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Economia

Dólar opera em alta, com prévia da inflação acima do esperado

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No dia anterior, a moeda norte-americana recuou 0,08%, cotada a R$ 5,6923. O principal índice de ações da bolsa de valores brasileira caiu 0,55%, aos 129.233 pontos. Dólar
Karolina Grabowska/Pexels
O dólar opera em alta nesta quinta-feira (24), com o mercado repercutindo a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do mês.
Em outubro, o índice teve uma alta de 0,54%, muita acima dos 0,13% registrados em setembro e também acima das expectativas do mercado, que previa uma alta menor, de 0,50%.
A prévia da inflação subiu puxada, principalmente, pelo forte avanço da energia elétrica residencial, que teve uma alta de 5,29% no mês, com a mudança da bandeira tarifária para a vermelha patamar 2, que adiciona um custo de R$ 7,87 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
MOTIVOS: Ibovespa tem melhor mês desde novembro, mas dólar não segue o entusiasmo
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
Dólar
Às 10h, o dólar subia 0,30%, cotado a R$ 5,7093. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda norte-americana teve queda de 0,08%, a R$ 5,6923.
Com o resultado, acumulou:
recuo de 0,11% na semana;
avanço de 4,51% no mês;
ganho de 17,31% no ano.

O
Ibovespa
No véspera, o índice teve uma queda de 0,55%, aos 129.233 pontos.
Com o resultado, acumulou:
queda de 0,55% na semana;
perdas de 1,96% no mês;
recuo de 3,69% no ano.

O que está mexendo com os mercados?
A prévia da inflação acima do esperado reforça as expectativas dos investidores de que a Selic, taxa básica de juros, deve subir mais nos próximos meses.
Hoje, a taxa Selic está em 10,75% ao ano, depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) elevar os juros em 0,25 ponto percentual em sua última reunião. Com a crescente pressão inflacionária, porém, o mercado quer ver novas altas, o que reflete na desvalorização do real, mesmo em um dia em que o dólar opera em baixa em outros países.
Para André Valério, economista do Inter, o problema do IPCA-15 de outubro, para além da aceleração em relação ao mês anterior, foi a composição da alta, que mostrou avanços na inflação de serviços.
“Destacamos também a reversão na deflação de despesas pessoais, cujo resultado em setembro foi influenciado por campanhas de desconto em atividades de lazer. Além disso, observamos aceleração nos gastos com saúde devido ao reajuste autorizado pela ANS nos planos de saúde. Com isso, observou-se pressões sobre a inflação do núcleo e da inflação de serviços”, explica Valério.
Claudia Moreno, economista do C6 Bank, diz que a “inflação de serviços deve continuar pressionada pelo mercado de trabalho aquecido e por ganhos salariais acima da produtividade”, além da seca e outros fatores climáticos, que podem encarecer itens voláteis, como energia e alimentação.
“Os dados do IPCA-15 de hoje reforçam nossa visão de que Copom precisará seguir com o ciclo de alta da Selic nas próximas decisões, com ajustes de 0,5 ponto percentual nas reuniões de novembro e dezembro”, destaca Claudia.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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