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Economia

Dólar abre em queda nesta terça-feira de olho na inflação do Brasil e dos EUA

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Ipsos-Ipec: 49% concordam que Brasil deve retaliar tarifaço; 43% discordam
O dólar abre a sessão desta terça-feira (12) com queda de 0,04%, cotado a R$ 5,441, acompanhando os dados inflacionários do Brasil e dos Estados Unidos. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abrirá às 10h.
▶️ O IBGE divulgou às 9h o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termômetro oficial da inflação no Brasil, referente a julho. No mês, a alta foi de 0,26%, e nos últimos 12 meses, avançou 5,23% — abaixo das expectativas do mercado. (Veja mais abaixo)
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▶️Já às 9h30 (horário de Brasília) é a vez do índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês). A expectativa do mercado é de um avanço de 0,2% mensal, e de 2,8% na comparação com julho do ano passado.
Em meio ao impasse do tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil, os resultados de inflação de julho dos dois países podem dar as primeiras pistas sobre os impactos econômicos dessa medida.
▶️ Na agenda política, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Há ainda a expectativa pelo plano de contingência do governo em relação às sobretaxas aos produtos brasileiros nos EUA.
▶️Já a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê encontros com ministros ao longo do dia. Ontem à noite, ele teve uma conversa por telefone com o presidente da China, Xi Jinping, sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo.
▶️ No exterior, Donald Trump anunciou ontem a nomeação do economista E.J. Antoni como novo comissário do Bureau of Labor Statistics (BLS), órgão responsável pela divulgação dos principais indicadores econômicos do país.
Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,14%;
Acumulado do mês: -2,81%;
Acumulado do ano: -11,91%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -0,21%;
Acumulado do mês: +1,92%;
Acumulado do ano: +12,75%.
IPCA de julho
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, aponta que os preços subiram 0,26% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma alta 0,02 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,24% de junho.
No ano, o IPCA acumula alta de 3,26% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,23%, abaixo dos 5,35% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2024, a variação havia sido de 0,38%.
O resultado ficou levemente abaixo das projeções do mercado. Especialistas ouvidos pela Reuters previam uma alta mensal de 0,37%, e de 5,34% nos últimos 12 meses.
Governo prepara plano após ‘tarifaço’
O governo deve concluir a lista de medidas para conter o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros em breve.
A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem discutido adotar um plano de contingência para evitar danos à economia brasileira e às empresas afetadas pelo decreto do presidente americano, Donald Trump, que elevou para 50% a alíquota sobre exportações brasileiras.
As medidas estudadas por ministérios devem ser apresentadas a Lula nesta segunda-feira (11). A expectativa é que o pacote seja anunciado até amanhã, terça (12).
Mesmo com a previsão de novas medidas, no entanto, o mercado ainda precifica impactos do tarifaço na atividade brasileira.
Um relatório da Moody’s Analytics divulgado nesta segunda-feira (11), por exemplo, mostrou a expectativa de que as taxas dos EUA devem reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 0,2%.
Ainda de acordo com o documento, embora os EUA representem cerca de 12% das exportações brasileiras, o aumento das compras chinesas de produtos agrícolas deve mitigar os efeitos das tarifas ao longo do tempo.
Barreiras comerciais internas, como o “Custo Brasil”, continuam elevando preços e dificultando a competitividade. A Moody’s Analytics aponta que uma liberalização gradual poderia impulsionar a produtividade, aproximando o Brasil de economias exportadoras da Ásia.
Mercados globais
Nos mercados globais, os olhares se voltam aos Estados Unidos. Nesta manhã, as bolsas em Wall Street abriram com pouca oscilação, em uma semana marcada por indicadores econômicos que podem influenciar a trajetória dos juros nos próximos meses.
O mundo também estará de olho nos dados de inflação da maior economia do mundo com o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês). A inflação e o mercado de trabalho são os principais fatores para as decisões do Federal Reserve (Fed).
A aposta é de que a desaceleração no mercado de trabalho dos EUA leve o Fed a cortar os juros na reunião de setembro. Por outro lado, a inflação ainda está acima da meta de 2%, gerando preocupação de que novos estímulos possam aumentar a pressão inflacionária na economia americana.
Outro destaque é a Nvidia, que teria aceitado repassar 15% da receita com vendas de inteligência artificial na China ao governo dos EUA. Segundo a imprensa, o CEO Jensen Huang se reuniu com Trump na Casa Branca na semana passada para fechar o acordo.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters
*Com informações da agência de notícias Reuters

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Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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