Economia
Dólar opera em alta na expectativa por ata do Fed e de olho na reforma tributária
No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,67%, vendida a R$ 4,8400. Dólar opera em alta
Pixabay
O dólar opera em alta nesta quarta-feira (5), com investidores do mundo todo aguardando a divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na expectativa por novas sinalizações sobre o rumo das taxas de juros no país. Ainda no exterior, o mercado reflete dados econômicos abaixo do esperado na China.
No Brasil, as atenções seguem voltadas para a reforma tributária, que ainda não andou por uma série de impasses, mas que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, pretende votar, no máximo, até esta sexta-feira (7).
Reforma tributária: por que o Brasil é um dos poucos países do mundo a não ter um imposto unificado?
Às 10H20, a moeda norte-americana subia 0,13%, cotada a R$ 4,8463. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar fechou em alta de 0,67%, vendido a R$ 4,8400. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
altas de 1,07% na semana e no mês;
queda de 8,30% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
Hoje é dia de volta de feriado nos Estados Unidos e as atenções estão voltadas para a divulgação da ata do Fed, prevista para as 15h.
Em sua última reunião, a instituição manteve as taxas de juros inalteradas entre 5,00% e 5,25% ao ano, mas emitiu um comunicado informando que novas altas nos próximos meses podem ser necessárias caso a inflação se mostre persistente.
Juros mais altos na maior economia do mundo elevam o rendimento dos títulos públicos daquele país, que são considerados os mais seguros.
Assim, investidores fazem uma migração, em nível global, para esses títulos, retirando dinheiro de ativos considerados de risco, como moedas de países emergentes, caso do real.
Ainda nesta semana, na sexta-feira, os Estados Unidos divulgam seus dados de emprego do último mês e esse é um indicador importante, porque se o mercado de trabalho continua aquecido, a inflação pode se manter por mais tempo, levando ao aumento dos juros.
Também no exterior, a China divulgou novos indicadores econômicos hoje. O PMI do setor de serviços (que mostra quais são as expectativas do mercado para aquele setor) caiu de 57,1 em junho para 53,9 em maio, enquanto a projeção apontava para 56,2.
Já o cenário doméstico, o destaque do pregão continua o mesmo dos últimos dias: o andamento das pautas econômicas no Congresso Nacional, com destaque para a votação do texto do arcabouço fiscal (que voltou do Senado) na Câmara e, principalmente, as definições sobre a reforma tributária para que possa ser votada até sexta.
De acordo com a Reuters, Arthur Lira e outros deputados envolvidos diretamente nas tratativas da reforma tributária buscam demover resistências para que a proposta, ainda sem votos necessários para ser aprovada, seja levada ao plenário da Casa nesta semana.
Negociações se estendem e frustram “supersemana” de votação na Câmara
Além das questões de mérito relacionadas aos detalhes da reforma, a votação esbarra ainda em um aspecto mais prático: a ausência de liberação de emendas parlamentares, encaradas por muitos dos deputados como um descumprimento do governo de sua parte do acordo selado com o Parlamento, disseram duas fontes à agência de notícias.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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