Economia
Dólar abre em alta novamente, com a situação do setor bancário no radar
Na sexta-feira, a moeda norte-americana avançou 0,59%, cotada a R$ 5,2700. Notas de dólar
pasja1000/Creative Commons
O dólar opera em alta nesta segunda-feira (20), com investidores monitorando a crise no setor bancário global e o avanço do novo arcabouço fiscal no Brasil.
Às 9h, a moeda norte-americana avançou 0,11%, cotada a R$ 5,2757. Veja mais cotações.
Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 0,59%, cotada a R$ 5,2700. Com o resultado, a moeda fechou a semana com um avanço de 1,20%. No mês, acumula alta de 0,86%, enquanto no ano ainda tem perdas de 0,15%.
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O grupo suíço UBS anuncia a compra do seu principal concorrente, o banco Credit Suisse
O que está mexendo com os mercados?
No domingo, o grupo suíço UBS Group AG adquiriu o banco Credit Suisse por US$ 3,23 bilhões, informou o Banco Nacional da Suíça (SNB, na sigla em inglês). O acordo também inclui uma assistência de liquidez de US$ 108 bilhões por parte do SNB.
Além disso, uma garantia para perdas de no máximo US$ 9,7 bilhões também será oferecida pelo governo federal da Suíça para uma parte específica do portfólio. Esses recursos funcionariam como uma espécie de provisão e serão utilizados apenas se esse portfolio realmente registrar perdas.
Segundo a agência Reuters, o acordo também prevê que o UBS assuma uma perda de US$ 5,4 bilhões do Credit. “Com a aquisição do Credit Suisse pelo UBS, foi encontrada uma solução para garantir a estabilidade financeira e proteger a economia da Suíça nessa situação excepcional”, afirmou o BC suíço.
Os mercados financeiros receberam a operação com ceticismo nesta segunda-feira, um resgate orquestrado pelas autoridades suíças diante do temor de desestabilização do sistema bancário global.
Os mercados asiáticos encerraram o dia em baixa — Hong Kong -2,7%, Tóquio -1,4% e Xangai -0,5% — e a tendência era a mesma na abertura das bolsas europeias. Paris operava em queda de 0,63%, Frankfurt recuava 1,10% e Londres perdia 1,17%. Madri estava em baixa de 0,90% e Milão cedia 2,73%.
A tendência era provocada principalmente pela queda dos títulos dos bancos, o que demonstra o receio dos investidores em um cenário em que o colapso de dois bancos americanos provocou muitos temores.
As perdas nas bolsas acontecem após uma semana de tensão nos mercados e diante da expectativa dos investidores sobre que postura o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) adotará a partir de agora.
Analistas divergem sobre se o Fed vai prosseguir com os aumentos das taxas de juros, pois muitos apontam que a falência do banco americano SVB está vinculada ao aumento dos custos do endividamento no último ano.
No Brasil, a semana começa com expectativas sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide a taxa básica de juros do país na próxima quarta-feira.
No boletim Focus da semana, os economistas do mercado financeiro reduziram marginalmente a estimativa de inflação deste ano, que passou de 5,96% para 5,95%. Para 2024, a projeção de inflação do mercado financeiro subiu de 4,02% para 4,11% na semana passada.
Já para o crescimento Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, a expectativa do mercado financeiro recuou de 0,89% para 0,88% na última semana.
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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