Economia
Dólar oscila na abertura, com expectativa por debate entre Kamala e Trump; inflação também fica no radar
No dia anterior, a moeda norte-americana recuou 0,15%, cotada a R$ 5,5816. Já o Ibovespa encerrou em alta de 0,12%, aos 134.737 pontos. Trump e Kamala fazem nesta terça (10) o primeiro debate entre eles na eleição para a presidência dos EUA
Eduardo Munoz, Nathan Howard/Reuters
O dólar opera com volatilida nesta terça-feira (10), oscilando entre altas e baixas, com o mercado repercutindo os novos dados de inflação no Brasil e de olho nas eleições americanas.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caíram 0,02% em agosto, na primeira deflação do ano.
O resultado veio um pouco melhor que as expectativas, que esperavam uma alta de, em média, 0,01% nos preços.
Investidores do mundo todo também aguardam pelo primeiro e talvez o único debate entre Kamala Harris e Donald Trump, na corrida eleitoral para a Presidência dos Estados Unidos.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
MOTIVOS: Ibovespa tem melhor mês desde novembro, mas dólar não segue o entusiasmo
ENTENDA: Copom endurece discurso, e deixa a dúvida: a Selic pode subir?
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
Dólar
Às 09h, o dólar caía 0,04%, cotado a R$ 5,5795. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda americana teve baixa de 0,15%, cotada em R$ 5,5816.
Com o resultado, acumulou:
queda de 0,15% na semana;
recuo de 0,90% no mês;
avanço de 15,03% no ano.
Ibovespa
O Ibovespa começa a operar às 10h.
Na véspera, o índice fechou em alta de 0,12%, aos 134.737 pontos.
Com o resultado, o índice acumulou:
avanço de 0,12% na semana;
queda de 0,93% no mês; e
ganho de 0,29% no ano.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O que está mexendo com os mercados?
A queda de 0,02% nos preços medidos pelo IPCA foi a primeira deflação registrada pelo IBGE neste ano. Apesar da redução, a inflação anual continua muito perto do teto da meta do Banco Central do Brasil (BC).
No acumulado em 12 meses até agosto, os preços subiram 4,24%, abaixo das expectativas de mercado, de 4,30%, mas próximo aos 4,50% do limite estabelecido pelo BC.
A meta de inflação é de 3% para este ano, e será considerada cumprida se a inflação ficar entre 1,50% e 4,50%.
Mesmo com a deflação, o mercado segue com perspectivas de que o BC possa promover uma nova alta na Selic, taxa básica de juros, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece na semana que vem.
Com a inflação mais acelerada nos últimos meses, as crescentes projeções de alta para os preços e a preocupação com os gastos públicos do Governo Federal trouxeram, sobretudo no último mês, uma visão de que o Copom terá de elevar os juros novamente, para conter a pressão inflacionária.
Hoje, a taxa Selic está em 10,50% ao ano, um patamar já considerado alto, mas resultado de uma sequência de cortes.
Juros maiores tornam os processos de tomada de crédito mais caros para a população e as empresas, o que tende a diminuir o consumo, os investimentos em expansão e desaquecer o mercado de trabalho.
A expectativa por esse aumento dos juros já começa a aparecer, inclusive, no Boletim Focus, relatório do BC que reúne as projeções de economistas para os principais indicadores econômicos do Brasil.
Nesta edição, o relatório mostrou que os economistas passaram a prever uma taxa Selic a 11,25% ao ano ao final de 2024 — projeção que pode já refletir as expectativas por uma alta na próxima semana. Há uma semana, a taxa era estimada em 10,50% até o fim do ano.
Mesmo com as perspectivas de juros elevados, as projeções para a inflação continua subindo e chegaram a oitava semana consecutiva de alta. Agora, os economistas esperam um IPCA de 4,30% em 2024, contra 4,26% na semana passada.
Vale lembrar que as medidas adotadas pelo BC, como elevação dos juros, demoram alguns meses até serem sentidas na economia real — o que pode levar a inflação a demorar um pouco mais a desacelerar, mesmo que o Copom aumente a taxa Selic.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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