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Economia

Dólar opera em alta, de olho em inflação no Brasil e Oriente Médio; SpaceX estreia na bolsa de NY hoje

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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar operava em alta nesta sexta-feira (12), com um avanço de 0,26% perto das 9h20, cotado a R$ 5,1141. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
▶️ Os novos dados da inflação brasileira estão no centro das atenções nesta sexta-feira. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,58% em maio, em desaceleração em relação a abril (0,67%). Os dados reforçam a expectativa pela Superquarta da próxima semana, momento em que o Banco Central do Brasil (BC) e o Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciam suas decisões de juros.
🔎 O dado é importante porque quanto maior é a inflação e os sinais de que os preços devem subir, maior é também a chance de que o BC interrompa o ciclo de cortes e mantenha a taxa básica (Selic) inalterada. Juros em patamares elevados por mais tempo tendem a limitar a inflação e a desacelerar a economia.
▶️ Os sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã também ficam no radar e trazem alívio para o petróleo. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os “pontos finais” de um acordo com Teerã foram aprovados e indicou que a assinatura pode ocorrer já neste final de semana. O país do Oriente Médio, no entanto, ainda nega uma decisão final — o que tem aumentado o ceticismo no mercado em relação a uma resolução rápida ou definitiva do conflito.
Com o alívio das tensões, o barril do Brent, referência internacional, caía 3,80% perto das 8h45, cotado a US$ 86,95. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 4,07% no mesmo horário, a US$ 84,14 por barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -1,08%;
Acumulado do mês: +1,16%;
Acumulado do ano: -7,06%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +1,47%;
Acumulado do mês: -1,32%;
Acumulado do ano: +6,44%.
Sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã
As indicações de que os Estados Unidos e o Irã voltaram a negociar começaram na tarde de ontem. O presidente Donald Trump, cancelou os ataques ao Irã, após negociadores terem chegado a um consenso sobre “pontos finais” para o fim da guerra no Oriente Médio e afirmou que um tratado poderia ser assinado ainda no final de semana. (acompanhe os principais acontecimentos)
Ainda segundo Trump, Teerã teria concordado com o compromisso de não buscar armas nucleares e com a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto Washington colocaria fim ao bloqueio naval no canal.
Apesar disso, o governo iraniano voltou a negar que uma decisão final estivesse tomada e classificou as notícias sobre o tema como “especulativas” — o que aumentou o ceticismo do mercado sobre uma resolução rápida ou definitiva do conflito.
Segundo Teerã, apesar de grande parte do texto do acordo de fato estar pronta, Washington teria feito exigências excessivas.
“O Irã não assume, neste texto, nenhum compromisso de ceder a gestão do Estreito [de Ormuz], nem de restaurar as condições que existiam antes da agressão militar americana e israelense”, informou a agência de notícias da República islâmica (IRNA), na véspera.
“O Irã negociará o programa nuclear exclusivamente dentro da estrutura dos princípios fundamentais da República Islâmica, e questões como o direito do Irã de enriquecer urânio e a retenção de material enriquecido […] serão enfatizadas com vistas à sua inclusão no acordo final”, completou a agência.
Estreia da SpaceX na bolsa de NY
A SpaceX deve estrear nesta sexta-feira (12) na bolsa de valores de Nova York avaliada em cerca de US$ 1,75 trilhão (R$ 8,93 trilhões). Com esse valor de mercado, a empresa de Elon Musk passaria a ocupar a oitava posição entre as companhias mais valiosas do mundo.
A forte aposta de investidores de Wall Street na SpaceX pode parecer contraditória. Apesar de estar prestes a realizar o maior IPO da história, com uma captação estimada em US$ 75 bilhões (R$ 382,6 bilhões), a empresa ainda opera no vermelho.
Em 2025, a receita de US$ 18,7 bilhões (R$ 95,3 bilhões) não foi suficiente para evitar um prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões (R$ 24,9 bilhões).
Segundo especialistas consultados pelo g1, o otimismo de parte dos investidores se explica pela mudança na forma como o mercado enxerga a SpaceX. Veja mais nesta reportagem:
IPO da SpaceX: como uma empresa que dá prejuízo de bilhões pode valer US$ 1,75 trilhão?
LEIA MAIS
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Mercados globais
Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong se recuperaram nesta sexta-feira. O Índice Composto de Xangai subiu 1,1%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, avançou 1,2%. Já o Hang Seng teve alta de 1,9%.
No Japão, o Nikkei avançou 2,81%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma valorização de 4,63%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Rick Wilking/Reuters

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Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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