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Economia

Dólar inicia o dia em queda com atenção ao IPCA e expectativa por sinalizações do Fed

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Em Brasília medida provisória que compensava o aumento do IOF não foi votada
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (9) em queda. Por volta das 9h25, a moeda americana recuava 0,32%, cotada a R$ 5,3274. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Em meio a expectativas econômicas e decisões políticas relevantes, investidores e analistas acompanham de perto os desdobramentos no Brasil e no exterior. Aqui, o foco está na divulgação da inflação de setembro e nas movimentações do Congresso. Já no exterior, os olhos se voltam para os discursos do Fed e os desdobramentos no Oriente Médio.
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▶️ O IPCA de setembro será divulgado nesta quinta-feira (9), com expectativa de alta de 0,52% no mês e avanço de 5,22% em 12 meses. O índice é referência para a política de juros do Banco Central.
▶️ Ontem, a Câmara dos Deputados deixou caducar a MP 1.303, alternativa ao IOF, gerando uma derrota ao governo Lula. A medida era considerada essencial pela equipe econômica. O impacto da decisão pode chegar a R$ 46,5 bilhões até 2026, sendo R$ 31,5 bilhões de frustração de receitas e R$ 15 bilhões de cortes que também perderam validade.
▶️ Nos EUA, o presidente do Fed, Jerome Powell, e a dirigente Michelle Bowman fazem discursos sobre economia e política monetária, em meio à escassez de dados oficiais causada pelo “shutdown”.
▶️ Também repercute o início de um plano de cessar-fogo entre Israel e Hamas, que reduz os riscos ao fornecimento global de petróleo. O Brent recuava 0,33%, cotado a US$ 66,02 por barril.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,15%;
Acumulado do mês: +0,41%;
Acumulado do ano: -13,52%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -1,43%;
Acumulado do mês: -2,80%;
Acumulado do ano: +18,18%.
Inflação no Brasil
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, subiu 0,48% em setembro, segundo o IBGE. Apesar de ser a maior alta mensal desde março (0,56%), o número veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,52%.
Em 12 meses, o índice acumulado chegou a 5,17%, também abaixo da previsão dos economistas, que esperavam 5,22%. No acumulado de 2025, a inflação já soma 3,64%.
No mês de setembro, três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados vieram com variação negativa:
Artigos de residência (-0,40%)
Alimentação e bebidas (-0,26%)
e Comunicação (-0,17%).
No lado das altas, as variações ficaram entre o 0,01% de Transportes e o 2,97% de Habitação.
MP do IOF
O Congresso Nacional deve votar hoje a medida provisória (MP) que substitui a alta original do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e aumenta alíquotas de tributos para tentar garantir equilíbrio nas contas públicas.
A proposta precisa ser aprovada na Câmara e no Senado até as 23h59. Caso contrário, perderá validade.
A MP foi aprovada por 13 votos a 12 em comissão mista nesta terça (7), mas ainda enfrenta resistências de parlamentares, especialmente do Centrão e da bancada ruralista.
Editada em junho pelo presidente Lula, a medida foi negociada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP).
🔎 A medida provisória eleva uma série de impostos e faz parte da estratégia do governo para equilibrar as contas públicas em 2026, ano eleitoral. A aprovação da MP é considerada pela equipe econômica essencial para o governo fechar o Orçamento do próximo ano.
“O governo vai ter que fazer concessões, está claro isso. Está tentando salvar entre R$ 15 bilhões e R$ 17 bilhões”, disse o líder do PT, Lindbergh Farias.
💰 Com as mudanças no texto aprovado na comissão mista, a arrecadação esperada caiu de mais de R$ 20 bilhões para cerca de R$ 17 bilhões em 2026, segundo o relator.
📅 Se o texto perder a validade, o Palácio do Planalto perderá parte da arrecadação prevista e pode ter de refazer o planejamento fiscal do próximo ano.
Para a oposição, o governo tem que buscar outras maneiras de melhorar as contas públicas que não seja aumentar a arrecadação com aumento de alíquotas de tributos.
Ata do Fed
As autoridades do Federal Reserve concordaram, em sua recente reunião de política monetária, que os riscos para o mercado de trabalho dos EUA haviam aumentado o suficiente para justificar um corte na taxa de juros.
No entanto, muitos continuaram cautelosos em relação à inflação alta em meio a um debate sobre o quanto os custos atuais dos empréstimos estavam pesando sobre a economia, mostrou a ata da reunião de 16 e 17 de setembro divulgada nesta quarta-feira.
