Economia
Dólar abre em queda, reagindo ao rebaixamento da nota de crédito dos EUA pela Moody’s
Na sexta-feira, a moeda norte-americana caiu 0,19%, cotada a R$ 5,6685. O principal índice de ações da bolsa brasileira recuou 0,11%, aos 139.187 pontos. Cédulas de dólar
bearfotos/Freepik
O dólar abriu em queda nesta segunda-feira (19), a R$ 5,65, com o mercado financeiro reagindo à notícia do rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Moody’s, no fim da semana passada.
A nota da maior economia do mundo desceu em um degrau, de “AAA” para “AA1” e teve a perspectiva alterada de “negativa” para “estável” (saiba mais).
Como justificativa para o rebaixamento, a agência citou o aumento da dívida dos EUA e os juros a níveis “significativamente mais altos do que os de [países] soberanos com classificação semelhante”.
“As sucessivas administrações e o Congresso dos EUA falharam em chegar a um acordo sobre medidas para reverter a tendência de grandes déficits fiscais anuais e custos crescentes de juros”, disse a Moody’s em um comunicado.
A notícia encerrou uma semana de otimismo nos mercados após a trégua tarifária entre China e EUA, que aliviou os temores de uma recessão global.
Na sexta-feira, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores brasileira (B3), fechou em baixa, puxado por uma queda significativa das ações do Banco do Brasil, mas ainda acima dos 139 mil pontos. No dia anterior, bateu um recorde histórico de pontuação. O dólar fechou em queda, a R$ 5,66.
Hoje, no Brasil, os investidores também aguardam a divulgação pelo Banco Central do IBC-Br de março, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), com indicações importantes sobre o ritmo da atividade econômica do país no primeiro trimestre.
No relatório “Focus”, também divulgado pelo BC nesta segunda-feira, os analistas do mercado financeiro reduziram a expectativa de inflação de 2025 pela quinta semana consecutiva, de 5,51% para 5,50%. Além disso, mantiveram a projeção para a taxa básica de juros da economia, a 14,75% ao ano.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
Às 9h01, o dólar caía 0,22%, cotado a R$ 5,6563. Veja mais cotações.
Na sexta-feira, a moeda americana fechou em queda de 0,19%, cotada a R$ 5,6685.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,24% na semana;
queda de 0,15% no mês; e
perda de 8,27% no ano.
a
📈Ibovespa
O Ibovespa começa a operar a partir das 10h.
Na sexta-feira, o índice fechou em baixa de 0,11%, aos 139.187 pontos.
Com o resultado, o índice acumulou:
alta de 1,96% na semana;
avanço de 3,05% no mês; e
ganho de 15,72% no ano.
O que está mexendo com os mercados?
O rebaixamento da nota de crédito dos EUA pela agência Moody’s, justificado pelo aumento da dívida americana, reforçou a preocupação dos investidores sobre a trajetória fiscal do país. A notícia fez o dólar cair em relação aos seus principais rivais após quatro semanas consecutivas de ganhos.
“Isso acontece em um momento delicado para o governo, que tenta aprovar um orçamento no Congresso até o início de julho. Isso levanta novas questões legítimas sobre o déficit, o status de refúgio dos títulos do Tesouro e o dólar”, disse Kenneth Broux, chefe de pesquisa corporativa de câmbio e taxas do Société Générale.
“Hoje é um lembrete da fragilidade do dólar”, afirmou.
A inquietação com a dívida de US$ 36 trilhões dos EUA também aumentou à medida que os republicanos buscam aprovar um amplo pacote de cortes de impostos, que alguns estimam que poderia adicionar de US$ 3 trilhões a US$ 5 trilhões em novas dívidas na próxima década.
O projeto de lei do presidente dos EUA , Donald Trump , estava paralisado há dias devido a disputas internas dos republicanos sobre cortes de gastos, mas obteve aprovação de um importante comitê do Congresso no domingo (18).
Em um comunicado, o assistente especial de Trump, Harrison Fields, disse que os especialistas estão errados em se preocupar com o projeto de lei, “assim como estavam sobre o impacto das tarifas de Trump, que geraram trilhões em investimentos, crescimento recorde de empregos e nenhuma inflação”.
Acordos sobre tarifas
Os investidores também seguem de olho em possíveis acordos dos EUA com seus parceiros comerciais, para diminuir os impactos do tarifaço do presidente americano Donald Trump.
🔎 A lógica do mercado é que o aumento das tarifas sobre produtos importados pelos EUA pode elevar os preços finais e os custos de produção, pressionando a inflação e reduzindo o consumo — o que pode levar a uma desaceleração da maior economia do mundo ou até mesmo a uma recessão global.
Nesta segunda-feira, a China pediu aos EUA que tomem medidas políticas responsáveis para manter a estabilidade do sistema financeiro e econômico internacional e proteger os interesses dos investidores.
Isso ocorre depois que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse em entrevistas no domingo que Trump imporá tarifas na mesma taxa que ameaçou no mês passado aos parceiros comerciais que não negociarem de “boa fé”.
No entanto, uma reportagem do Financial Times de que o país iniciou negociações comerciais sérias com a União Europeia, quebrando um longo impasse, ofereceu alguma esperança de novos acordos sobre as tarifas.
No início deste mês, Washington assinou um acordo com a Grã-Bretanha. Trump também já disse anteriormente que tem possíveis acordos com a Índia, com o Japão e com a Coreia do Sul no radar.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Economia
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Economia
Memes: Paraguai elimina Alemanha nos pênaltis e anima a internet
Goleiro paraguaio Orlando Gill defende pênalti contra alemão Nick Woltemade
Reuters/Pilar Olivares
O Paraguai eliminou a Alemanha nos pênaltis e se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A eliminação da seleção europeia gerou memes nas redes sociais.
Nas redes sociais, muitos destacaram o desempenho do goleiro paraguaio Gill contra o alemão Neuer, enquanto outros mostraram a torcida pela seleção sul-americana.
Veja os memes:
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