Economia
Dólar sobe e fecha a R$ 5,36, no maior patamar desde novembro de 2022; Ibovespa cai
A moeda norte-americana fechou em alta de 0,07%, cotada a R$ 5,3605. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou com um avanço de 0,73%, aos 121.635 pontos. Mulher segura notas de dólar, dinheiro
Karolina Grabowska/Pexels
O dólar conseguiu virar o sinal negativo visto pela manhã e voltou a fechar em alta nesta terça-feira (11). Apesar de ser um avanço mais tímido do que o observado nos últimos dias, o novo patamar da moeda norte-americana é o mais alto desde novembro de 2022, quando fechou em R$ 5,3645.
Neste pregão, as atenções mais uma vez estiveram voltadas para o cenário de juros norte-americano, com investidores em compasso de espera pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), prevista para amanhã.
No Brasil, o destaque ficou com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, que subiu 0,46% em maio, acima das expectativas do mercado.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira (B3), também encerrou em alta.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Ao final da sessão, o dólar avançou 0,07%, cotado a R$ 5,3605, no maior patamar desde novembro de 2022. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,3731. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou altas de:
0,68% na semana;
2,12% no mês;
10,47% no ano.
Na segunda-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,61%, cotada a R$ 5,3567.
Ibovespa
Já o Ibovespa encerrou com um avanço de 0,73%, aos 121.635 pontos.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,72% na semana;
queda de 0,38% no mês;
perdas de 9,35% no ano.
Na segunda-feira, o índice encerrou em leve queda de 0,1%, aos 120.760 pontos.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens?
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
O que está mexendo com os mercados?
A semana começou, mais uma vez, com juros e inflação no foco. Por aqui, o principal destaque ficou com o IPCA de maio, divulgado nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice registrou um avanço de 0,46% em maio, marcando uma aceleração dos preços após a alta de 0,38% vista em abril. O resultado ainda veio acima do esperado pelos analistas, que projetavam um variação positiva de 0,42% no mês.
Com isso, as atenções voltam a mirar o atual cenário de juros no país. Na véspera, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a possibilidade de o mercado de trabalho ainda apertado no país afetar a inflação de serviços continua como uma preocupação da instituição.
“Ainda há essa ideia, embora isso não esteja acontecendo mecanicamente agora, de que em algum momento o mercado de trabalho muito apertado pode afetar a inflação de serviços de uma forma que seria uma ameaça para convergência de inflação no médio prazo”, afirmou Campos Neto, em evento virtual promovido pela gestora Constellation.
O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 7,5% nos três meses encerrados em abril, marcando o nível mais baixo de desocupação para o período em 10 anos.
O Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, deve decidir sobre a taxa básica de juros do país na próxima semana.
Já no exterior, o foco voltou mais uma vez para os Estados Unidos, com grande expectativa pelos novos dados de inflação e pela decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).
Os dados de preços ao consumidor, previstos para quarta-feira (12), devem mostrar uma desaceleração. Segundo estimativas de analistas consultados pela Reuters, a previsão é que o índice aumente 0,1% em maio, ante o ganho de 0,3% em abril.
Ainda no mesmo dia, o banco central norte-americano deve manter inalterada sua taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,50%, uma vez que as autoridades permanecem cautelosas com a trajetória da inflação de volta à sua meta de 2%, após números mostrarem na semana passada que o mercado de trabalho no país permanece aquecido.
“Ruídos temporários foram responsáveis pela maior parte da performance negativa do real na semana passada. Embora acreditemos que haverá um alívio no curto prazo, o real pode continuar abaixo de seus pares depois da reunião do Fed”, avaliou Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.
Ainda no noticiário internacional, a decisão de política monetária do banco central do Japão também fica no radar, bem como as eleições para o Parlamento Europeu, que mostraram, no último final de semana, um forte avanço da extrema-direita em vários dos principais países da União Europeia, como França, Alemanha e Itália.
*Com informações da agência de notícias Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


