Economia
Dólar abre em alta depois de cinco quedas seguidas, de olho em discurso de Powell
Na véspera, a moeda norte-americana recuou ao menor nível em mais de mês, aos R$ 4,8750. A bolsa brasileira encerrou em alta de 0,71%, aos 119.268 pontos.
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O dólar opera em alta nesta quarta-feira (8), depois de enfileirar cinco quedas consecutivas. Investidores começam o dia atentos a discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, mantendo expectativas de que a campanha de aperto monetário nos Estados Unidos tenha chegado ao fim.
Já o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, opera entre altas e baixas pela manhã.
Veja abaixo o dia nos mercados.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
Dólar
Às 10h25, o dólar operava em alta de 0,30%, cotado a R$ 4,8894. Veja mais cotações.
Na véspera, a moeda norte-americana havia recuado 0,25%, cotado a R$ 4,8750, renovando o menor patamar em mais de um mês. Com o resultado, passou a acumular perdas de:
0,41% na semana;
3,29% no mês;
7,64% no ano.
Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa opera em alta de 0,11%, aos 119.358 pontos.
No dia anterior, o índice teve alta de 0,71%, aos 119.268 pontos. Com o resultado, passou a acumular altas de:
4,29% na semana;
4,43% no mês;
7,68% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
As atenções estarão voltadas aos comentários de Jerome Powell, presidente do Fed, na Conferência do Centenário da Divisão de Pesquisa e Estatísticas do Federal Reserve, pela manhã, para obter mais pistas sobre por quanto tempo a política monetária dos EUA poderá permanecer restritiva.
Os mercados agora estão precificando cortes de juros já em maio, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, com as chances de uma redução de pelo menos 0,25 ponto percentual tendo aumentado para quase 52%, em comparação com cerca de 41% há uma semana.
No entanto, comentários cautelosos de várias autoridades do Fed nos últimos dias mantiveram os investidores nervosos. Michelle Bowman chegou a sinalizar a possibilidade de novos aumentos nas taxas, dada a força da economia dos EUA.
No Brasil, o principal fato econômico será a votação em plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária. A informação foi dada pelo líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner.
Ontem, a proposta teve aprovação na CCJ da casa, o que representou mais um avanço na discussão, que já dura quase três décadas, sobre um novo sistema tributário no país. O placar foi de 20 votos a 6.
Se for aprovada no plenário, o texto terá de voltar à Câmara – que já o analisou em julho, mas terá de avaliar as modificações feitas pelos senadores.
Na agenda de indicadores, o varejo brasileiro registrou aumento das vendas em setembro, encerrando o terceiro trimestre com resultado melhor que o esperado e com novos sinais de resiliência em meio a um mercado de trabalho resistente.
Em setembro, houve alta de 0,6% nas vendas varejistas na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. O resultado, após queda de 0,1% em agosto, foi melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters de estabilidade.
Na comparação com setembro do ano passado, as vendas tiveram avanço de 3,3%, contra expectativa de alta de 2,5%. Diante disso, o varejo opera 4,9% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, de acordo com o IBGE.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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