Economia
Dólar abre em queda com foco em dados de emprego nos EUA e agenda política no Brasil
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a quarta-feira (3) em queda, recuando 0,29% por volta das 9h, cotado a R$ 5,3133. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Com poucos indicadores no Brasil, os investidores voltam as atenções para dados importantes nos Estados Unidos e para a agenda política local. Além disso, o setor de serviços brasileiro e os números sociais do IBGE também entram no radar.
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▶️ O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 10h a Síntese de Indicadores Sociais, trazendo uma análise sobre as condições de vida da população brasileira em 2025.
▶️ A S&P Global publica às 10h os PMIs de serviços e composto do Brasil referentes a novembro. Em outubro, o setor de serviços permaneceu em retração, com 47,7 pontos, abaixo da marca de 50 que indica crescimento. O índice consolidado, que inclui indústria e serviços, ficou em 48,2 pontos.
▶️ No cenário político, a Comissão Mista de Orçamento vota às 14h o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2026, após adiamento da sessão anterior.
🔎 A tensão entre governo e Congresso aumentou depois que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cancelou a sabatina do indicado ao STF, Jorge Messias, reforçando o desalinho entre os poderes.
▶️ Nos EUA, às 10h15, a ADP divulga a pesquisa sobre empregos privados em novembro. A expectativa é de criação de cerca de 10 mil vagas, após 42 mil no mês anterior.
🔎 Com os dados oficiais que ficaram atrasados por conta da paralisação do governo americano (shutdown) — que durou entre 1º de outubro a 12 de novembro —, esse dado será um dos últimos sinais sobre o mercado de trabalho antes da decisão dos juros americanos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na próxima semana.
▶️ Também nos EUA, às 10h30, saem os preços de exportações e importações de setembro, enquanto às 10h15 o Fed apresenta a produção industrial do mesmo mês. Às 11h45, a S&P Global divulga os PMIs de serviços e composto de novembro, com projeções de 55,0 e 54,8 pontos, respectivamente.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado:
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,10%;
Acumulado do mês: -0,10%;
Acumulado do ano: -13,75%.
📈Ibovespa
C
Acumulado da semana: +1,27%;
Acumulado do mês: +1,27%;
Acumulado do ano: +33,93%.
Bolsas globais
Nos EUA, os índices futuros em Wall Street operam em alta nesta quarta-feira, com investidores aguardando dados do mercado de trabalho.
O relatório da ADP sobre empregos privados será um dos últimos sinais antes da decisão do banco central americano sobre os juros na próxima semana. Também estão no radar os números de preços de importação e exportação e a produção industrial de setembro.
Durante a manhã no Brasil, os contratos futuros indicavam leve alta: Dow Jones Futuro avançava 0,09%, S&P 500 Futuro subia 0,12% e Nasdaq Futuro tinha ganho de 0,04%.
As bolsas europeias operam majoritariamente em alta, acompanhando o movimento positivo dos mercados asiáticos e a recuperação dos índices americanos na véspera. Investidores aguardam a divulgação dos índices de gerentes de compras (PMI) do bloco, que medem a atividade econômica.
Por volta das 9h (horário de Brasília), o STOXX 600 subia 0,19%. Em Frankfurt, o DAX avançava 0,33%, enquanto o CAC 40, em Paris, tinha alta de 0,09%. Já o FTSE 100, em Londres, recuava 0,21%, e o FTSE MIB, na Itália, registrava ganho de 0,63%.
Já os mercados asiáticos fecharam com resultados mistos. As bolsas da China e de Hong Kong caíram após dados mostrarem que o setor de serviços chinês cresceu no ritmo mais lento em cinco meses, aumentando preocupações sobre a economia e os problemas no setor imobiliário.
No fechamento: em Xangai, o índice SSEC caiu 0,51%, para 3.878 pontos, e o CSI300 recuou 0,51%, a 4.531 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,28%, a 25.760 pontos.
Já o Nikkei, em Tóquio, subiu 1,14%, para 49.864 pontos; o Kospi, em Seul, avançou 1,04%, a 4.036 pontos; o Taiex, em Taiwan, ganhou 0,83%, a 27.793 pontos; e o Straits Times, em Cingapura, teve alta de 0,32%, a 4.552 pontos.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025.
Tatan Syuflana/ AP
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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