Economia
Dólar opera em alta e encosta em R$ 5,33, de olho em novos dados dos EUA; Ibovespa cai
Na quinta-feira (6), a moeda norte-americana caiu 0,89%, cotada a R$ 5,2498. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira subiu 1,07%, aos 121.598 pontos. Dólar
Karolina Grabowska/Pexels
IA
O dólar voltou a subir e opera em forte alta nesta sexta-feira (7), com investidores mais uma vez de olho nos sinais sobre o futuro dos juros dos Estados Unidos. Entenda mais abaixo os fatores que têm impulsionado a moeda nos últimos dias.
Segundo informações do Departamento do Trabalho norte-americano, a criação de vagas de trabalho na maior economia do mundo cresceu mais do que o esperado em maio, voltando a trazer temores de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) volte a adiar o início do ciclo de cortes das taxas por lá.
A política monetária em outros países desenvolvidos também fica no radar.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira (B3), opera em queda.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 16h15, o dólar subia 1,38%, cotado em R$ 5,3238. Na máxima, chegou a R$ 5,3273. Veja mais cotações.
Na quinta-feira (6), a moeda norte-americana caiu 0,89%, cotada a R$ 5,2498.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,91% na semana e no mês;
ganho de 9,16% no ano.
Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa operava em queda de 1,79%, aos 120.699 pontos.
Na quinta-feira, o índice encerrou em alta de 1,07%, aos 121.598 pontos.
Com o resultado, acumulou quedas de:
0,57% na semana e no mês;
9,52% no ano.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
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O que explica a forte alta do dólar nos últimos dias?
Com uma série de indicadores norte-americanos no radar dos investidores, o principal impulsionador do dólar nas últimas semanas são as incertezas sobre qual deve ser a postura do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na condução dos juros do país.
Desde a semana passada, por exemplo, dados econômicos dos Estados Unidos já têm sinalizado que a maior economia do mundo pode estar desacelerando — com uma inflação mais sob controle e um mercado de trabalho menos pressionado.
Com números como inflação e atividade mais controlados, o mercado volta a acreditar que o Fed, pode iniciar o seu ciclo de cortes nos juros em setembro.
O mercado, no entanto, tem tido dificuldades em transformar a percepção de uma inflação mais controlada em certeza sobre o que esperar dos juros na maior economia do mundo.
Nesta sexta-feira (7), por exemplo, dados do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos indicaram que a economia do país criou muito mais empregos do que o esperado em maio. Além disso, o crescimento anual dos salários voltou a acelerar, ressaltando a resiliência do mercado de trabalho.
Já na quarta-feira (5), dados do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM) voltaram a indicar um crescimento do setor de serviços nos EUA.
Esses números voltam a trazer incerteza sobre qual deve ser a postura do Fed na condução dos juros nos EUA.
Outro fator que também tem corroborado com a alta do dólar ante o real nas últimas semanas é a variação de preços das commodities e o cenário da balança comercial brasileira, bem como as incertezas sobre o quadro fiscal brasileiro.
Entenda mais sobre os fatores que tem impulsionado a alta do dólar na reportagem abaixo:
Dólar em disparada: entenda a alta da moeda e o que vem pela frente
O que mais está mexendo com os mercados nesta semana?
Ontem, o principal destaque ficou com o PIB do país, que subiu 0,8% no primeiro trimestre deste ano em comparação aos três meses anteriores. Na relação anual, a alta foi de 2,5%. O movimento veio puxado principalmente pelo setor de serviços, que teve alta de 1,4% no período.
A agropecuária também cresceu, registrando variação positiva de 11,3%. A indústria, porém, apresentou leve queda, de 0,1%.
Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, “neste trimestre tivemos um crescimento da economia totalmente baseado na demanda interna”.
No cenário externo, o banco central do Canadá cortou seus juros básicos em 25 pontos-base pela primeira vez em quatro anos, o que reforçou as expectativas de um movimento de taxas de juros mais baixas.
Pela frente, há expectativa sobre a nova decisão de política monetária do BCE, prevista para esta quinta-feira (6). A estimativa é que a instituição dê início ao ciclo de corte de juros na região. Na China, os dados da balança comercial de maio devem ser divulgados na sexta-feira (7).
Também na sexta, serão divulgados os novos dados do payroll, o mais importante relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos, referentes a maio.
Já na próxima semana, o protagonismo fica com a tão esperada decisão sobre os juros norte-americanos, prevista para a quarta-feira (12).
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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