Economia
Dólar opera em alta com tarifas de Trump no radar e novas projeções do Focus
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em alta nesta segunda-feira (23), com avanço de 0,15% por volta das 9h, cotado a R$ 5,1838. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia as negociações às 10h.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
▶️ Nos Estados Unidos, a Suprema Corte derrubou na sexta-feira (20) as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, o que manteve o tema comercial no centro do radar dos investidores. Em reação, o republicano afirmou que dispõe de “métodos ainda mais fortes” para impor novas tarifas e disse que outras alternativas estão em estudo.
▶️ A política tarifária ganhou novos contornos no sábado (21), quando Trump anunciou que a alíquota subiria de 10% para 15%, reforçando o tom mais agressivo na estratégia comercial.
▶️ Na sexta-feira, após a decisão da Corte, o Ibovespa subiu 1,06% e fechou a 190.534 pontos, acima dos 190 mil pela primeira vez. No câmbio, o dólar caiu 0,98%, a R$ 5,1758, menor nível desde maio de 2024.
▶️ No Brasil, os economistas reduziram a previsão de inflação para 2026 de 3,95% para 3,91%, no sétimo corte consecutivo da estimativa. O dado consta no boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. Para a taxa básica de juros ao fim de 2026, a projeção também recuou, de 12,25% para 12,13% ao ano.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,02%;
Acumulado do mês: -1,37%;
Acumulado do ano: -5,70%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +2,18%;
Acumulado do mês: +5,06%;
Acumulado do ano: +18,25%.
Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira (20), que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como “tarifaço”.
Por 6 votos a 3, a maioria dos juízes concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Trump argumentava que a lei de 1977 autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais.
O presidente da Corte, John Roberts, foi o relator da decisão e liderou a maioria. Os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos.
Roberts afirmou que Trump precisa de uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte.
A decisão atinge principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil, continuam valendo.
Resposta de Trump
A política tarifária do republicano ganhou novos contornos no sábado (21), quando ele anunciou que a alíquota subiria de 10% para 15%, dentro do limite da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite tarifas por até 150 dias antes de avaliação do Congresso.
As novas taxas, previstas para entrar em vigor às 00h01 (horário de Washington) da terça-feira (24), atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA.
Há, no entanto, exceções para determinados produtos, como minerais críticos, produtos agrícolas e componentes eletrônicos.
O especialista em comércio exterior Jackson Campos explica que, após a decisão do tribunal e o novo anúncio de Trump no sábado, o resultado final é uma sobretaxa de 15% sobre produtos brasileiros.
“Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço de 2025], acrescida do novo adicional temporário global de 15%”, afirma.
Campos lembra ainda que a entrada de aço e alumínio brasileiros nos EUA continua com alíquotas de 50%, que se somam aos 15% recém-anunciados, mantendo o custo desses insumos elevado.
LEIA MAIS
ENTENDA: Mudanças no tarifaço e como ficam as cobranças para o Brasil
Brasil e China são os mais beneficiados com nova alíquota global de Trump, diz estudo
Veja a cronologia e como ficam as tarifas para o Brasil
Agenda econômica
Boletim Focus
O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central, mostra que os economistas reduziram a previsão de inflação para 2026 de 3,95% para 3,91%.
Esse foi o sétimo corte seguido na estimativa. Se o cenário se confirmar, a inflação medida pelo IPCA ficará abaixo do resultado de 2025, quando atingiu 4,26%.
Para 2027, a projeção de inflação foi mantida em 3,80%.
O mercado também continua esperando queda dos juros: a estimativa para a taxa básica ao fim de 2026 caiu de 12,25% para 12,13% ao ano, enquanto a previsão para 2027 permaneceu em 10,50%.
Em relação à atividade econômica, os analistas elevaram levemente a expectativa de crescimento do PIB em 2026, de 1,80% para 1,82%.
Já para o dólar, a projeção é de recuo em 2026, mesmo em ano eleitoral, passando de R$ 5,50 para R$ 5,45. Para 2027, a estimativa seguiu estável em R$ 5,50.
Mercados globais
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta sexta-feira (20), conforme investidores avaliavam a decisão da Suprema Corte americana de derrubar o tarifaço do presidente Donald Trump. Dados econômicos também ficavam no radar.
O Dow Jones teve alta de 0,47%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq Composite subiram 0,71% e 0,90%, respectivamente.
A decisão da Suprema Corte americana também influenciou os mercados na Europa, que fecharam majoritariamente em alta. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,84%, aos 630,56 pontos.
Entre os demais destaques, o CAC-40, da França, subiu 1,39%, enquanto o DAX, da Alemanha, avançou 0,87% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve alta de 0,56%.
Já as bolsas da Ásia tiveram um dia misto nesta sexta-feira, influenciadas principalmente pelas tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que deixaram os investidores mais cautelosos.
No Japão, Nikkei caiu -1,1%, fechando em 56.825 pontos, Topix também fechou em queda -1,1%, em 3.808 pontos.
A queda foi puxada por ações de companhias aéreas e empresas financeiras, além do impacto negativo de problemas no setor de investimentos nos Estados Unidos.
Em outros mercados da Ásia:
Hong Kong (Hang Seng): caiu 1,10%, aos 26.413 pontos;
Coreia do Sul (Kospi): subiu 2,31%, aos 5.808 pontos;
Cingapura (Straits Times): alta de 0,15%, aos 5.009 pontos;
Austrália (S&P/ASX 200): leve queda de 0,05%, aos 9.081 pontos
Os investidores ficaram receosos com possíveis conflitos entre EUA e Irã durante o feriado prolongado no Japão, o que levou muitos a vender ações para garantir lucro antes do fim de semana.
Dólar
freepik
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


