Economia
Dólar inverte sinal e opera em leve baixa, após divulgação de dados de emprego nos EUA
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 1,96%, vendida a R$ 4,8981. Dólar opera em baixa
Karolina Grabowska
O dólar inverteu o sinal e opera em leve baixa nesta sexta-feira (4), enquanto investidores repercutem a divulgação dos mais recentes dados de emprego dos Estados Unidos, que registraram um leve avanço em julho em relação ao mês imediatamente anterior. Esses números são importantes para guiar as decisões sobre juros no país.
No Brasil, o dia é de agenda esvaziada e os investidores acompanham, sobretudo, os resultados corporativos do segundo trimestre reportados pela Petrobras e pelo Bradesco na véspera.
Às 09h50, a moeda norte-americana caía 0,17%, cotada a R$ 4,8900. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar teve forte alta de 1,96%, vendido a R$ 4,8981. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
alta de 3,53% na semana;
avanço de 3,58% no mês;
recuo de 7,20% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
O grande destaque do pregão desta sexta-feira é a divulgação dos dados de emprego nos Estados Unidos, pelo relatório payroll, como é conhecido.
Em julho, o número de novos empregos foi de 187 mil, o que representa uma leve alta em relação à junho, quando o número foi de 185 mil. No entanto, apesar do avanço, os dados vieram abaixo das expectativas do mercado, que esperava a criação de 200 mil empregos.
Dados que mostram que o mercado de trabalho americano continua aquecido podem pesar contra os mercados. A forte geração de emprego indica que a população continua com dinheiro na mão, o que pode seguir pressionando a inflação do país.
Por outro lado, quando os dados de emprego vêm mais fracos, é um sinal de que a política de alta nos juros empreendida pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) está gerando efeitos e controlando a atividade econômica.
Esses números são observados com atenção pela instituição para decidir quais os seus próximos passos em relação aos juros nos Estados Unidos, hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano, após uma alta de 0,25 ponto percentual na última reunião do Fed.
Juros elevados na maior economia do mundo aumenta, também, o rendimento dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do planeta.
Assim – principalmente em um momento em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) começou a cortar a Selic, taxa básica de juros -, especialistas explicam que é natural uma migração de investidores que saem dos ativos de risco para se posicionarem em títulos mais seguros, o que valoriza o dólar em detrimento do real.
No Brasil, além de continuar repercutindo o último Copom, que reduziu a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, a 13,25% ao ano, os investidores olham para os números divulgados pela Petrobras e pelo Bradesco.
Enquanto a petroleira teve uma redução de 47% no lucro anual, somando R$ 28,782 bilhões, o banco teve lucro líquido de R$ 4,5 bilhões, o que representa uma queda de 36%.
Ainda sobre a Petrobras, nesta manhã o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a Petrobras informou estar “no limite do preço marginal” e deve reajustar os preços dos combustíveis no país em caso de oscilação para cima no mercado externo.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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