Economia
Dólar opera em alta e sobe acima dos R$ 4,85, com possível corte nos juros ainda no radar
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,68%, vendida a R$ 4,7986. Cédulas de dólar
bearfotos/Freepik
O dólar opera em alta nesta quarta-feira (28), com investidores ainda repercutindo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que indicou uma possível queda nos juros em agosto.
O mercado também aguarda a divulgação dos primeiros dados do Censo Demográfico 2022 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Às 09h35, a moeda norte-americana subia 1,19%, cotada a R$ 4,8556. Veja mais cotações.
Na véspera, o dólar teve alta de 0,68%, aos R$ 4,7986. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
alta de 0,44% na semana;
quedas de 5,41% no mês e de 9,08% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
O mercado continua repercutindo a ata do Copom do Banco Central do Brasil (BC), divulgada ontem, que trouxe sinalizações de que o ciclo de corte na Selic, taxa básica de juros, pode começar já na próxima reunião, em agosto.
Embora o mercado espere, em sua maioria, uma baixa de 0,25%, especialistas explicam que essa possível queda já impacta a taxa de câmbio. Se os juros caem no país, os títulos de renda fixa brasileiros também passam a entregar uma rentabilidade menor, o que leva a uma retirada de recursos internacionais.
Segundo Rachel de Sá, chefe de economia da Rico, o comitê deixou as portas abertas para o corte, mas ainda sem definições.
“O foco agora é a decisão sobre a meta da inflação ainda essa semana, tema importante para tomar as decisões de subir, baixar ou manter juros. Inflação desacelerando, com a prévia do nosso principal índice de inflação mostrando desaceleração nos preços, mas em ritmo ainda devagar. Isso reforça a mensagem do Banco Central de que o processo de queda da inflação exige paciência, e daqui pra frente deve ser em um ritmo mais lento que aquele que vimos nos últimos meses”, pontua Rachel.
No exterior, o dia é de agenda mais fraca, com os investidores atentos, sobretudo, à participação de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), de eventos no exterior, podendo dar discursos que tragam alguma sinalização sobre os rumos das taxas de juros nos Estados Unidos.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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