Política
É #FAKE que Tarcísio de Freitas e ‘governadores bolsonaristas’ assinaram carta pedindo intervenção federal no STF
É #FAKE que Tarcísio e governadores assinaram carta pedindo intervenção federal no STF; vídeo é IA e de ficção
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Vídeos publicados no YouTube e disseminados em outras redes sociais alegam que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e outros 12 “governadores bolsonaristas” assinaram uma carta “pedindo intervenção federal” no Supremo Tribunal Federal (STF). É #FAKE.
selo fake
g1
📲 Como o vídeo chegou ao Fato ou Fake?
Leitores sugeriram a checagem e enviaram o link do vídeo ao nosso WhatsApp: +55 (21) 97305-9827.
🛑 Como é o vídeo falso?
A versão original do vídeo foi publicada no YouTube em 4 de fevereiro e passou de 225 mil visualizações – mas o conteúdo foi replicado em outros canais na mesma plataforma.
O título diz:”Tarcísio reúne 12 governadores bolsonaristas e assina carta pedindo intervenção federal no STF”.
No vídeo, aparece a imagem de um homem criada com inteligência artificial (IA), acompanhada de um áudio sintético que diz: “Tarcísio junta 12 governadores bolsonaristas, e [eles] assinam carta pedindo intervenção federal no STF. É isso mesmo que você ouviu. Um movimento coordenado, articulado e histórico. Governadores de peso decidiram reagir contra abusos do Supremo. A carta já foi protocolada no Senado Federal. O alvo principal é Alexandre de Moraes”.
O canal que publicou o vídeo descreve, sem destaque, “o conteúdo não afirma como fatos comprovados as cartas, documentos, pedidos e movimentações discutidas”. Também cita que “todas as informações sobre documentos, assinaturas e desdobramentos são apresentadas como especulação para fins de análise e entretenimento político” e que não se trata de “conteúdo jornalístico factual”.
Apesar disso, na seção de comentários, usuários publicaram mensagens indicando que acreditaram na veracidade do vídeo sobre a suposta carta de Tarcísio. Veja dois exemplos: “100% de acordo com governadores! Devemos salvar o Brasil das mãos destes corruptos”; e “A hora chegou! Devemos cobrar os senadores!”.
Há também textos que demonstram desconfiança, como este: “Não vi nada na mídia que tocasse nesse assunto tão importante. Penso seriamente que é fake, IA”.
Em setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado e mais quatro crimes a um total de 27 anos e 3 meses de prisão. Moraes foi o relator da ação.
▶️ Como foi feita a checagem?
O Fato ou Fake mostrou a publicação à assessoria de imprensa do governo de São Paulo. A resposta, envidada por WhatsApp, diz: “trata-se claramente de informação falsa, totalmente improcedente”. Também consultada, a assessoria de imprensa do Senado Federal afirmou que “não foi protocolado qualquer documento com o teor descrito no link enviado”.
Além disso, o Fato ou Fake submeteu o vídeo e o áudio a detectores que apontaram o uso de IA no material:
SynthID Detector – A plataforma do Google verifica conteúdos gerados com a ferramenta de IA da própria empresa. O resultado da análise apontou: “Feito com IA do Google – Synth ID identificado em todo ou parte do conteúdo carregado” (veja abaixo). Essa tecnologia insere uma marca d’água para identificar vídeos, imagens, áudios ou textos fabricados sinteticamente. Embora imperceptível para humanos (que não conseguem verificar o indicador apenas assistindo às cenas ou escutando os áudios), o selo é detectável pelo sistema.
Hiya – Aponta que o fragmento de áudio analisado tem 99% de probabilidade de ser falso.
A ferramenta SynthID Detector sinaliza que o vídeo foi feito utilizando a tecnologia do Google
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A ferramenta Hyia alerta que o fragmento de áudio analisado é muito provavelmente gerado com IA, com probabilidade de 99%
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O Fato ou Fake consultou o advogado constitucionalista Felipe Penteado Balera, doutor em direito constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ele afirmou:
“Isso é juridicamente impossível. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 estabelece, no art. 2º, o princípio da separação dos Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário são independentes e harmônicos entre si. O Supremo Tribunal Federal integra o Poder Judiciário da União e não está sujeito a qualquer forma de ‘intervenção’ por governadores”.
Balera detalha ainda que “a chamada intervenção federal, prevista nos arts. 34 e 36 da Constituição, é instituto completamente diverso: trata-se de medida excepcional pela qual a União restringe temporariamente a autonomia de um Estado-membro”. “Ou seja, quem pode sofrer intervenção são os próprios estados — e, consequentemente, seus governadores — e não o STF.”
Exemplos concretos, lembra ele, ocorreram em 2018, com intervenções federais no Rio de Janeiro e em Roraima, decretadas pelo então presidente Michel Temer (MDB), quando a União assumiu temporariamente competências estaduais.
“Nunca houve, nem há previsão constitucional, de ‘intervenção no STF’. Além disso, caso se cogitasse qualquer forma de intervenção sobre o STF, isso representaria gravíssima afronta ao princípio da separação dos poderes, que constitui cláusula pétrea da Constituição (art. 60, §4º, III), insuscetível de supressão sequer por emenda constitucional. Portanto, a narrativa não encontra qualquer amparo jurídico e contraria os pilares estruturantes do Estado Democrático de Direito”, afirma o especialista.
É #FAKE que Tarcísio e governadores assinaram carta pedindo intervenção federal no STF; vídeo é IA e de ficção
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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