Economia
Dólar opera em queda nesta quarta-feira
No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,76%, vendida a R$ 4,9401. Dólar abre em baixa
Pixabay
O dólar abriu em baixa nesta quarta-feira (23), após a aprovação final do novo arcabouço fiscal pela Câmara dos Deputados, que agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No exterior, investidores continuam à espera da divulgação dos resultados da empresa de tecnologia Nvidia e o mercado vive mais um dia positivo.
Às 09h05, a moeda norte-americana caía 0,05%, cotada a R$ 4,9377. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar encerrou o pregão com baixa de 0,76%, vendido a R$ 4,9401. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
alta de 4,47% no mês;
quedas de 0,54% na semana e de 6,40% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
A aprovação do texto final do novo arcabouço fiscal é o principal destaque do pregão de hoje no Brasil. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e seguiu para votação no Senado Federal, onde o texto também foi aprovado, mas com algumas mudanças.
Por conta dessas mudanças, o projeto teve de voltar para a Câmara, onde foi aprovado em uma votação dividida em duas partes, cada uma focada em um ponto diferentes.
Na primeira etapa, os deputados votaram e aprovaram, por 379 votos a favor e 64 contra, a isenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e o Fundo Constitucional do Distrito Federal de seguir o arcabouço. Ou seja, esses fundos não precisarão estar limitados às novas regras de gastos.
Já na segunda parte, os deputados derrubaram, por 423 votos a favor da rejeição e 19 contra, um artigo proposto pelo Senado que permitia ao governo enviar, na proposta de Orçamento de 2024, o valor das despesas considerando a projeção da inflação até o fim do ano.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães, no entanto, defendeu a retirada do artigo para honrar um acordo com líderes partidários. Na prática, isso abriria um espaço fiscal de até R$ 40 bilhões para o Executivo gastar no próximo ano. Essas despesas, contudo, estariam condicionadas, ou seja, precisariam ser aprovadas pelo Congresso.
Agora, o texto segue para sanção presidencial.
O mercado recebe positivamente a aprovação do novo arcabouço porque a indefinição sobre os gastos públicos é um dos fatores que mais pesam contra os investimentos no Brasil. Agora, a expectativa é que tudo ocorra de forma mais previsível e guiada pelas novas regras fiscais.
Além disso, investidores também aguardam, em nível internacional, a divulgação do balanço corporativo do segundo trimestre da Nvidia, empresa de tecnologia bastante ligada à inteligência artificial.
As expectativas são de que a companhia tenha registrado ótimos números no último trimestre, ajudando a impulsionar todo o setor de tecnologia – o que acrescenta bom humor aos mercados e ameniza, pelo menos no curto prazo, parte da aversão aos riscos causadas pelas projeções de que os Estados Unidos possam passar por um período de recessão econômica.
De todo modo, a trajetória dos juros americanos também segue no radar, principalmente com a aproximação do Simpósio de Jackson Hole, evento onde as principais autoridades se reúnem para tratar sobre os rumos da maior economia do mundo.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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