Economia
Dólar abre em alta, enquanto mercado repercute novos dados econômicos do Brasil e do exterior
No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,09%, vendida a R$ 4,8022, renovando o menor fechamento em um ano. Dólar opera em baixa nesta sexta-feira
Alexander Mils/Pexels
O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (16), em um movimento de correção das baixas registradas nos últimos pregões. Em um dia de agenda mais fraca, o mercado acompanha o resultado da prévia do PIB do Banco Central do Brasil (BC) e dados de inflação divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Investidores também repercutem algumas divulgações do exterior, com destaque para decisões de juros na Europa, na China e no Japão.
Às 09h30, a moeda norte-americana subia 0,44%, cotada a R$ 4,8233. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar fechou em leve queda de 0,09% e fechou cotado a R$ 4,8022, renovando o menor patamar em um ano. Com o resultado, a moeda passou a acumular quedas de:
1,52% na semana;
5,34% no mês;
9,01% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
O BC divulgou, nesta manhã, o Índice de Atividade Econômica (IBC-BR), considerado a “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB). Em abril, o indicador registrou expansão de 0,56% na comparação com março, quando houve uma retração de 0,14%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Já o IBC-Br do BC é um índice criado para tentar antecipar o resultado do PIB, mas os resultados nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais divulgados pelo IBGE.
Também nesta manhã, a FGV divulgou o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) de junho. Esse índice mede a inflação acumulada entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês corrente e, em junho, teve uma queda de 2,20%, a maior redução em toda a série histórica, iniciada em 1993. Nos últimos 12 meses, a baixa acumulada é de 6,31%.
O IGP-10 é composto por três subíndices:
o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que me de a inflação no atacado e recuou 3,14% no mês;
o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com queda de 0,18% puxada pelo grupo de Transportes;
o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que foi o único que avançou, com alta de 1,19% em junho.
Esses resultados vão em linha com os dados observados na última divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que reflete a inflação oficial do país.
Em maio, o IPCA subiu 0,23%, numa forte desaceleração e bem abaixo das expectativas do mercado. Entre os grupos que mais caíram naquele mês, destaque também para Transportes.
Uma redução da inflação, segundo especialistas, reforça as expectativas de que o Banco Central do Brasil pode iniciar um ciclo de baixa na Selic, taxa básica de juros, em breve, o que anima o mercado.
Mercados internacionais
No exterior, investidores repercutem as últimas decisões de políticas monetárias em diversos países.
Ontem, o Banco Central Europeu (BCE) elevou os custos de empréstimos pela oitava vez consecutiva, em 0,25 ponto percentual, para 3,5% ao ano, o mais nível em 22 anos. Hoje, o chefe do banco central belga, Pierre Wunsch, disse que o BCE só vai interromper o ciclo de altas se observar uma “queda substancial” da inflação.
Mais cedo, foi divulgado o Índice de Preços ao Consumidor da zona do euro, que apresentou alta acumulada de 6,1% nos últimos 12 meses até maio, ante 7% em abril.
No Japão, “o limite para o rendimento dos títulos do governo japonês de 10 anos foi mantido em 0,5% e as taxas de juros de curto prazo continuam em -0,1%”, apesar de uma inflação mais forte que o esperado, destaca a equipe de análise do BTG Pactual.
Ainda no continente asiático, a China cortou algumas de suas principais taxas de juros no dia anterior, como forma de tentar estimular a atividade na segunda maior economia do mundo, que vem desacelerando. O governo chinês deve anunciar, em breve, novos estímulos econômicos.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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