Economia
Dólar abre em baixa, após Congresso dos EUA aprovar suspensão do teto da dívida americana
No dia anterior, a moeda norte-americana recuou 1,34% frente ao real, a R$ 5,0053. Dólar opera em baixa
Pixabay
O dólar abriu em baixa nesta sexta-feira (02), após o Senado dos Estados Unidos aprovar o acordo bipartidário que suspende o teto da dívida do país, de US$ 31,4 trilhões, depois de semanas de impasse entre os democratas, partido do presidente Joe Biden, e os republicanos.
Investidores também aguardam a divulgação de novos dados de emprego da maior economia do mundo, numa tentativa de projetar quais serão os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em relação às taxas de juros do país, hoje entre 5,00% e 5,25% ao ano.
Às 09h02, a moeda norte-americana caía 0,16% aos R$ 4,9974. Veja mais cotações.
Na quinta-feira (01), o dólar teve baixa de 1,34% e caiu aos R$ 5,0053. Com o resultado, a moeda norte-americana passou a acumular:
Alta de 0,34% na semana;
Queda de 5,17% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
Em um dia de agenda esvaziada no cenário doméstico, o dólar reflete, sobretudo, o sentimento dos investidores estrangeiros com os últimos acontecimentos nos Estados Unidos.
O Senado aprovou a suspensão do teto da dívida, depois da aprovação pela Câmara na quarta-feira (31), o que foi bem recebido pelo mercado, já que evita um possível calote do Tesouro americano, que avisou que ficaria sem dinheiro já no próximo dia 5, caso o acordo não fosse aprovado.
Outro importante destaque do dia no exterior é o relatório de geração de empregos, também nos Estados Unidos. Especialistas explicam que, se o documento indicar que o mercado de trabalho continua aquecido, isso pode refletir negativamente no pregão.
Com uma geração de empregos ainda forte, as perspectivas são de que a pressão inflacionária deve continuar, já que a população continua com renda. Se a inflação persiste, o Fed pode continuar com o ciclo de altas nas taxas de juros, que já estão no maior patamar em 16 anos.
Juros altos nos Estados Unidos beneficiam o dólar em detrimento de outras moeda, principalmente as de países emergentes, porque investidores priorizam os títulos americanos, considerados os mais seguros do mundo, e que estão com a rentabilidade em alta por conta do ciclo de aperto monetário.
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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