Economia
Dólar abre em queda com mercado atento a projeções do Focus e cenário fiscal
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar inicia a sessão desta segunda-feira (24) em queda, recuando 0,09% às 9h, a R$ 5,3963. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
A semana começa com uma agenda carregada no Brasil e sinais importantes no exterior. Entre dados econômicos e eventos políticos, os investidores monitoram fatores que podem mexer com expectativas para inflação, contas públicas e juros.
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▶️ O boletim Focus, divulgado antes da abertura, mostrou novo recuo nas projeções de inflação para 2025, mantendo as estimativas abaixo do teto do sistema de metas. Para o final deste ano, a previsão passou de 4,46% para 4,45%.
▶️ A política fiscal segue no radar com a entrevista sobre o relatório bimestral de receitas e despesas marcada para as 11h. O documento reduziu o bloqueio de gastos para R$ 4,4 bilhões e reabriu um contingenciamento de R$ 3,3 bilhões.
▶️ A agenda doméstica inclui ainda a divulgação da arrecadação federal de outubro e a participação de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, em evento da Febraban, onde investidores devem buscar sinais sobre condução da política monetária.
▶️ No exterior, a semana será encurtada pelo feriado de Ação de Graças, que fecha os mercados norte-americanos na quinta-feira e reduz a liquidez na sexta. Mesmo com divergências internas no Fed, o mercado mantém apostas em um possível corte de juros em dezembro.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +1,97%;
Acumulado do mês: +0,32%;
Acumulado do ano: -12,60%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -1,88%;
Acumulado do mês: +3,50%;
Acumulado do ano: +28,67%.
Redução das tarifas para o Brasil
O principal destaque da sessão desta sexta-feira (21) ficou com a redução das tarifas de 40% sobre produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos.
A medida beneficia carne bovina, café, açaí, cacau e diversos outros produtos. A retirada da tarifa vale para itens que chegaram aos Estados Unidos a partir de 13 de novembro.
A data coincide com a reunião entre o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, quando o tema foi discutido.
Na semana passada, o governo Trump já havia reduzido as tarifas de importação de cerca de 200 produtos alimentícios, para vários países. No caso do Brasil, a alíquota havia caído de 50% para 40%.
Agora, itens como café, carne e frutas, incluídos nas duas decisões recentes, voltam às taxas de exportação praticadas antes do tarifaço anunciado por Trump.
Veja a lista de produtos brasileiros que ficam de fora do tarifaço
Entenda por que só parte dos produtos brasileiros foram beneficiados
A notícia foi bem recebida pelo governo, mas representantes da indústria reforçam que pelo menos dois terços das exportações brasileiras seguem afetados pelo tarifaço de Trump.
“Máquinas e equipamentos, móveis, couro, calçados, aviação, alguns óleos, cera de carnaúba e minerais como a vermiculita seguem enfrentando custos adicionais para entrar no mercado americano”, explica Frederico Lamego, superintendente de Relações Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A expectativa, agora, é pelos próximos passos da negociação entre Brasil e EUA.
Dados de emprego e os sinais sobre os juros
Outro fator que também ficou na mira dos investidores foi a divulgação, na véspera, do payroll — relatório de emprego oficial dos EUA e um dos documentos utilizados pelo Fed para determinar o futuro das taxas de juros norte-americanas. A divulgação dos dados havia sido interrompida por conta da paralisação do governo dos EUA.
Segundo o documento, a economia norte-americana gerou 119 mil postos de trabalho em setembro — resultado bem acima do esperado pelo mercado, de 50 mil novas vagas. Apesar disso, no entanto, a taxa de desemprego subiu para 4,4%, ante previsão de 4,3%.
Os dados mistos do mercado de trabalho levantaram dúvidas sobre os próximos passos do Fed na condução da política monetária norte-americana e levou os holofotes desta sexta-feira (21) para novas falas de dirigentes da instituição.
Durante a tarde, o presidente da distrital do Fed em Nova York, John Williams — membro permanente do Fed com direito a voto na política de juros e vice-presidente do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) — afirmou ainda ver espaço para novas reduções de juros no curto prazo.
“Considero que a política monetária está sendo modestamente restritiva. […] Portanto, ainda vejo espaço para um ajuste adicional no curto prazo na faixa da meta da taxa básica para aproximar a postura da política da faixa neutra”, disse.
Além disso, o diretor do Fed Stephen Miran também afirmou nesta sexta-feira que votaria a favor de mais um corte das taxas no próximo mês.
Após os comentários, o mercado passou a prever uma chance de quase 60% de um corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Fomc, em dezembro, revertendo a convicção anterior de que o Fed faria uma pausa decido a preocupações com a inflação.
Agenda econômica
Índice de Gerentes de Compras (PMI)
O índice da zona do euro, divulgado pelo S&P Global, indicou que a atividade empresarial na região cresceu de forma constante neste mês, com o setor de serviços expandindo no ritmo mais rápido em um ano e meio, enquanto a fraca demanda levou o setor manufatureiro de volta à contração. Entre os destaques:
Na Alemanha , a maior economia do bloco, o crescimento do setor privado perdeu força em novembro devido a uma contração inesperada no setor manufatureiro e a um crescimento abaixo do esperado no setor de serviços.
Mas na França , a atividade empresarial praticamente se estabilizou, uma vez que o crescimento no setor de serviços quase compensou uma queda mais acentuada do que a prevista na produção industrial.
Na Grã-Bretanha , fora da União Europeia , o crescimento empresarial praticamente parou este mês, com as empresas adiando seus planos antes da apresentação do orçamento governamental na próxima semana.
Já nos Estados Unidos, a atividade industrial desacelerou para o menor nível em quatro meses neste mês, devido ao aumento dos preços em função das tarifas de importação impostas por Donald Trump. Isso porque as taxas restringiram a demanda e levaram a um acúmulo de mercadorias não vendidas, o que pode prejudicar o crescimento da economia em geral.
Bolsas globais
Nos EUA, os principais índices de Wall Street operam em alta nesta sexta-feira.
O Dow Jones subiu 0,10%, para 46.138,77 pontos. O S&P 500 teve alta de 0,38%, a 6.642,19, enquanto o Nasdaq avançou 0,59%, para 22.564,23 pontos.
Já as bolsas europeias fecharam mistas, conforme investidores repercutiam os sinais sobre juros nos EUA e a indicação de que novos progressos haviam sido feitos para acabar com a guerra da Rússia na Ucrânia.
No fechamento, o índice STOXX 600 caiu 0,30%. Entre os principais mercados, Londres (FTSE 100) subiu 0,13%, Frankfurt (DAX) caiu 0,80%, e Paris (CAC 40) ganhou 0,02%.
Já na Ásia, os mercados despencaram, acompanhando a onda de vendas nos mercados globais da véspera, com ações de tecnologia liderando as perdas.
Em Tóquio, o Nikkei caiu 2,40%, a 48.626 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 2,4%, enquanto Xangai teve perdas de 2,5% e o CSI300 teve queda de 2,4%.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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