra entre Israel e o Hamas, após o grupo islâmico iniciar uma série de ataques contra o território israelense na madrugada do último sábado (7).
Informações oficiais dizem que, no terceiro dia de conflitos, já há o registro de mais de 1.200 mortes, entre judeus e palestinos, além de centenas de desaparecidos e feridos.
Entre todos os impactos de uma guerra, do ponto de vista dos mercados, a maior preocupação financeira é com o preço do petróleo. A região é um importante ponto logístico de passagem da commodity e o conflito deve trazer dificuldades nesse transporte.
Além disso, vale destacar que o Irã, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, é apoiador do Hamas. Então, caso o país decida apoiar a guerra, os impactos sobre a produção e oferta da commodity podem ser ainda maiores.
Neste contexto, o preço do petróleo dispara quase 4% nos mercados nesta manhã. Essa alta gera preocupações sobre a inflação ao redor do mundo, já que o petróleo é matéria-prima essencial para diversas cadeias produtivas – e, se o preço dele sobe, a tendência é de pressão sobre a inflação, que já está elevada em muitos países, principalmente Estados Unidos.
A cautela com a guerra também faz com que o dólar avance frente a outras divisas, uma vez que essa é considerada a moeda mais segura do mundo e, em momentos de incerteza, investidores corram para ela.
No radar do mercado também está uma série de divulgações importantes que tomam conta da agenda econômica ao longo da semana.
Na quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do país, de setembro. Nos Estados Unidos, o Fed divulga ata de sua última reunião, que deve trazer novas sinalizações sobre o futuro dos juros na maior economia do mundo.
Ainda na quarta, os Estados Unidos terão dados sobre a inflação ao produtor em setembro, enquanto na quinta haverá a inflação ao consumidor, assim como na China.
No cenário doméstico, o Banco Central do Brasil (BC) divulgou mais uma edição do Boletim Focus – relatório que reúne as projeções de economistas do mercado financeiro para indicadores econômicos. Nesta semana, as estimativas para a taxa de câmbio para o fim de 2023 subiu de R$ 4,95 para R$ 5. Para o fim de 2024, ficou estável em R$ 5,02.
As expectativas para a inflação no final do ano que vem também subiram, passando de 3,87% para 3,88%. Para 2023, a estimativa de inflação ficou estável em 4,86%, acima da meta do BC , de 3,25%, podendo oscilar entre 1,75% e 4,75%.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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