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Economia

Dólar passa dos R$ 4,87 após Copom cortar a Selic para 13,25% ao ano

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Na véspera, a moeda norte-americana avançou 0,31%, vendida a R$ 4,8039. Entenda o que faz o dólar subir ou descer
O dólar opera em alta nesta quinta-feira (3), um dia depois da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), que decidiu reduzir a Selic, taxa básica de juros, de 13,75% ao ano para 13,25% ao ano, no primeiro corte em três anos.
No exterior, as atenções ainda estão voltadas para saber como anda a economia dos Estados Unidos e investidores aguardam a divulgação de dados de emprego.
Às 10h20, a moeda norte-americana subia 1,53%, cotada a R$ 4,8773. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar teve alta de 0,31%, vendido a R$ 4,8039. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
alta de 1,54% na semana;
avanço de 1,59% no mês;
recuo de 8,98% no ano.

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O que está mexendo com os mercados?
O principal destaque no cenário interno é a nova taxa Selic, de 13,25% ao ano, após o Copom reduzir os juros em 0,5 ponto percentual em uma decisão que não foi unânime, de 5 contra 4.
O comunicado que a instituição solta depois da reunião revela que o comitê vislumbra a possibilidade de promover uma nova queda de mesma magnitude, em seu próximo encontro, que ocorre no fim de setembro.
Um corte na taxa de juros já era esperado e especialistas comentam que já havia sido precificado pelo mercado. No entanto, o movimento observado neste pregão é de desvalorização do real em relação ao dólar.
Isso acontece porque o que mais atrai os investidores estrangeiros para o Brasil são as altas taxas de juros e, com a perspectiva de que o ciclo de cortes só está começando, é comum haver uma retirada de recursos do país.
Os recados do Copom com a queda de 0,5 ponto percentual
Além disso, o cenário externo não anda tão otimista nas últimas semanas e alguns especialistas consideram que uma recessão econômica possa vir pela frente.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a agência de classificação de risco Fitch reduziu a nota de crédito do país – que é considerado o mais seguro do mundo -, gerando um mau humor generalizado pelos mercados em nível global.
No país norte-americano, aliás, os olhos estão voltados hoje e amanhã para a divulgação de dados de emprego, que podem sinalizar como anda a economia.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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