Economia
Dólar abre em alta e chega a R$ 5, com tom mais pessimista para os juros nos EUA; Ibovespa sobe
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana teve alta de 1,08%, cotado a R$ 4,9683. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou em queda de 1,01%, aos 127.182 pontos. Cédulas de dólar
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O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (5) e encostou nos R$ 5, depois do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), falar que ainda espera sinais mais fortes de que a inflação está controlada nos Estados Unidos para iniciar um ciclo de cortes nas taxas de juros do país.
Hoje, as taxas americanas estão entre 5,25% e 5,50% ao ano, após decisão do Fed de mantê-las inalteradas em sua última reunião, na semana passada.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 10h25, o dólar subia 0,61%, cotado a R$ 4,9984. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,0009. Veja mais cotações.
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 1,08%, cotada a R$ 4,9683.
Com o resultado, acumulou:
alta de 1,18% na semana;
ganho de 0,63% no mês;
e alta de 2,39% no ano.
Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa operava em alta de 0,15%, aos 127.368 pontos.
Na sexta, o índice fechou em alta de 1,01%, aos 127.182 pontos.
Com o resultado, acumulou:
queda de 1,38% na semana;
recuo de 0,45% no mês;
e queda de 5,22% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
Jerome Powell, presidente do Fed, disse em entrevista neste domingo (4) ao “60 Minutes”, do canal CBS, que deseja esperar mais tempo para começar a reduzir os juros americanos, para ter mais confiança de que a inflação está caindo de maneira sustentável.
Além disso, afirmou que o Federal Reserve deve ser “prudente” ao decidir quando reduzir sua taxa básica de juros, uma vez que a economia forte permite às autoridades do banco central dos Estados Unidos tempo para criar confiança de que a inflação continuará caindo.
Com isso, houve uma redução nas expectativas de que o ciclo de cortes nos juros comece em maio. Segundo a ferramenta FedWatch da CME, que mede a percepção do mercado sobre as taxas, do Bc dos Estados Unidos, agora 64% dos operadores de mercado esperam um corte nos juros em maio. Esse número cresce para 100% apenas em junho.
Quanto mais tarde o Fed começar a reduzir os juros, mais o dólar tende a se beneficiar, já que investimentos de renda fixa denominados na moeda ficam mais atraentes em termos de rentabilidade.
Ao mesmo tempo, sinais de resiliência da economia — como o robusto relatório de empregos de sexta — são argumentos a favor da visão de que o banco central dos EUA não encerrou sua luta contra a inflação e precisa esperar antes de afrouxar a política monetária.
No Brasil, o foco de investidores deve se voltar para a agenda do Congresso Nacional ao longo dos próximos dias, já que os parlamentares retomam suas atividades nesta segunda-feira (5).
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), disse nesta segunda-feira, em entrevista à GloboNews, que o governo está disposto a discutir a reoneração da folha de pagamentos de 17 setores por projeto de lei, em meio a uma disputa entre a equipe econômica e o Legislativo sobre o tema.
A semana trará ainda a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e os dados de janeiro do IPCA.
* Com informações da agência Reuters
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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