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Economia

Dólar opera com volatilidade após dados de emprego mostrarem um mercado aquecido no Brasil

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No dia anterior, a moeda norte-americana teve queda de 0,24%, cotada a R$ 5,8518. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira teve uma alta de 2,82%, aos 126.913 pontos. Notas de dólar.
Dado Ruvic/ Reuters
O dólar inicia o pregão desta sexta-feira (31) oscilando entre altas e baixas, com investidores acompanhando a divulgação de dados de emprego no Brasil e à espera de números de inflação nos Estados Unidos.
A taxa de desocupação foi de 6,2% no quarto trimestre de 2024, uma leve baixa em relação à taxa de 6,4% do terceiro trimestre, mostrou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta manhã.
Em 2024, a taxa de desocupação média anual foi de 6,6%, uma forte queda em relação aos 7,8% registrados em 2023. Segundo o IBGE, essa é a menor taxa de ocupação anual registrada em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
O dia também é marcado pela divulgação de novos dados de inflação nos EUA, pelo indicador de preços PCE.
Esse é o índice de inflação favorito do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e influencia bastante nas decisões da instituição em relação às taxas de juros americanas. Isso porque o PCE calcula a inflação com base somente nos produtos e serviços mais consumidos pelos americanos.
Além dos dados econômicos desta sexta, o mercado também segue repercutindo as últimas notícias do cenário econômico, com destaque para as decisões sobre juros aqui e lá fora, o discurso do presidente Lula nesta quinta-feira (30) e as ações de Donald Trump, presidente dos EUA.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
SAIBA MAIS:
ÚLTIMO PREGÃO DE 2024: Dólar acumulou alta 27% no ano; Ibovespa teve recuo de 10%
DE R$ 5,67 PARA ACIMA DE R$ 6: Entenda a disparada do dólar desde o fim de 2024
O TOM DE LULA: Falas do presidente impactaram a moeda em 2024; entenda
Dólar acumula alta de quase 28% em 2024
Dólar
Às 09h25, o dólar subia 0,05%, cotado a R$ 5,8547. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,24%, cotada a R$ 5,8518.
Com o resultado, acumulou:
queda de 1,12% na semana;
recuo de 5,31% no mês e no ano.

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Ibovespa
O Ibovespa começa a operar às 10h.
Na véspera, o índice fechou em alta de 2,82%, aos 126.913 pontos.
Com o resultado, acumulou:
alta de 3,65% na semana;
ganho de 5,51% no mês e no ano.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O que está mexendo com os mercados?
As novas falas do presidente Lula continuam repercutindo. Durante entrevista a jornalistas, o petista fez comentários sobre as contas públicas, os preços do diesel, a liderança de Galípolo no BC, Trump e as tarifas dos Estados Unidos e, por fim, saiu em defesa de Haddad, após o presidente do PSD, Gilberto Kassab, chamá-lo de “fraco”.
Lula afirmou que tem “muita responsabilidade” em relação ao cenário fiscal e que deseja o menor déficit possível, mas negoi que planeja desenvolver uma nova medida fiscal — afirmação que vai na direção oposta às sinalizações da equipe econômica.
Além disso, o petista disse que o novo presidente do BC, Gabriel Galípolo, “fez o que ele entendeu que deveria fazer” em relação aos juros do país e negou que tenha “autorizado” um aumento do preço do diesel. Sobre Trump, Lula afirmou que, se os americanos decidirem taxar o Brasil “haverá reciprocidade”.
Do lado dos juros, as decisões do Copom e do Fed seguiam na mira dos mercados. Nos EUA, o comunicado divulgado após a reunião, que acabou com a manutenção das taxas de juros americanas entre 4,25% e 4,50% ao ano, veio mais duro do que o mercado esperava.
Segundo o colegiado, a taxa de desemprego se estabilizou em um nível baixo nos últimos meses, enquanto as condições do mercado de trabalho “permanecem sólidas”. Já a inflação “continua um tanto elevada”, acrescentou o Fed, que retirou o trecho que destacava o progresso em direção à meta de 2% ao ano.
Segundo analistas da XP Investimentos, “isso reforça a postura cautelosa da autoridade monetária recentemente”. Além disso, em coletiva de imprensa realizada após a reunião, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que “não há pressa para reduzir os juros novamente”.
O Índice de Preços ao Consumidor nos EUA encerrou 2024 com uma alta acumulada de 2,9% e há temores que o mercado de trabalho ainda muito aquecido, com a taxa de desemprego estabilizada num patamar baixo, possa continuar estimulando muito a atividade econômica e gerar mais inflação.
Também, a leitura do mercado é que o BC dos Estados Unidos deve continuar atento aos movimentos políticos do novo presidente do país, Donald Trump — ainda que o comitê evite mencionar o tema nos comunicados divulgados ao público,
A chegada do republicano ao poder pode gerar uma maior pressão inflacionária, caso o presidente decida cumprir suas promessas de aumentar as tarifas de produtos importados. Isso aumentaria os preços para os consumidores americanos e pressionaria o Fed por uma política monetária mais firme, com juros altos para conter o avanço dos preços.
Já no Brasil, a reunião do Copom terminou como o mercado esperava: com o aumento de 1 ponto percentual da taxa Selic, que chegou ao patamar de 13,25% ao ano.
Como a inflação está crescendo no país, o Copom prevê na próxima reunião uma nova alta na Selic.
“Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de mesma magnitude na próxima reunião”, escreveu o Copom.
O Copom, porém, não trouxe mais pistas sobre o que pensa para as reuniões de maio em diante.
“Para além da próxima reunião, o Comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”.
“Essa flexibilidade permitirá ao comitê reduzir o ritmo de elevação de juros caso a economia desacelere nos próximos meses (como prevemos)”, destacam analistas da XP.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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