Economia
Dólar opera em baixa, com dados de inflação nos EUA dentro das expectativas
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,42%, vendida a R$ 4,9520, recuperando parte das perdas da véspera. Cédulas de dólar
bearfotos/Freepik
O dólar opera em baixa nesta quarta-feira (13), com investidores repercutindo os dados da inflação americana em agosto. No mês, a inflação subiu 0,6%, em linha com o esperado pelo mercado, mas demonstrando uma aceleração dos preços em relação a julho, quando subiu 0,2%.
O resultado é importante para a próxima reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que vai decidir o rumo das taxas de juros no país, hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano.
Às 09h45, a moeda norte-americana caía 0,27%, cotada a R$ 4,9385. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar fechou com alta de 0,42%, vendido a R$ 4,9520. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
queda de 0,61% na semana;
avanço de 0,04% no mês;
e recuo de 6,18% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
Em um dia de agenda mais esvaziada no Brasil, o que toma conta dos mercados em nível global é a expectativa pela inflação americana.
Os Estados Unidos, assim como boa parte do mundo, passaram por um período de forte pressão inflacionária causada pelos problemas trazidos pela pandemia de Covid-19 e a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Para controlar o avanço dos preços, o Fed passou a elevar as taxas de juros no país, que já chegaram ao maior patamar em anos. O principal fator determinante para a continuidade dessas altas nos juros ou o início de um corte é, justamente, a inflação.
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) até começou a arrefecer, mas continua acima das metas de inflação estabelecidas pelo Fed e, por isso, os números de agosto serão observados com atenção para traçar os próximos passos da política monetária na maior economia do mundo.
Se o índice vem acima do esperado pelo mercado, por exemplo, a expectativa é que o Fed possa elevar os juros ou mantê-los em patamar elevado por mais tempo. Juros altos nos Estados Unidos aumentam, também, a rentabilidade dos títulos públicos americanos, considerados os mais seguros do mundo.
Isso leva a uma migração de recursos para o país, o que favorece o dólar em detrimento de outras moedas, principalmente as de países emergentes, além de ser prejudicial para os ativos de riscos, como os mercados de ações.
No entanto, com a inflação dentro das projeções de analistas e investidores, a expectativa é de que o Fed não mexa nas taxas de juros, pelo menos na próxima reunião.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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