Economia
Dólar inicia a semana em baixa, cotado a R$ 5,33, com foco nas decisões de juros no Brasil e EUA
Dólar fecha a R$ 5,35, menor valor em mais de um ano
O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (15) em queda. Por volta das 9h20, a moeda americana recuava 0,46%, cotada a R$ 5,3291. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Em um dia sem divulgação de novos indicadores econômicos, os investidores repercutem o boletim Focus da semana, que voltou a reduzir as projeções de inflação para 2025. De olho nesse cenário, os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos se reúnem nesta semana e vão divulgar suas decisões sobre juros na quarta-feira.
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Aqui, analistas projetam que o Banco Central deve manter a Selic em 15% ao ano. Lá fora, a expectativa é de que o Federal Reserve reduza em 0,25 ponto percentual a taxa básica dos EUA, atualmente entre 4,25% e 4,5%, onde está desde dezembro do ano passado.
▶️ Antes da abertura do mercado, o Banco Central divulgou o boletim Focus, indicando que analistas reduziram a previsão de inflação para 2025, de 4,85% para 4,83%. A estimativa para 2026 permaneceu estável.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerado dentro da meta se variar entre 1,5% e 4,5%.
▶️ Ainda no cenário local, o Banco Central divulga o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) referente a julho. Segundo economistas, o resultado deve apontar retração da atividade pelo terceiro mês seguido.
▶️ Nos EUA, o banco central regional de Nova York divulga o índice Empire State, um indicador que mostra como está o setor industrial na região em setembro. No mês passado, esse número foi de 11,9, e agora a previsão é que caia para 3.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,10%;
Acumulado do mês: -1,26%;
Acumulado do ano: -13,37%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -0,26%;
Acumulado do mês: +0,60%;
Acumulado do ano: +18,28%.
Boletim Focus
Os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação de 2025 de 4,85% para 4,83%. A projeção de 2026 ficou estável.
As expectativas fazem parte do boletim “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana.
➡️ Para 2026, a projeção permaneceu em 4,30%;
➡️ Para 2027, a expectativa caiu de 3,93% para 3,90%;
➡️ Para 2028, a previsão permaneceu em 3,70%.
A projeção do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 permaneceu estável em 2,16%.
Para 2026, a projeção de crescimento do PIB caiu de 1,85% para 1,80%.
Economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a taxa básica de juros em 2025.
Para o fechamento de 2025, a projeção permanece em 15% ao ano — atual nível da taxa básica de juros. Para o fim de 2026, a projeção recuou de 12,50% para 12,38% ao ano. Para 2027, a projeção do mercado também permaneceu em 10,50% ao ano.
Já a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2025 recuou de R$ 5,55 para R$ 5,50. Para o encerramento de 2026, a estimativa continuou em R$ 5,60
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados encerraram mistos nesta sexta-feira, após uma semana marcada por dados econômicos que mantiveram a expectativa de que o Fed irá reduzir os juros na próxima semana.
O índice Nasdaq acompanhou o otimismo e registrou seu quinto recorde consecutivo, ao subir 0,45%, para 22.141,10 pontos. O Dow Jones recuou 0,59%, para 45.834,22 pontos, e o S&P 500 caiu 0,06%, para 6.583,63 pontos.
Na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda. O recuo nas ações de empresas do setor de saúde tem pressionado os índices, enquanto investidores aguardavam uma decisão importante sobre a nota de crédito da França, que será divulgada pela agência Fitch.
Veja como ficaram os principais índices da região: em Londres, o Financial Times (FTSE) recuou 0,15%, a 9.283 pontos; em Frankfurt, o DAX caiu 0,02%, a 23.698 pontos; em Paris, o CAC perdeu 0,02%, a 7.825 pontos; em Milão, o FTSE/MIB avançou 0,32%, a 42.566 pontos.
Na Ásia, os mercados fecharam com resultados mistos. As bolsas da China recuaram após alcançarem o maior nível em dez anos, enquanto o entusiasmo com avanços em inteligência artificial impulsionou os ganhos em Hong Kong. Em outras partes da região, o clima foi de otimismo.
No fechamento: em Xangai, o índice SSEC caiu 0,12%, a 3.870 pontos; o CSI300, que reúne grandes empresas de Xangai e Shenzhen, perdeu 0,57%, a 4.522 pontos; em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,16%, a 26.388 pontos; em Tóquio, o Nikkei avançou 0,89%, a 44.768 pontos; em Seul, o Kospi teve alta de 1,54%, a 3.395 pontos.
Cédulas de dólar
Pexels
*Com informações da agência de notícias Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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