Economia
Dólar abre em alta, de olho em ata do Copom e às vésperas do tarifaço
Tarifaço do Trump ao Brasil começa a valer na quarta-feira
O dólar abriu a sessão desta terça-feira (5) em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,5280 perto das 09h. Investidores avaliam a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve as taxas básicas de juros inalteradas em 15% ao ano, na semana passada. As negociações no Ibovespa começam às 10h.
Às vésperas do prazo para as tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrarem em vigor, investidores também monitoram o noticiário sobre o tema. A expectativa é que o governo brasileiro consiga mais alguma negociação com o republicano nos próximos dias.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
▶️ Um dos destaques da sessão fica com a ata da última reunião do Copom. No documento, o Banco Central (BC) afirmou que o tarifaço de Trump tem “impactos setoriais relevantes” e que deve preservar uma “postura de cautela” diante das incertezas do cenário internacional. (Entenda mais abaixo)
▶️ Além disso, com o início do tarifaço contra o Brasil previsto para quarta-feira (6), investidores também seguem na expectativa por negociações entre o governo brasileiro e o americano e monitoram os possíveis efeitos da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na relação entre os dois países.
Como prisão de Bolsonaro pode impactar acenos de Lula e Trump sobre tarifaço
▶️ Por fim, o mercado aguarda dados econômicos no Brasil e no exterior e acompanha balanços corporativos. Nesta terça-feira, as atenções ficam voltadas para novos indicadores de atividade no Brasil e nos EUA.
Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,69%;
Acumulado do mês: -1,69%;
Acumulado do ano: -10,90%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,40%;
Acumulado do mês: -0,08%;
Acumulado do ano: +10,55%.
Copom e agenda econômica
Um dos destaques da sessão de hoje, a ata do Copom trouxe novas sinalizações sobre os possíveis efeitos do tarifaço de Trump na economia e nos preços brasileiros.
No documento, o colegiado destacou que as tarifas impostas pelos EUA podem ter “impactos setoriais relevantes e incertos”, que ainda dependem dos desdobramentos da negociação do Brasil com os norte-americanos.
Diante desse cenário, o Comitê destacou que continua a acompanhar com atenção os possíveis reflexos das tarifas na economia brasileira e sobre os ativos financeiros.
“A avaliação predominante no Comitê é que há maior incerteza no cenário externo e, consequentemente, o Copom deve preservar uma postura de cautela”, afirmou o colegiado na ata.
Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), o tarifaço pode impactar cerca de 10 mil empresas brasileiras que exportam para o mercado norte-americano. Essas empresas empregam, juntas, aproximadamente 3,2 milhões de pessoas no Brasil.
Os setores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos estão calculando os prejuízos e, ao mesmo tempo, já se movimentam para atenuar esse impacto com pedidos ao governo federal.
Ainda entre os indicadores, novos dados de atividade do Brasil e dos EUA, previstos para hoje, também ficam na mira dos mercados financeiros.
À espera do tarifaço
Às vésperas do início do tarifaço no Brasil, investidores ficam de olho nas tentativas de aproximação do governo brasileiro com os EUA e monitoram quais os possíveis feitos da prisão de Jair Bolsonaro (PL) nas negociações.
A prisão domiciliar do ex-presidente foi decretada na noite de ontem, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão veio após Bolsonaro ter descumprido medidas cautelares, como a proibição de uso das redes sociais — inclusive por meio de terceiros.
Em um momento delicado de negociação entre o Brasil e os EUA, no entanto, a decisão de Moraes traz dúvidas ao mercado sobre eventuais retaliações de Trump contra o país. O republicano defendeu Bolsonaro mais de uma vez nos últimos meses, reiterando que o julgamento do ex-presidente era uma “caça às bruxas” e confirmando que isso era um dos motivos para o Brasil ser o país mais taxado.
A ordem executiva que decretou a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros foi assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada, e colocou o prazo de amanhã (6) para o início da cobrança das novas taxas.
De acordo com a Casa Branca, a tarifa de 50% contra o Brasil foi adotada em resposta a ações do governo brasileiro que representariam uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”.
Nesta segunda-feira, o Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou que o Brasil entre com uma consulta na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço.
“O conselho de ministros da Camex aprovou o Brasil entrar com a consulta na OMC. Então está aprovado pelo Conselho de Ministros da Camex, e agora o presidente Lula vai decidir como fazê-lo e quando fazê-lo”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin.
A consulta à OMC é o primeiro passo no processo formal de contestação de medidas comerciais. Caso não haja entendimento na fase inicial, o Brasil poderá pedir a instalação de um painel de arbitragem no órgão.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025.
Tatan Syuflana/ AP
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


