Economia
Dólar abre em queda com mercado repercutindo decisão do Copom e à espera de sinais do Fed
Copom mantém selic em 15% ao ano
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (6) em queda. Por volta das 9h10, a moeda americana recuava 0,39%, sendo negociada a R$ 5,3407. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa, abre às 10h.
As atenções se voltam para a repercussão da decisão do Copom sobre a taxa básica de juros (Selic), além da isenção do IR aprovada no Senado. No exterior, os destaques vão para os discursos de autoridades americanas e para os preparativos da COP30, que será realizada em Belém.
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▶️ O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, decisão que já era amplamente esperada. Foi a terceira reunião consecutiva sem alteração, no qual o BC apontou que o cenário internacional ainda exige cautela, especialmente diante das incertezas nos Estados Unidos.
▶️ No Congresso, o Senado aprovou o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil por mês e eleva a taxação sobre as faixas de renda mais altas.
▶️ Em Belém (PA), tem início a COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas. O encontro reúne líderes globais para discutir estratégias de transição energética e combate à crise ambiental. Entre os participantes confirmados estão os presidentes da França, África do Sul, Quênia e o premiê do Reino Unido.
▶️ Nos EUA, autoridades do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, participam de eventos ao longo do dia. Michael Barr e John Williams falam às 13h, seguidos por Christopher Waller às 17h30 e Henry Paulson às 18h30.
▶️ A temporada de balanços segue movimentando os mercados. Entre as empresas que divulgam os resultados do terceiro trimestre estão Petrobras, Suzano, Sanepar, Energisa, Smart Fit, Renner, Assaí e Magalu.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,35%;
Acumulado do mês: -0,35%;
Acumulado do ano: -13,25%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,78%;
Acumulado do mês: +0,78%;
Acumulado do ano: +25,29%.
Copom mantém Selic em 15%
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu nesta quarta-feira (05) manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, estável em 15% ao ano. A decisão foi unânime.
”O ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige particular cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”, diz nota do BC após a decisão do Copom.
Esse é o maior patamar em quase 20 anos – em julho de 2006, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Selic estava em 15,25% ao ano.
“O Comitê segue acompanhando os anúncios referentes à imposição de tarifas comerciais pelos EUA ao Brasil, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, diz o texto.
Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender que o Banco Central reduzisse os juros. A avaliação da área econômica do governo é que o patamar elevado dos juros tem diminuído a atividade econômica.
Mas a decisão do Copom desta quarta-feira não alterou a Selic. Isso já era esperado pelos economistas do mercado financeiro, que preveem o início do ciclo de corte dos juros somente para janeiro de 2026.
Nos últimos comunicados, o Comitê havia informado que a taxa será mantida nesse patamar por um “período bastante prolongado” de tempo.
Votação da isenção do Imposto de Renda
Outro destaque local foi a votação na quarta-feira, no Senado, do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais.
Depois de aprovado, o texto ainda precisa ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para entrar em vigor. Veja perguntas e respostas sobre a ampliação da isenção do IR.
Shutdown no 37o dia
A paralisação do governo dos EUA chegou nesta quarta-feira ao 36º dia, tornando-se oficialmente a mais longa da história do país.
O impasse começou em 1º de outubro, após o Congresso não conseguir aprovar um novo pacote de financiamento. Desde então, milhões de americanos têm enfrentado impactos diretos, como atrasos em viagens, suspensão de serviços e falta de pagamento a servidores públicos.
A assistência alimentar para cerca de 42 milhões de pessoas foi interrompida, deixando famílias sem os cerca de US$ 180 mensais. Funcionários federais, incluindo policiais, militares e agentes de aeroportos, estão sem receber salários.
Desde o início da paralisação, mais de 3,2 milhões de passageiros enfrentaram atrasos ou cancelamentos de voos.
O Escritório de Orçamento do Congresso estima que, se durar mais uma semana, o impacto na economia pode chegar a US$ 11 bilhões.
Após decisão judicial, o governo foi obrigado a liberar recursos emergenciais, mas o presidente Donald Trump afirmou: “[Os benefícios] só serão pagos quando os democratas abrirem o governo”.
No Senado, republicanos prometeram votar a extensão de subsídios de saúde em troca da reabertura, mas democratas consideram a proposta insuficiente. “Estamos explorando todas as opções”, disse o líder democrata Chuck Schumer. Enquanto isso, o Congresso segue sem acordo.
O shutdown também tem provocado o atraso dos dados oficiais, como o payroll e o índice de preços ao consumidor (CPI), deixando os investidores sem parâmetros claros sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.
Suprema Corte dos EUA questiona legalidade do tarifaço
Por fim, também ficou no radar dos investidores a audiência promovida pela Suprema Corte dos Estados Unidos para tratar sobre a legalidade do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Depois de um debate que durou mais de 2h, os juízes agora deliberam sobre o tema. Ainda não há, no entanto, prazo para uma decisão.
Tanto os juízes conservadores quanto os liberais questionaram o advogado que representa o governo Trump. As dúvidas giraram principalmente sobre se o presidente havia infringido a competência do Congresso ao impor tarifas com base em uma lei de 1977, destinada a ser usada durante emergências nacionais.
Alguns juízes conservadores argumentaram, no entanto, que a Corte estava debatendo o poder “inerente” que os presidentes têm ao lidar com países estrangeiros — o que sugere que os juízes podem estar fortemente divididos quanto ao resultado do caso. O tribunal tem uma maioria conservadora de 6 a 3.
Entenda se a Suprema Corte pode barrar tarifas de Trump
Bolsas globais
Os principais índices de Wall Street operavam com estabilidade na abertura, após uma liquidação liderada pelo setor de tecnologia na sessão anterior devido ao aumento das preocupações com as avaliações das ações.
Apesar disso, um relatório forte da ADP de emprego no setor privado acalmou alguns temores sobre o enfraquecimento do mercado de trabalho.
O Dow Jones Industrial Average subia 0,03% na abertura, para 47.097,31 pontos. O S&P 500 caía 0,03%, a 6.769,77 pontos, enquanto o Nasdaq Composite ganhava 0,04%, para 23.358,075 pontos.
Na Europa, os mercados seguem em baixa, acompanhando o clima de cautela observado nos EUA e na Ásia. Investidores demonstram preocupação com os preços elevados das ações de tecnologia e inteligência artificial, temendo que o setor esteja sobrevalorizado e possa enfrentar correções mais fortes.
No fechamento, os principais índices europeus registravam queda. O STOXX 600 fechou com alta de 0,23%, o DAX (Alemanha) subiu %, o FTSE 100 (Reino Unido) avançou 0,68%, e o CAC 40 (França) teve alta de 0,16%.
Os mercados asiáticos fecharam mistos nesta quarta-feira. Na China, os índices subiram após uma sessão instável, com destaque para ações de energia solar e novas tecnologias, que compensaram o nervosismo causado pela queda em Wall Street no dia anterior.
Já em outras regiões, o sentimento foi mais negativo, com investidores migrando para setores mais defensivos.
No fechamento, o Nikkei (Tóquio) avançou 2,5%, enquanto o SSEC (Xangai) subiu 0,23% e o CSI300 teve alta de 0,19%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,07%. Já o Kospi (Seul) recuou 2,85%, o Taiex (Taiwan) perdeu 1,42% e o Straits Times (Cingapura) teve baixa de 0,14%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Murad Sezer/ Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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