Economia
Dólar abre sessão desta quarta-feira em alta, com expectativa por Copom e novos dados de inflação nos EUA
Na véspera, a moeda norte-americana recuou 0,58%, cotada a R$ 6,0469. O principal índice acionário da bolsa de valores brasileira subiu 0,80%, aos 128.228 pontos. Dólar
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O dólar abriu a sessão desta quarta-feira com expectativa pela nova decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), que acontece ainda hoje, após o fechamento dos mercados.
A expectativa dos agentes do mercado financeiro é que o colegiado faça um novo aumento da taxa básica de juros (Selic) — e a leitura é que o cenário de aperto monetário deve continuar e até mesmo se intensificar à frente.
Economia forte, real desvalorizado e exterior adverso pressionam Copom por mais altas de juros; entenda
No exterior, o foco fica com a divulgação de novos dados de inflação dos Estados Unidos, em meio às expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) faça mais um corte de juros em sua próxima reunião, prevista para semana que vem.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
MOTIVOS: Ibovespa tem melhor mês desde novembro, mas dólar não segue o entusiasmo
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
Dólar
Às 09h12, o dólar operava em alta de 0,06%, cotado a R$ 6,0607. Veja mais cotações.
Na véspera, a moeda norte-americana recuou 0,58%, cotada a R$ 6,0469.
Com o resultado, acumulou:
queda de 0,40% na semana
ganho de 0,77% no mês;
avanço de 24,61% no ano.
Ibovespa
As negociações no Ibovespa, por sua vez, começam às 10h.
Na véspera, o índice subiu 0,80%, aos 128.228 pontos.
Com o resultado, acumulou:
avanço de 1,81% na semana
alta de 2,04% no mês;
recuo de 4,44% no ano.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O que está mexendo com os mercados?
Sem grandes indicadores econômicos na agenda local, a atenção dos investidores se volta nesta quarta-feira (11) para a nova decisão de juros do Copom, prevista para ser divulgada após o fechamento dos mercados.
A previsão dos agentes financeiros é que o comitê decida por acelerar o ritmo de alta de juros no país. As apostas são de que o BC deve fazer uma elevação entre 0,75 ponto percentual (p.p.) e 1 p.p. na taxa básica.
Além da alta desta quarta-feira, a leitura dos economistas é que o colegiado não deve parar por aí, provavelmente trazendo novas altas de juros à frente, em meio à economia ainda forte, o dólar desvalorizado e o cenário adverso no exterior.
Na véspera, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro, a inflação oficial do país, registrou uma alta de 0,39%, uma desaceleração em comparação ao observado em outubro, quando o índice subiu 0,56%.
O resultado, no entanto, ainda veio acima do que era esperado pelos economistas do mercado financeiro, que projetavam uma alta de 0,34% do indicador para o mês, e reforçam a perspectiva de que as taxas básicas ainda devem se manter elevadas por um tempo.
Ainda no cenário doméstico, o quadro fiscal do país continua no radar, em meio ao receio de que a aprovação do novo pacote de cortes de gastos do governo federal possa enfrentar resistência no Congresso Nacional.
Como forma de agilizar a aprovação, o governo federal planeja liberar R$ 3,2 bilhões em emendas PIX. A liberação é vista como essencial para viabilizar o apoio parlamentar e garantir a tramitação das medidas fiscais. O governo já tinha sinalizado para o Congresso, na semana passada, a liberação de R$ 7,8 bilhões em emendas impositivas.
A estratégia também é uma tentativa do Palácio do Planalto de acalmar os parlamentares diante da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de rejeitar o recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União para reconsiderar as exigências sobre a liberação das emendas.
No exterior, o foco fica com a inflação ao consumidor dos Estados Unidos, também prevista hoje. O indicador é uma das principais variáveis consideradas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para a condução de juros do país.
Na última sexta-feira, os novos dados do payroll, relatório de emprego dos EUA, indicaram que a criação de vagas de trabalho na maior economia do mundo acelerou em novembro, depois de ter sido severamente afetada por furacões e greves.
Ainda assim, o cenário não indica uma mudança material nas condições do mercado de trabalho norte-americano, que continuam a enfraquecer de forma constante e devem permitir um novo corte da taxa de juros pelo Fed.
*Com informações da agência de notícias Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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