Economia
Dólar abre em alta com foco na crise na Venezuela e em dados no Brasil e nos EUA
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (6) em alta e subia 0,13% por volta das 9h01, cotado a R$ 5,4122. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Os mercados seguem reagindo às tensões políticas na Venezuela e aos sinais da economia global. Enquanto commodities registram movimentos relevantes, investidores aguardam dados e discursos que podem influenciar as projeções para 2026.
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▶️ Após o impacto inicial da operação que levou à prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, os preços do petróleo avançam de forma moderada. O movimento reflete a avaliação de que a Venezuela ainda deve demorar para ampliar sua produção no curto prazo.
▶️ Em meio às incertezas sobre o futuro do país, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a Venezuela não deve realizar eleições nos próximos 30 dias. Ele também sugeriu que o governo americano pode subsidiar esforços de empresas de energia para reconstruir a indústria petrolífera venezuelana.
▶️ No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulga à tarde os dados da balança comercial de dezembro, com um panorama das exportações e importações no fechamento do ano. O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin participa de coletiva para comentar os números.
▶️ No cenário externo, além da divulgação do PMI de dezembro dos EUA, investidores acompanham o discurso de Tom Barkin, presidente do Fed de Richmond, que aborda projeções econômicas para 2026.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,34%;
Acumulado do mês: -1,52%;
Acumulado do ano: -1,52%.
📈Ibovespa
C
Acumulado da semana: +0,83%;
Acumulado do mês: +0,46%;
Acumulado do ano: +0,46%.
EUA x Maduro
A prisão de Nicolás Maduro pelo governo dos EUA trouxe bastante volatilidade nesta segunda-feira (5). Além das incertezas geopolíticas com os ataques e ameaças dos americanos ao país latino-americano, há uma série de suposições entre investidores sobre os possíveis impactos no petróleo.
Isso porque uma das primeiras afirmações feitas por Trump após a prisão de Maduro foi que os EUA controlariam o petróleo venezuelano e mandariam as petrolíferas americanas de volta ao país para “consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado”.
Trump também acusou governos venezuelanos de terem se apropriado à força da indústria de petróleo construída, segundo ele, com capital e expertise americanos.
“Construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós durante as administrações anteriores”, afirmou.
Para o presidente dos EUA, o episódio representou “um dos maiores roubos de propriedade americana na história do nosso país”.
Segundo analistas disseram à Reuters, a principal preocupação do mercado é de como os fluxos de petróleo da Venezuela vão mudar por conta das ações dos EUA.
🔎A produção venezuelana despencou nas últimas décadas, restringida pela má administração e pela falta de investimentos estrangeiros após a nacionalização das operações petrolíferas nos anos 2000. Com a ação dos EUA, a expectativa de alguns agentes do mercado é a de que o petróleo venezuelano seja liberado e disponibilizado, aumentando a oferta da commodity no mercado internacional.
Diante desse cenário, os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, assim como o ouro e a prata. Os títulos de dívida venezuelanos também subiram, refletindo as expectativas de reestruturação da dívida do país sul-americano.
Agenda econômica
Boletim Focus
Economistas do mercado financeiro passaram a projetar queda dos juros, desaceleração no crescimento da economia, inflação dentro das metas oficiais e um câmbio relativamente estável. As estimativas refletem a primeira rodada de projeções do ano.
Os dados fazem parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central (BC). O relatório reúne expectativas de mais de 100 instituições financeiras, com base em pesquisa realizada na última semana.
No caso da inflação, a previsão para 2025 — cujo resultado oficial ainda será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — segue dentro do intervalo permitido pelo sistema de metas do governo, assim como as projeções para os anos seguintes.
➡️ Para 2025, a estimativa caiu de 4,32% para 4,31%, na oitava redução consecutiva;
➡️ Para 2026, houve leve alta, de 4,05% para 4,06%;
➡️ Para 2027, a projeção permaneceu estável em 3,80%.
Em relação à atividade econômica, o mercado manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 em 2,26%. Para 2026, ano de eleições presidenciais, a expectativa também não mudou e segue em 1,80%.
No câmbio, após o dólar ter recuado mais de 11% em 2025 — movimento influenciado pelos juros elevados no Brasil — e encerrado o ano cotado a R$ 5,4887, os economistas projetam que a moeda norte-americana termine 2026 em R$ 5,50.
Bolsas globais
Os principais índices de Wall Street abriram em alta nesta segunda-feira, com a recuperação das ações de tecnologia e os ganhos dos papéis de empresas petrolíferas após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA em um ataque militar.
As ações de companhias como Exxon Mobil e Chevron subiam com força, assim como empresas de serviços petrolíferos, mesmo com os preços do petróleo recuando diante de temores de excesso de oferta.
O Dow Jones subia 0,19% na abertura, para 48.475,81 pontos. O S&P 500 tinha alta de 0,49%, para 6.892,19 pontos, enquanto a Nasdaq Composite avançava 0,92%, para 23.449.669 pontos.
Os mercados da Europa encerraram o pregão em alta, impulsionados pelo desempenho do setor de defesa, em meio ao aumento das tensões geopolíticas. A perspectiva de elevação nos orçamentos militares sustentou a valorização das ações do segmento, que atingiram o maior nível em quase três meses.
No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,94%, aos 601,76 pontos, superando pela primeira vez a marca dos 600 pontos.
Entre as principais bolsas, Londres teve alta de 0,54%, com o FTSE 100 aos 10.004,57 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,34%, para 24.868,69 pontos, enquanto em Paris o CAC 40 avançou 0,20%, aos 8.211,50 pontos.
Já as bolsas asiáticas fecharam em forte alta, impulsionadas pelo setor de defesa.
Em Tóquio, ações de fabricantes como IHI Corp e Mitsubishi Heavy Industries dispararam, enquanto o Kospi, na Coreia do Sul, renovou recorde histórico pelo segundo pregão consecutivo, apoiado também por papéis de tecnologia.
No fechamento, o Nikkei subiu 2,97%, a 51.832,80 pontos; o Kospi avançou 3,43%, a 4.457,52 pontos; e o Taiex, em Taiwan, ganhou 2,57%, a 30.105,04 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng ficou praticamente estável, com alta de 0,03%, a 26.347,24 pontos. Na China continental, o Xangai Composto subiu 1,38%, a 4.023,42 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 2%, a 2.581,52 pontos.
Notas de dólar.
Rick Wilking/Reuters
*Com informações da agência de notícias Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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