“A maioria dos participantes observou que era apropriado mudar a taxa básica em direção a uma configuração mais neutra, porque eles julgaram que os riscos de baixa para o emprego haviam aumentado”, disse a ata.
O documento capturou a discussão emergente entre autoridades do Fed mais preocupadas com a proteção do mercado de trabalho e relativamente despreocupadas agora com a inflação — incluindo o novo diretor Stephen Miran — e aqueles que veem sinais de que a inflação permanece persistentemente acima da meta de 2% do banco central dos EUA.
No entanto, ao mesmo tempo, “a maioria dos participantes enfatizou os riscos de alta em suas perspectivas para a inflação, apontando para leituras de inflação que se afastam ainda mais de 2%, incerteza contínua sobre os efeitos das tarifas” e outros fatores, segundo a ata.
EUA em paralisação pelo 8º dia
A paralisação do governo dos Estados Unidos chegou ao oitavo dia nesta quarta-feira (8), com o presidente Donald Trump ameaçando não pagar os salários atrasados dos funcionários públicos afastados durante esse período.
A declaração aumentou a pressão sobre os democratas no Senado para que encontrem uma solução para o impasse, além de levantar dúvidas legais sobre as ações da Casa Branca.
O Senado deve votar pela sexta vez, ainda hoje, propostas para retomar o funcionamento do governo, após não realizar votações na terça-feira.
Até agora, dois projetos — um apoiado pelos democratas e outro pelos republicanos — não conseguiram os 60 votos necessários para serem aprovados.
Trump também afirmou que pode demitir servidores e cortar programas públicos se a paralisação continuar. Questionado sobre o pagamento retroativo, ele respondeu: “Depende de quem estamos falando”.
E completou: “Na maioria dos casos, vamos cuidar do nosso pessoal. Mas há algumas pessoas que realmente não merecem ser cuidadas, e vamos lidar com elas de outra forma.”
A Casa Branca tem reforçao que milhares de pessoas poderiam ser demitidas se a paralisação persistir.
A paralisação já suspendeu pesquisas, divulgação de dados econômicos e o funcionamento de vários serviços.
Cerca de 2 milhões de servidores estão sem pagamento, e uma paralisação prolongada pode afetar viagens, distribuição de alimentos e até o funcionamento dos tribunais.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados americanos subiram, com investidores animados por cortes nos juros após a ata do banco central dos EUA.
Como o governo está paralisado, dados importantes como o relatório de empregos não foram divulgados, o que aumenta a expectativa em torno dos documentos e discursos oficiais.
O índice S&P 500 subiu 0,60%, aos 6.754,83 pontos, e o Nasdaq registrou alta de 1,12%, aos 23.043,38 pontos — superando a marca de 23 mil pontos pela primeira vez. O Dow Jones permaneceu estável.
As ações europeias atingiram máxima recorde nesta quarta-feira, impulsionadas por fortes ganhos nos mercados francês e espanhol, enquanto as siderúrgicas avançaram depois que a União Europeia revelou planos para reduzir as tarifas de importação de aço.
A incerteza política da França continuou no centro das atenções, já que o primeiro-ministro interino Sebastien Lecornu adotou um tom cautelosamente otimista, sugerindo que um acordo orçamentário pode ser alcançado até o final do ano — potencialmente evitando uma eleição antecipada.
Com isso, os principais índices da região fecharam em alta: o STOXX 600 subiu 0,8%, o DAX da Alemanha subiu 0,87%, o FTSE 100 do Reino Unido ganhou 0,69%, o CAC 40 da França sobiu 1,07% e o FTSE MIB da Itália teve valorização de 0,96%.
Na Ásia, os mercados fecharam em queda, com destaque para Hong Kong, onde as ações de tecnologia puxaram os índices para baixo. O movimento ocorre em um dia de poucos negócios, já que os mercados da China continental ainda estão fechados por conta do feriado do Dia Nacional.
O Hang Seng de Hong Kong caiu 0,48%, o Nikkei de Tóquio recuou 0,45%, o Taiex de Taiwan teve baixa de 0,54%, o Straits Times de Cingapura caiu 0,36% e o S&P/ASX 200 de Sydney perdeu 0,10%.
Os índices SSEC e CSI300 da China, além do Kospi da Coreia do Sul, permaneceram fechados.
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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