Economia
Dólar abre em leve alta no primeiro pregão de outubro de olho no mercado de trabalho americano
No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,19%, cotada a R$ 5,4469. Já o principal índice de ações da bolsa encerrou em queda de 0,69%, aos 131.816 pontos.
Karolina Grabowska
O dólar abriu em leve alta nesta terça-feira (1), primeiro pregão de outubro, de olho nos novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos.
O mercado acompanha esses números com atenção em busca de novas pistas sobre como o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve conduzir as taxas de juros no país, hoje entre 4,75% e 5,0O% ao ano, depois de um corte de 0,50 ponto percentual na última reunião da instituição.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
MOTIVOS: Ibovespa tem melhor mês desde novembro, mas dólar não segue o entusiasmo
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
Dólar
Às 09h10, o dólar subia 0,10%, cotado a R$ 5,4521. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda subiu 0,19%, cotada a R$ 5,4469.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,19% na semana;
queda de 3,30% no mês;
avanço de 12,25% no ano.
O
Ibovespa
O Ibovespa começa a operar às 10h.
Na véspera, o índice caiu 0,69%, aos 131.816 pontos.
Com o resultado, acumulou:
perdas de 0,69% na semana;
recuo de 3,08% no mês; e
queda de 1,77% no ano.
O que está mexendo com os mercados
Hoje o mercado olha com atenção para mais um dado de emprego nos Estados Unidos. O relatório de ofertas de emprego JOLTS é uma pesquisa do Departamento do Trabalho americano que monitora e mede o número de empregos, demissões e novas vagas no país.
A expectativa do mercado é que o JOLTS mostre uma abertura de 7,64 milhões postos de trabalho em agosto, uma leve desaceleração em relação aos 7,673 milhões registrados em julho.
O analista de investimentos Vitor Miziara explica que, ” como a inflação aparentemente está sob controle (nos Estados Unidos), o segundo ponto de atenção do FED é o mercado de trabalho para decidir sobre os próximos movimentos na taxa de juros”.
Numa semana marcada por diversas divulgações, o dado mais aguardado só chega na sexta-feira, com o relatório de empregos mais popular dos Estados Unidos, o payroll. A expectativa do mercado financeiro é que a taxa de desemprego tenha se mantido em 4,2% em setembro, com uma geração de 144 mil empregos não-agrícolas.
Esses números estão sendo observados com atenção por um mercado que espera novas pistas sobre qual deve ser o comportamento do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em relação as taxas de juros do país nos próximos meses.
Em sua última reunião, a instituição iniciou um ciclo de corte nos juros, que estavam no maior patamar em duas décadas, e reduziu suas taxas em 0,50 ponto percentual, a um nível entre 4,75% e 5,00% ao ano.
Agora, investidores querem saber o que vem pela frente, se novas quedas virão e qual serão suas magnitudes. Nesse sentido, um mercado de trabalho mais aquecido pode colocar um freio no ciclo do Fed, já que mais empregos implicam em mais dinheiro na mão da população e maior pressão inflacionária.
No Brasil, o dia de agenda mais vazia, com destaque apenas para a divulgação da lista de bets liberadas pelo Ministério da Fazenda.
No noticiário econômico, investidores seguem monitorando dados divulgados nesta segunda-feira, com destaque para o relatório de estatísticas fiscais do BC, que mostrou um leve crescimento na dívida pública do país. O resultado veio me linha com as projeções do mercado, sem pesar sobre os ativos brasileiros neste início de pregão.
As contas do setor público do país tiveram um déficit primário de R$ 21,4 bilhões em agosto. O déficit primário acontece quando as receitas com impostos ficam abaixo das despesas, desconsiderando os juros da dívida pública.
Apesar da leve alta entre julho e setembro, o resultado do mês representa uma melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando o déficit era maior, de R$ 22,8 bilhões.
O Governo Federal foi o único ente da pesquisa que teve um déficit, de R$ 22,3 bilhões. Os estados e municípios tiverem um superávit de R$ 435 milhões, enquanto as empresas estatais apresentaram superávit de R$ 469 milhões.
Já no acumulado do ano até aqui, as contas públicas apresentaram um resultado negativo de R$ 86,2 bilhões, o equivalente a 1,14% do PIB. Para 2024, a meta fiscal, fixada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), é de um déficit de até R$ 13,31 bilhões.
Isso representa piora em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado um déficit primário de R$ 79 bilhões, ou 1,11% do PIB.
Ainda na agenda doméstica, o BC também divulgou mais um Boletim Focus, que mostrou que os economistas do mercado financeiro passaram a prever uma taxa Selic maior no final do ano.
A previsão do mercado passou a ser de dois aumentos de 0,50 ponto percentual na taxa Selic nas reuniões de novembro e de dezembro deste ano. Se confirmada a projeção do mercado, a Selic avançará para 11,25% ao ano em novembro e para 11,75% ao ano em dezembro de 2024.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários
Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


