Economia
Dólar abre em baixa; semana tem como destaque o andamento da reforma tributária
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana recuou 1,19% e encerrou o primeiro semestre do ano com queda de quase 10%, vendida a R$ 4,7889. Cédulas de dólar
John Guccione/Pexels
O dólar abriu em baixa nesta segunda-feira (3), primeiro pregão do segundo semestre deste ano. No Brasil, a semana deve ser movimentada, sobretudo, pelas expectativas em relação ao andamento da reforma tributária no Congresso Nacional.
Neste domingo (2), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, disse ao blog da Ana Flor que a casa deve votar a proposta do governo federal até a próxima sexta-feira (7), no máximo.
No exterior, os mercados operam majoritariamente em alta, em um dia mais positivo, apesar de dados econômicos mostrarem uma desaceleração da atividade econômica na Europa e na China. A semana será marcada, ainda, por divulgações de dados importantes nos Estados Unidos.
Às 09h04, a moeda norte-americana caía 0,10%, cotada a R$ 4,7843. Veja mais cotações.
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Na última sexta-feira, dia do último pregão do primeiro semestre de 2023, o dólar fechou em baixa de 1,19%, vendido a R$ 4,7889. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
alta de 0,23% na semana;
queda de 5,60% no mês;
queda de 9,27% em 2023.
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O que está mexendo com os mercados?
As atenções do mercado nesta semana estão voltadas principalmente ao andamento da proposta da reforma tributária.
Arthur Lira afirmou que “de sexta não passa” a votação da reforma na Câmara e ainda disse que os deputados estão abertos ao diálogo, quando questionado sobre a resistência de governadores e prefeitos ao ponto do projeto que estabelece um conselho para gerir a divisão do tributo que vai substituir o ICMS e o ISS (impostos de alçada estadual e municipal).
“Eu tenho que me colocar no lugar do governador de São Paulo, do prefeito do Rio, de todos que estão preocupados com perdas”, comentou. O presidente da Câmara pontuou que não há ponto no texto que não possa ser mudado e que o governo também precisa compreender que a melhor reforma a ser aprovada é a “reforma possível”.
A reforma tributária é uma das prioridades do primeiro ano do governo Lula. A ideia é que esta primeira etapa da reforma:
modernize a cobrança dos impostos sobre o consumo;
diminua a burocracia para as empresas;
facilite o recolhimento dos tributos;
encerre distorções do atual modelo, que geram custos para produtores e consumidores.
Além da reforma, outras pautas econômicas também devem estar nas pautas da Câmara nos próximos dias, com destaque para os projetos do Carf e o projeto do novo arcabouço fiscal, que voltou do Senado.
Ainda no cenário doméstico, o último Boletim Focus – relatório do Banco Central do Brasil (BC) que reúne as projeções de economistas para os principais indicadores econômicos – mostra que o mercado financeiro projeta uma inflação de 4,98% até o fim de 2023, contra expectativa de 5,06% na última semana.
Essa já é a sétima semana consecutiva de queda nas projeções, mas elas ainda apontam para uma inflação acima da meta do BC – de 3,25%, podendo oscilar entre 1,5% e 4,5%.
As expectativas também caíram para a Selic, taxa básica de juros. Agora, os economistas projetam uma taxa Selic em 12% até o fim do ano, contra 12,25% anteriormente.
No exterior, dados da China e da Europa mostram uma desaceleração econômica.
No país asiático, o PMI Industrial do Caixim (um indicador que consulta 650 empresas industriais para sondar a a percepção sobre a economia) caiu de 50,9 em maio para 50,5 em junho. No entanto, os mercados naquele continente fecharam em alta, com a expectativa de que o banco central chinês ofereça estímulos econômicos para reaquecer a atividade.
Já na zona do euro, o PMI da indústria caiu para 43,4, em relação aos 44,8 de maio, o nível mais baixo desde que a pandemia de Covid se consolidava no mundo. O resultado ficou abaixo da leitura preliminar de 43,6 e mais longe da marca de 50 que separa crescimento de contração.
Nos Estados Unidos, investidores aguardam a divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que pode trazer sinalizações sobre o rumo das taxas de juros no país, e dados de desemprego nos próximos dias.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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