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Economia

Dólar opera em queda e vai a R$ 5,86, após Copom e de olho em dados internacionais

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Na véspera, a moeda norte-americana recuou 1,30%, cotada a R$ 5,9682. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, fechou em alta de 1,06%, aos 129.593 pontos. Dólar opera em alra
Karolina Grabowska
O dólar opera em forte queda nesta quinta-feira, com investidores já repercutindo a nova alta de juros anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC). O estado de saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dados internacionais também ficam no radar.
Na véspera, o Copom decidiu aumentar o ritmo e elevar a taxa básica de juros (Selic) em 1 ponto percentual (p.p.), elevando-a de 11,25% para 12,25% ao ano. O colegiado também adotou um tom mais duro no comunicado divulgado após a decisão. (Entenda mais abaixo)
Economia forte, real desvalorizado e exterior adverso pressionam Copom por mais altas de juros; entenda
No exterior, dados de inflação ao produtor e de pedidos de auxílio-desemprego dos Estados Unidos ficam sob os holofotes, bem como a nova decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE).
Veja abaixo o resumo dos mercados.
MOTIVOS: Ibovespa tem melhor mês desde novembro, mas dólar não segue o entusiasmo
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
Dólar
Às 09h08, o dólar caía 1,43%, cotado a R$ 5,8826. Na mínima do dia, foi a R$ 5,8686. Veja mais cotações.
Na véspera, a moeda norte-americana recuou 1,30%, cotada a R$ 5,9682.
Com o resultado, acumulou:
queda de 1,70% na semana
recuo de 0,54% no mês;
avanço de 22,99% no ano.

Ibovespa
As negociações no Ibovespa, por sua vez, começam às 10h.
Na véspera, o índice fechou em alta de 1,06%, aos 129.593 pontos.
Com o resultado, acumulou:
avanço de 2,90% na semana
alta de 3,12% no mês;
recuo de 3,42% no ano.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O que está mexendo com os mercados?
O principal destaque desta quinta-feira fica com a nova decisão de juros do Copom, anunciada na véspera, após o fechamento dos mercados.
O comitê decidiu aumentar o ritmo e elevar a Selic em 1 p.p., na maior alta de juros do governo Lula e na maior escalada desde fevereiro de 2022, quando a elevação foi de 1,5 p.p..
No comunicado, o Copom adotou um tom mais duro do que o esperado pelo mercado, falando sobre um cenário “menos incerto e mais adverso” e indicando uma taxa de juros de 14,25% ao ano em 2025.
O BC sempre apresenta um balanço de riscos, que são os fatores que têm levado em conta para suas decisões de juros. A surpresa foi o reforço ao fato de que foram confirmadas as pioras nas expectativas.
No comunicado, indica ainda que seguimos com mais riscos de alta que de baixa de juros, o que explica não só a aceleração do aumento das taxas, como a repetição de novos aumentos a seguir.
Os riscos citados que piorariam as altas foram:
Uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado: ou seja, de que analistas continuem esperando que a dinâmica de preços persista acima da meta de inflação para os próximos anos.
Uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo: isto é, que os preços do setor de serviços, o principal da economia brasileira, continuem surpreendendo, porque os níveis de oferta e demanda estariam ficando cada vez mais próximos, causando um desequilíbrio da inflação.
Uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada: seria o caso em que o aumento da percepção de risco na economia faria a moeda brasileira perder ainda mais força, piorando a inflação pelo reajuste de preços na cadeia de produção.
“Com isso, o BC deixou de correr atrás da curva de juros e, agora, está à frente da curva. E o mercado hoje deve reagir a isso, corrigindo o movimento”, afirmou o diretor-geral da MoneYou, Jason Vieira.
A atenção dos investidores estava voltada para a nova decisão de juros do Copom, prevista para ser divulgada após o fechamento dos mercados.
Ainda no cenário doméstico, o mercado também segue atento ao estado de saúde do presidente Lula que, nesta quinta-feira, precisou passar por mais um procedimento para evitar um novo sangramento na cabeça. O procedimento aconteceu ainda pela manhã e, segundo o médico responsável, foi “um sucesso”.
A técnica não é considerada uma cirurgia, mas um “procedimento endovascular (embolização de artéria meníngea média)” e não vai influenciar na previsão de alta da UTI, que deve ser nesta quinta. A intervenção faz parte do protocolo pós-cirúrgico.
Por fim, o quadro fiscal do país continua no radar, em meio ao receio de que a aprovação do novo pacote de cortes de gastos do governo federal possa enfrentar resistência no Congresso Nacional e diante da aprovação da regulamentação da reforma tributária pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
No exterior, o foco fica com novos dados de inflação ao produtor nos EUA, após a divulgação dos preços ao consumidor na véspera. O indicador é uma das principais variáveis consideradas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para a condução de juros do país.
Dados de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e a decisão de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) também ficam na mira dos investidores.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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