Economia
Dólar opera em baixa, após queda nas projeções para inflação e com dados dos EUA no radar
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana recuou 1,04% frente ao real, a R$ 4,9533. Dólar
Pixabay
O dólar opera em baixa nesta segunda-feira (5), iniciando uma semana mais curta no Brasil, por conta do feriado de Corpus Christi, o que deve reduzir o volume de negociações no país.
O mercado repercute, sobretudo, a divulgação de mais uma edição do Boletim Focus do Banco Central do Brasil, que apresentou uma leve queda nas projeções para a inflação deste ano, mas mantendo-a acima da meta. O relatório também apresentou alta nas expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2023.
Investidores também seguem ecoando os dados de emprego dos Estados Unidos divulgados na semana passada. Em maio, o país criou 339 mil novas vagas de trabalho.
Às 10h, a moeda norte-americana caía 0,28%, cotada a R$ 4,393. Veja mais cotações.
Na última sexta-feira (2), o dólar teve baixa de 1,04% e caiu aos R$ 4,9533. Com o resultado, a moeda encerrou a semana com queda de 0,70% e acumulou recuo de:
2,36% no mês;
6,15% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
A semana começou com a divulgação do Boletim Focus, internamente. O relatório, que reúne a mediana das projeções de economistas consultados pelo BC para os principais indicadores econômicos do Brasil, apontou a terceira queda consecutiva nas expectativas para a inflação neste ano.
As projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que reflete a inflação oficial do país, caíram de 5,71% na semana passada para 5,69% neste semana. Mesmo com a redução, se as perspectivas se concretizarem, o IPCA encerrará mais um ano acima da meta do BC, que é de 3,25% para 2023.
O Boletim Focus divulgado nesta segunda também trouxe uma alta na expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, passando de crescimento de 1,26% para 1,68%, após o resultado do primeiro trimestre surpreender com uma alta de 1,9% puxada pelo agronegócio. Para o ano que vem, porém. houve queda na projeção, que caiu de uma alta de 1,30% para 1,28%.
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A divulgação mais importante desta semana, no entanto, acontece na quarta-feira (7), quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve divulgar o IPCA de maio.
As projeções do mercado para a inflação no último mês são de alta de 0,54%, segundo o Investing. O resultado é importante para que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC determine seus próximos passos em relação à taxa Selic.
Mercados internacionais
A semana também é mais fraca no exterior, que não conta com a divulgação de muitos indicadores importantes nos próximos dias.
Especialistas explicam que os investidores ainda repercutem os dados de emprego dos Estados Unidos, divulgados na última sexta-feira. Os números mostraram que o mercado de trabalho continua resiliente no país, mesmo com a inflação alta e com as taxas de juros elevadas, o que agradou o mercado.
No entanto, os números positivos podem indicar que a inflação continuará apertada na maior economia do mundo, já que os trabalhadores continuam com renda.
Isso pode levar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a manter os juros no país altos por mais tempo, o que prioriza os investimentos dentro do país e, consequentemente, valoriza o dólar frente a outras moedas, principalmente as emergentes.
Na China, o índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços, que mostra quão aquecida anda a economia dentro daquele setor, subiu de 56,4 pontos em abril para 57,1 pontos em maio.
Já na zona do euro, o PMI composto (que engloba diferentes setores) recuou de 54,1 em abril para 52,8 em maio. Também na região, a inflação ao produtor subiu 1,0% em abril, abaixo das expectativas do mercado.
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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