Economia
Dólar inicia o dia em queda com cautela sobre Fed e tensões geopolíticas
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar começou a sessão desta segunda-feira (26) em queda de 0,22%, sendo cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
A última semana de janeiro concentra atenção em decisões de política monetária nos EUA e no Brasil, além de movimentos políticos internacionais que podem influenciar os mercados e gerar cautela entre investidores.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
▶️ No Brasil, o Banco Central divulgou nesta segunda-feira o boletim Focus, mostrando que economistas reduziram a projeção da inflação para 2026 de 4,02% para 4%. A expectativa para a Selic é de queda para 12,25% ao final do ano, enquanto o PIB deve crescer 1,8% e o dólar fechar em R$ 5,51.
▶️ Nos EUA, cresce a expectativa em torno da escolha do novo presidente do Fed. Rumores no mercado indicam que o presidente Donald Trump pode sinalizar nesta semana o nome do sucessor de Jerome Powell, levantando questionamentos sobre a autonomia do banco central.
▶️ Trump também voltou a ameaçar impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo comercial com a China. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que o país não busca fechar esse tipo de acordo, gerando incerteza entre investidores e aversão ao risco.
▶️ As incertezas aumentam com a possibilidade de nova paralisação (shutdown) do governo americano, diante da resistência de democratas em votar o Orçamento sem mudanças na área de segurança, após o assassinato de Alex Pretti por agentes federais.
▶️ Em meio ao movimento conhecido como “sell America”, o Ibovespa fechou a sexta‑feira em alta de 1,86%, aos 178.858,54 pontos, renovando o recorde histórico e superando os 178 mil pela primeira vez. Na máxima da sessão, o índice atingiu 180.532,28 pontos, ultrapassando pela primeira vez os 180 mil e marcando a nova máxima histórica intradiária.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,60%;
Acumulado do mês: -3,68%;
Acumulado do ano: -3,68%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +8,53%;
Acumulado do mês: +11,01%;
Acumulado do ano: +11,01%.
Tensões geopolíticas
Acordo entre China e Canadá
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou no sábado (24) aplicar tarifas de 100% sobre produtos importados do Canadá caso o país feche um acordo comercial com a China. Na semana passada, Canadá e China anunciaram uma nova parceria estratégica, durante a visita do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, a Pequim.
Foi a primeira viagem de um líder canadense à China em oito anos. O acordo prevê que a China reduza tarifas sobre a canola canadense e que o Canadá permita a entrada de quase 50 mil carros elétricos chineses com tarifa de 6,1%, bem abaixo dos 100% atualmente aplicados.
Carney está tentando reconstruir os laços com o segundo maior parceiro comercial de seu país, depois dos EUA, após meses de esforços diplomáticos.
Inicialmente, o Canadá permitirá a entrada de até 49 mil veículos elétricos chineses com uma tarifa de 6,1% nos termos de nação-mais-favorecida, disse Carney após conversas com líderes chineses, incluindo o presidente Xi Jinping.
👉 Isso se compara à tarifa de 100% sobre os veículos elétricos chineses imposta pelo ex-primeiro-ministro Justin Trudeau em 2024, após penalidades semelhantes dos EUA.
👉 Em 2023, a China exportou 41.678 veículos elétricos para o Canadá.
Nesta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os acordos comerciais e econômicos com o Canadá não têm como alvo nenhum terceiro país, em resposta à ameaça tarifária dos EUA.
“A China entende que os países devem conduzir suas relações uns com os outros com uma mentalidade de ganha-ganha, em vez de soma zero, e por meio da cooperação, e não do confronto”, disse o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, durante uma coletiva de imprensa regular.
Agenda econômica
Boletim Focus
Os economistas do mercado financeiro reduziram a projeção da inflação para 2026, de 4,02% para 4%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central. O levantamento foi feito na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
Se confirmada, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado em 2025, quando fechou em 4,26%. Para os anos seguintes, as expectativas permanecem estáveis: 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028 e 2029.
O mercado financeiro também projeta que a Selic, taxa básica de juros, continuará em trajetória de queda. Após fechar 2025 em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos, a estimativa é de redução para 12,25% ao final de 2026, e para 10,50% em 2027.
Para o crescimento da economia, a previsão do PIB em 2026 se mantém em 1,8%, abaixo dos 2,25% projetados para 2025. Já a cotação do dólar deve encerrar o ano em R$ 5,51, de acordo com o mesmo levantamento.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados fecharam a sessão desta sexta-feira sem direção única.
Ao final da sessão, o Dow Jones Industrial Average caiu 0,58%, enquanto o S&P 500 avançou 0,02%. O Nasdaq Composite, por sua vez, avançou 0,28%.
Na Europa, os mercados caíram enquanto investidores avaliavam acontecimentos do Fórum Econômico Mundial em Davos.
Além disso, nesta sexta-feira EUA, Ucrânia e Rússia iniciram a primeira rodada de negociações trilaterais sobre o conflito ucraniano.
No fechamento, o índice europeu STOXX 600 caiu 0,1%, acumulando queda de 1,1% na semana e interrompendo uma sequência de cinco semanas de altas.
Entre as bolsas nacionais, Londres recuou 0,07%, Paris perdeu 0,07%, Milão caiu 0,58%, Madri registrou baixa de 0,67% e Lisboa teve queda de 0,54%. Frankfurt foi a única exceção do dia, com avanço de 0,18%.
Na Ásia, as bolsas encerraram o dia com resultados variados, após uma semana marcada pelo aumento das ações regulatórias na China.
As autoridades chinesas intensificaram medidas contra práticas consideradas irregulares, como manipulação de preços e informações enganosas, com o objetivo de conter negociações especulativas.
Os principais índices do continente terminaram o pregão com movimentos mistos. Em Xangai, o SSEC subiu 0,33%, enquanto o CSI300 caiu 0,45%. O Hang Seng, em Hong Kong, avançou 0,45%.
Em outros mercados, o Nikkei, de Tóquio, subiu 0,4%; o KOSPI, de Seul, aumentou 0,76%; o TAIEX, de Taiwan, ganhou 0,68%; e o Straits Times, de Cingapura, avançou 1,26%.
*Com informações da agência de notícias Reuters
Dólar
freepik
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


