Economia
Dólar abre em queda com pressão do petróleo e expectativas do Focus
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O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (8) em queda. Por volta das 9h05, a moeda recuava 0,12%, cotada a R$ 5,406. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Em um dia com poucos indicadores econômicos programados para divulgação, os investidores devem reagir à alta do petróleo no mercado internacional — que pode impactar tanto o valor das ações de empresas do setor, quanto provocar instabilidade no câmbio. No cenário local, investidores reagem às projeções do boletim Focus.
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▶️ Ontem, a Opep+ anunciou a decisão de ampliar a produção de petróleo a partir de outubro.
▶️ Na agenda local, o boletim Focus mostrou que as projeções dos economistas para a inflação brasileira em 2025 se manteve em 4,85%. Para o ano que vem, as estimativas recuaram de 4,31% para 4,30%.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,17%;
Acumulado do mês: -0,17%;
Acumulado do ano: -12,41%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,86%;
Acumulado do mês: +0,86%;
Acumulado do ano: +18,59%.
Aumento na produção de petróleo
Oito países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) decidiram neste domingo (7) elevar a produção de petróleo em 137 mil barris por dia a partir de outubro.
O volume é bem inferior aos aumentos mensais de cerca de 555 mil barris em setembro e agosto, e de 411 mil em julho e junho.
A decisão arca uma desaceleração no ritmo de aumento da produção, diante da expectativa de menor demanda global.
O acordo também indica que a Opep+ iniciou a reversão de uma segunda rodada de cortes, de cerca de 1,65 milhão de barris por dia de oito membros — mais de um ano antes do previsto.
Desde abril, o grupo já havia desfeito a primeira rodada, de 2,5 milhões de barris diários, equivalente a aproximadamente 2,4% da demanda global.
“Os barris podem ser poucos, mas a mensagem é grande”, afirmou Jorge Leon, analista da Rystad e ex-funcionário da Opep. “O aumento tem menos relação com volume e mais com sinalização — a Opep+ está priorizando participação no mercado, mesmo assumindo o risco de preços mais baixos.”
Bolsas globais
Na sexta-feira, após a divulgação do payroll nos EUA, os principais índices de Wall Street subiram com a expectativa de cortes nos juros pelo Fed. No entanto, os temores de recessão voltaram a pesar no fechamento.
O Dow Jones Industrial Average recuou 0,48%, aos 45.401,11 pontos. O S&P 500 caiu 0,29%, aos 6.483,16 pontos, enquanto o Nasdaq Composite fechou praticamente estável, em queda de 0,03%, a 21.700,39 pontos.
Os mercados europeus operam em alta nesta segunda-feira, em meio à atenção dos investidores para a situação política na França. O país vive um momento delicado, com a possibilidade de trocar novamente de primeiro-ministro — o quinto em apenas três anos.
Apesar de parte dessa instabilidade já estar refletida nos preços, os investidores seguem cautelosos, especialmente diante da expectativa de novas avaliações sobre a dívida francesa, previstas para esta semana.
Com isso, os principais índices da região registram ganhos: o STOXX 600 sobe 0,35%, o DAX da Alemanha avança 0,59%, o FTSE 100 do Reino Unido tem alta de 0,15%, o CAC 40 da França sobe 0,47%, e o FTSE MIB da Itália registra valorização de 0,38%.
Já as bolsas asiáticas fecharam em alta, com destaque para o desempenho positivo das empresas ligadas a produtos básicos de consumo, que ajudaram a compensar as perdas no setor de tecnologia, especialmente em ações de inteligência artificial.
Entre os principais índices, o Nikkei, de Tóquio, subiu 1,45%, fechando aos 43.643 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,85%, chegando a 25.633 pontos. Na China continental, o SSEC de Xangai teve alta de 0,38%, e o CSI300, que reúne grandes empresas de Xangai e Shenzhen, subiu 0,16%.
Outros mercados também fecharam em alta: Seul (+0,45%), Taiwan (+0,22%), Cingapura (+0,05%). A exceção foi Sydney, na Austrália, onde o índice S&P/ASX 200 caiu 0,24%.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
*Com informações da agência de notícias Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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