Economia
Dólar abre em leve baixa, mas investidores seguem atentos aos sinais da economia americana
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 1,71%, cotada a R$ 5,1530, no maior patamar em mais de seis meses. Já a bolsa de valores brasileira fechou em queda de 1,42%, aos 113.419 pontos. O Ibovespa foi influenciado pelo tombo de diversas ações – os papéis da Magazine Luiza, do Grupo Soma e da construtora MRV chegaram a cair mais de 5% ao longo do dia
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O dólar abriu em baixa nesta quarta-feira (4), em um movimento de leve recuperação da moeda brasileira após vários dias de desvalorização acentuada. Investidores aguardam, com cautela, novos dados econômicos dos Estados Unidos, que podem trazer mais sinais sobre o futuro dos juros e da atividade econômica no país.
O mercado também espera pela reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que acontece hoje, e pode refletir no preço do petróleo ao longo do dia.
Veja abaixo o dia nos mercados.
Dólar
Às 09h20, a moeda norte-americana caía 0,35%, cotada a R$ 5,1352. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar fechou em alta de 1,71%, cotado a R$ 5,1530, no maior patamar em seis meses. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
altas de 2,51% na semana e no mês;
queda de 2,37% no ano.
Ibovespa
O Ibovespa só começa a operar às 10h.
Na véspera, o índice fechou em queda de 1,42%, aos 113.419 pontos. Com o resultado, o índice passou a acumular:
quedas de 2,70% na semana e no mês;
alta de 3,36% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
Embora o mercado tenha amanhecido levemente mais positivo hoje, em um movimento natural de correção dos últimos tombos, investidores em todo o mundo seguem atentos aos sinais da economia americana, que geram preocupação em nível global e pesam sobre os negócios.
Ontem, os Treasuries de 10 anos dos EUA chegaram a marcar 4,7% – o maior nível desde outubro de 2007. Esses são os títulos públicos da maior economia do mundo e, por isso, são considerados a referência em segurança.
Assim, quando a rentabilidade desses títulos está alta, há uma migração de investimentos para lá, tirando dinheiro de ativos de risco, como mercados de ações e moedas de outros países, principalmente os emergentes, caso do Brasil.
E a expectativa é, justamente, que os juros continuem altos por algum tempo. Atualmente, as taxas do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) estão entre 5,25% e 5,50% ao ano e a instituição já sinalizou que deve mantê-las elevadas por alguns meses, podendo até promover novas altas.
Essa perspectiva ganhou força ontem, após o relatório Jolts, de abertura de vagas de trabalho, registrar uma alta inesperada de 690 mil postos em agosto, totalizando 9,610 milhões de vagas, contra uma expectativa de 8,8 milhões do mercado financeiro.
Sinais de melhora no mercado de trabalho da maior economia do mundo também podem indicar uma maior dificuldade no controle da inflação por parte do Fed — já que mais emprego também significa mais dinheiro nas mãos da população e, consequentemente, mais pressão sobre os preços.
Em contrapartida, juros elevados por muito tempo têm como principal consequência a estagnação da economia, já que as taxas altas diminuem os níveis de consumo, porque tornam mais caros os processos de tomada de crédito e financiamento.
Dessa forma, o consenso de boa parte do mercado é que, em breve, os EUA podem passar por um período de recessão econômica, o que pode gerar impactos negativos em todo o mundo.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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