Connect with us

Economia

Dólar cai no primeiro pregão do ano e mantém tendência de 2025

Published

on

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O primeiro pregão de 2026 começa com um tom de otimismo para os investidores no Brasil. A expectativa é de alta do Ibovespa na abertura, em meio a um ambiente externo ainda marcado por incertezas.
O dólar abriu o primeiro dia útil do ano em queda, cotado a R$ 5,4518, com baixa de 0,68% às 9h desta sexta-feira (02). O movimento dá sequência ao desempenho do fim de 2025, quando a moeda americana fechou o último pregão em queda de 1,47%, a R$ 5,4887.
A moeda americana encerrou o ano com desvalorização superior a 10%, como mostrou o g1. Este foi o pior desempenho anual do dólar em quase uma década.
▶️ Pesaram as apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, além das preocupações com o alto déficit das contas públicas americanas, a guerra comercial global e as dúvidas sobre a condução da política econômica pelo presidente Donald Trump.
Já no Brasil, a bolsa encerrou 2025 em clima positivo. No último pregão do ano, o Ibovespa subiu 0,40% e fechou aos 161.125 pontos. No acumulado do ano passado, a valorização passou de 30%, no maior ganho anual desde 2016, mesmo com os juros no nível mais alto dos últimos 20 anos.
▶️ Para o primeiro pregão de 2026, a expectativa é de continuidade desse movimento. O principal impulso vem das ações ligadas a commodities, como mineração e siderurgia, que tendem a ganhar força logo na abertura.
Parte desse otimismo tem origem na China. O país reafirmou a meta de crescer 5%. Para atingir esse ritmo, a economia chinesa precisa manter investimentos elevados, especialmente em infraestrutura e indústria, o que aumenta a demanda por matérias-primas.
▶️ O Brasil é um dos principais fornecedores desses insumos. A manutenção da meta chinesa reforça a expectativa de demanda firme por produtos como o minério de ferro. Isso favorece empresas do setor e dá suporte ao Ibovespa neste começo de ano.
Em contrapartida, as novas cotas e tarifas da China sobre a carne pressionam o setor de proteína animal e reforçam um cenário de comércio global mais restritivo em 2026.
No Brasil, o mercado de trabalho segue forte, com desemprego baixo e renda em alta. Isso sustenta o consumo, mas mantém a inflação de serviços pressionada, reduzindo o espaço para cortes rápidos dos juros.
A situação fiscal continua no radar. O avanço do déficit e da dívida pressiona os juros e limita o apetite por risco.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,99%;
Acumulado do mês: +2,88%;
Acumulado do ano: -11,18%.
📈Ibovespa

C
Acumulado da semana: +0,14%;
Acumulado do mês: +1,29%;
Acumulado do ano: +33,95%.
Bolsas globais
Com vários mercados ainda operando em ritmo lento por causa dos feriados (Japão e China, por exemplo, permaneceram fechados), o volume de negociações foi baixo.
Mesmo assim, as bolsas globais começaram 2026 em alta. Em 2025, o índice MSCI World, que reúne ações de grandes mercados, subiu mais de 20%, o melhor desempenho desde 2019.
Para 2026, analistas projetam crescimento dos lucros das empresas em torno de 12%, mantendo o clima relativamente positivo.
Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street avançaram no primeiro pregão do ano. S&P 500, Dow Jones e Nasdaq vêm de três anos seguidos de ganhos, impulsionados principalmente pelas ações ligadas à inteligência artificial.
No entanto, o mercado terminou 2025 com alguma perda de fôlego, especialmente no setor de tecnologia, à medida que investidores ajustaram suas posições para o novo ano.
Analistas alertam que o desempenho do primeiro dia do ano não costuma ser um bom termômetro para o resto do período. Ainda assim, o foco segue claro: juros, política monetária e o impacto das decisões do governo Trump.
Na Europa, o clima foi mais animado. As ações do continente atingiram novas máximas históricas. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu cerca de 0,6%, enquanto o FTSE 100, de Londres, ultrapassou pela primeira vez a marca simbólica de 10 mil pontos.
O bom momento europeu vem sendo sustentado por juros mais baixos, estímulos fiscais — especialmente na Alemanha — e pela migração de parte dos investimentos que antes estavam concentrados em ações de tecnologia dos EUA.
Setores ligados à defesa, bancos, energia e commodities lideraram os ganhos. Já o setor imobiliário ficou para trás. Mesmo com sinais de enfraquecimento da indústria na zona do euro, investidores seguem apostando que o continente pode atravessar 2026 em situação mais estável do que se imaginava meses atrás.
Na Ásia, o destaque ficou para Hong Kong. O índice Hang Seng subiu forte e atingiu o maior nível em cerca de um mês e meio, embalado pelo otimismo renovado com o setor de inteligência artificial da China.
A divulgação de novas tecnologias mais baratas para desenvolver IA reacendeu o interesse dos investidores. Além disso, a estreia explosiva de uma empresa chinesa de chips de IA na bolsa de Hong Kong reforçou a percepção de que o setor pode ser um dos grandes motores do mercado em 2026.
Outros mercados asiáticos, como Taiwan, Coreia do Sul e Singapura, também alcançaram recordes. Já Japão e China continental ficaram fechados e só voltam a operar nos próximos dias.
🪙 Ouro segue como porto seguro
Os metais preciosos continuam em alta. O ouro subiu mais de 1% no primeiro pregão do ano, ampliando um movimento histórico: em 2025, o metal teve a maior valorização em 46 anos. Prata e platina também registraram os maiores ganhos de sua história.
Esse movimento reflete a busca por proteção diante da fraqueza do dólar, das tensões geopolíticas e da expectativa de juros mais baixos nos EUA. Bancos centrais e grandes investidores seguem aumentando suas posições em ouro.
Já o petróleo começou 2026 tentando se recuperar após um ano difícil. Em 2025, os preços registraram a maior queda anual desde 2020.
No primeiro dia útil do ano, o Brent e o petróleo americano oscilaram pouco, com leves altas ou quedas, em meio a dúvidas sobre o crescimento global e a demanda por energia.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

Published

on

By

Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados