Economia
Dólar abre em alta, em mais um dia de aversão aos riscos
Na véspera, a moeda norte-americana caiu 0,01%, a R$ 5,1524. O principal índice da B3, por sua vez, subiu 0,17%, aos 113.607 pontos. Cédulas de dólar
bearfotos/Freepik
O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (5), retomando a maior aversão aos riscos que toma conta dos mercados nos últimos dias. Há uma preocupação generalizada de que os Estados Unidos estejam perto de passar por uma recessão econômica, o que poderia afetar o mundo inteiro – e, por isso, investidores correm para a moeda americana, considerada a mais segura do mundo.
Veja abaixo o dia nos mercados.
Dólar
Às 09h20, a moeda norte-americana subia 0,51%, cotada a R$ 5,1787. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar fechou em baixa de 0,01%, cotado a R$ 5,1524, depois de oscilar muito ao longo do dia. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
altas de 2,50% na semana e no mês;
queda de 2,38% no ano.
Ibovespa
O Ibovespa só começa a operar às 10h.
Na véspera, o índice fechou em leve alta de 0,17%, aos 113.607 pontos, em uma leve recuperação após uma série de quedas fortes. Com o resultado, o índice passou a acumular:
quedas de 2,54% na semana e no mês;
alta de 3,53% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
A força do dólar ante outras moedas e a fraqueza dos mercados de ações nos últimos dias se devem a um ponto em comum: o aumento dos juros nos Estados Unidos.
Segundo a agência de notícias Reuters, o rendimento real dos títulos do Tesouro norte-americano de dez anos – que mede o quanto os investidores podem ganhar com os títulos do governo depois que a inflação é descontada – atingiu 2,47% na terça-feira (3), o maior valor em quase 15 anos, de acordo com dados do Departamento do Tesouro.
Como esses títulos são vistos como os mais seguros do mundo, quando se valorizam, há uma tendência global de migração dos investidores, que saem dos ativos de risco e buscam o Tesouro americano.
Na última quarta-feira (4), o movimento de valorização do dólar ante outras moedas até cedeu um pouco, por conta de um relatório de empregos, da ADP, que apresentou um número menor de vagas que o esperado pelo mercado.
Por mais que pareça uma notícia ruim, os investidores enxergam positivamente um mercado de trabalho mais fraco em tempos de inflação elevada – já que, quanto mais emprego, mais dinheiro na mão da população e mais difícil para que as autoridades consigam controlar o aumento do preços.
Nesse sentido, com uma inflação persistente, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve manter as taxas de juros no país – hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano – em patamar elebado por mais tempo.
Agora, há uma forte expectativa para outros dados do mercado de trabalho da maior economia do mundo previstos para esta sexta-feira (6), o que mantem o mercado com mais cautela neste pregão.
Investidores também aguardam pronunciamentos de membros do Fed ao longo do dia, na esperança de que tragam sinalizações sobre o futuro das taxas de juros no país.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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