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Economia

Dólar abre em leve alta, à espera do Caged no Brasil e de ata do Fed nos EUA

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Na terça-feira, a moeda norte-americana recuou 0,53%, cotada a R$ 5,6451. Já a bolsa fechou em alta de 1,02%, aos 139.541 pontos. Notas de dólar
Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo
O dólar abriu em leve alta nesta quarta-feira (28), cotado a R$ 5,6524 às 9h02. Já o Ibovespa só começa a operar após as 10h.
O mercado está à espera da divulgação dos dados do Caged no Brasil e da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) sobre os juros nos Estados Unidos, após viverem um dia de otimismo na terça-feira (27).
▶️ No Brasil, o grande destaque da sessão de ontem foi a divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial do país. O avanço de 0,36% nos preços veio melhor do que o projetado pelo mercado (0,44%), o que pode abrir espaço para que o Banco Central adote uma elevação mais moderada ou pare de subir os juros em sua próxima reunião de política monetária.
▶️ Por outro lado, as pressões do Congresso Nacional para barrar o aumento do IOF seguem gerando preocupações sobre o possível impacto nas contas públicas — especialmente porque o governo ainda não esclareceu como pretende compensar a redução na arrecadação sobre investimentos no exterior. A expectativa é que essa definição seja apresentada até o fim da semana.
▶️ No exterior, o mercado reagiu bem ao adiamento das tarifas de 50% dos EUA contra a União Europeia. Além disso, o índice de confiança do consumidor no país veio acima do esperado, sendo interpretado como sinal de que a economia americana ainda não sofreu impactos severos das tensões comerciais.
Entenda abaixo como cada um desses fatores impacta o mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,02%;
Acumulado do mês: -0,56%;
Acumulado do ano: -8,65%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +1,25%;
Acumulado do mês: +3,31%;
Acumulado do ano: +16,01%.
Haddad sobre medidas econômicas do governo: ‘Na direção correta’
IPCA-15
Os investidores acompanharam de perto indicadores econômicos como o IPCA-15 para tentar antecipar as decisões do Banco Central (BC) sobre os juros no país, que afetam o valor das ações, dos títulos públicos, do dólar e de outros investimentos.
Atualmente, a taxa básica de juros do Brasil, conhecida como Selic, está em 14,75%, o maior patamar em quase 20 anos. A lógica do BC é aumentar os juros para desestimular o consumo e, assim, controlar a inflação.
Por isso, o resultado do IPCA-15 divulgado hoje pelo IBGE, com a prévia da inflação mais baixa do que as expectativas, é um bom sinal para o mercado.
“A gente acha que isso não deve ter grandes implicações para o Banco Central, mas o ajuda no curto prazo, obviamente, com uma inflação mais comportada, e a ter mais conforto para o encerramento do ciclo [da alta de juros]”, explica Rafael Cardoso, economista-chefe do Banco Daycoval.
Outros destaques da agenda econômica desta semana são:
Quinta-feira (29): taxa de desemprego (Pnad Contínua) e dados de emprego formal (Caged);
Sexta-feira (30): divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre.
Pressões contra o aumento do IOF
Por outro lado, as pressões para barrar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) implementado pelo governo na semana passada preocupam o mercado interno.
O Congresso Nacional já recebeu 20 propostas para suspender a medida, que prevê arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025, ajudando a cumprir a meta de zerar o déficit fiscal.
Apesar de, à primeira vista, o aumento do IOF poder ser interpretado como um sinal de que o governo está preocupado em equilibrar as contas públicas, gerou críticas por parecer uma tentativa de arrecadar mais, e não de cortar gastos, segundo analistas.
Além disso, a alta do imposto para aplicações de fundos no exterior levantou temores de controle de capitais, levando o governo a recuar poucas horas depois sobre esse ponto específico da medida — e a abrir mão de parte da arrecadação.
Na sexta (23), o ministro Fernando Haddad minimizou o impacto da decisão, mas admitiu que o recuo pode exigir um bloqueio maior no orçamento, inicialmente de R$ 31,3 bilhões.
Nesta segunda (26), Haddad afirmou que o governo ainda avalia como compensar a renúncia: “Temos até o fim da semana para decidir se será com mais contingenciamento ou com alguma substituição”, disse.
Alívio nas tarifas de Trump
No ambiente externo, os investidores seguem atentos à possibilidade de acordos entre os Estados Unidos e os países submetidos ao tarifaço de Donald Trump, em especial às negociações com a União Europeia.
🔎 O mercado entende que o aumento das tarifas sobre produtos importados pelos EUA pode elevar os preços finais e os custos de produção, pressionando a inflação e reduzindo o consumo — o que pode levar a uma desaceleração da maior economia do mundo ou até mesmo a uma recessão global. Assim, a leitura costuma ser positiva sobre alívios nas tarifas.
Na sexta-feira (23), Trump declarou que recomendaria a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos da União Europeia a partir de junho, o que resultaria em impostos elevados sobre itens de luxo, medicamentos e outros bens fabricados por empresas europeias.
No domingo, no entanto, o presidente dos EUA concordou em adiar a medida para o dia 9 de julho, o que trouxe alívio para os investidores.
Nesta terça-feira, Trump reforçou esse sentimento ao dizer que a UE procurou os EUA para definir rapidamente as datas das reuniões sobre os acordos.
“Este é um evento positivo, e espero que eles, finalmente, assim como eu exijo à China, abram as nações europeias para o comércio com os Estados Unidos da América. Ambos ficarão muito felizes e bem-sucedidos se o fizerem”, escreveu nas redes sociais.
A UE enfrenta tarifas de importação de 25% dos EUA sobre seu aço, alumínio e carros e as chamadas tarifas “recíprocas” de 10% para quase todos os outros produtos. Entre os afetados estão os veículos de marcas alemãs, como BMWs e Porsches, até azeite de oliva italiano e bolsas de luxo francesas.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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