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Economia

Dólar abre em queda, após Biden desistir da candidatura nos EUA e com fiscal no radar

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Na sexta-feira, a moeda norte-americana avançou 0,30%, cotada em R$ 5,6039. Já o principal índice de ações da bolsa recuou 0,03%, aos 127.616 pontos. Notas de 1 dólar
Rafael Holanda/g1
O dólar abriu em queda nesta segunda-feira (22), à medida que investidores recalibram posições e adaptam cenários para as novas projeções sobre as eleições norte-americanas.
Na véspera, o presidente Joe Biden desistiu de concorrer à reeleição, abrindo caminho para a vice-presidente, Jamala Harris, liderar a chapa democrata nos EUA.
Além disso, o mercado também aguarda a divulgação do relatório de receitas e despesas do governo federal, em busca de mais clareza sobre as contas públicas do país.
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou um bloqueio de R$ 11,2 bilhões no Orçamento de 2024, além de um contingenciamento de R$ 3,8 bilhões. As medidas vieram como uma tentativa do governo de cumprir a regra de gastos prevista no arcabouço fiscal.
As ações de tecnologias ao redor do planeta também ficam no radar, após o apagão cibernético que atingiu diversos lugares do mundo ter baqueado alguns papéis do setor na última sexta-feira.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
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Dólar
Às 09h01, o dólar operava em queda de 0,29%, cotado em R$ 5,5876. Veja mais cotações.
Na última sexta-feira, o dólar subiu 0,30%, cotado em R$ 5,6039.
Com o resultado, acumulou altas de:
3,18% na semana;
0,28% no mês;
15,48% no ano.

Ibovespa
As negociações no Ibovespa, por sua vez, começam apenas a partir das 10h.
Na véspera, o índice recuou 0,03%, aos 127.616 pontos.
Com o resultado, acumulou:
queda de 0,99% na semana;
ganhos de 2,99% no mês;
perdas de 4,90% no ano.

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O que está mexendo com os mercados?
A notícia de que o presidente norte-americano, Joe Biden, desistiu de concorrer à reeleição nos Estados Unidos, é o principal destaque desta segunda-feira (22). Com a desistência, a vice-presidente Kamala Harris é a líder da chapa democrata nos Estados Unidos.
Em um comunicado no X, Biden disse que cumprirá o seu mandato até janeiro de 2025.
“Foi a maior honra da minha vida servir como seu presidente. E embora tenha sido minha intenção buscar a reeleição, acredito que é do melhor interesse do meu partido e do país que eu me afaste e me concentre exclusivamente em cumprir meus deveres como presidente pelo restante do meu mandato”, escreveu Biden.
Com a notícia, investidores começam a recalibrar suas posições no mercado para abarcar as novas projeções. Na semana passada, após o ex-presidente Donald Trump sofrer um atentado a tiros, uma onda de favoritismo ao republicano tomou conta do país e influenciou as negociações — muitas delas dando como certa a vitória de Trump.
Com a desistência de Biden, no entanto, essas probabilidades começam a ser revistas pelo mercado.
Já no cenário doméstico, o quadro fiscal do país segue na mira dos investidores, que ficam com as atenções voltadas para a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas do governo federal, que deve ser divulgado nesta segunda-feira.
A expectativa é que o documento traga sinalizações mais claras sobre as contas públicas brasileiras, após o Ministério da Fazenda ter anunciado R$ 15 bilhões entre bloqueio e contingenciamento de verbas na semana passada.
Agentes de mercado queriam ao menos R$ 30 bilhões contingenciados para que a meta de déficit zero seja cumprida.
A diferença entre bloqueio e contingenciamento é a seguinte:
Bloqueio: se refere a valores no Orçamento que têm que ser bloqueados para o governo manter a meta de gastos do arcabouço fiscal.
Contingenciamento: é uma contenção feita em razão de a receita do governo estar vindo abaixo do esperado.
Segundo Haddad, as medidas são necessárias para cumprir a regra de gastos do governo prevista no arcabouço fiscal.
O mercado já vinha mal com a perspectiva de que os cortes não fossem suficientes. Na quinta-feira, Tebet, descartou interromper programas sociais e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já iniciadas, principalmente nas áreas de saúde e educação. Tebet admitiu que o governo deve cortar gastos, mas afirmou que isso deve ser feito com os gastos “desnecessários”.
“Não tem nenhuma, nenhuma sinalização, nenhuma, de que o PAC, especialmente na área da educação e da saúde, vai ter corte”, disse Tebet ao programa “Bom Dia, Ministra” do CanalGov.
“Ainda que a gente tenha que fazer cortes temporários, contingenciamento ou bloqueios em obras de infraestrutura a gente faz naquelas que não iniciaram ou que não iniciariam agora para que a gente possa depois de dois meses –porque a cada dois meses a gente faz essa revisão — repor de outra forma”, declarou Tebet.
A ministra destacou que o governo pretende reestruturar alguns programas sociais, com cortes de gastos “naquilo que estiver efetivamente sobrando”, com fiscalização de fraudes e irregularidades.
“Obviamente, na hora que tiver que cortar, nós vamos reestruturar alguns programas. Nós temos que fazer reformas estruturantes para poder ter [recursos] para aquilo que mais precisa. Onde mais precisa? E eu sou professora, então educação, saúde”, declarou.
Na agenda da semana, novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos ficam sob os holofotes. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, previsto para quinta-feira, também fica no radar, bem como a divulgação de balanços corporativos ao longo da semana.
*Com informações da agência de notícias Reuters.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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