Política
É #FAKE que vídeo mostre ‘Ibama ‘expulsando famílias de suas terras’ e que território tenha sido vendido para a China
Cenas retratadas em vídeo não mostram expulsão pelo Ibama
g1
Circula nas redes sociais a publicação dizendo que o Ibama expulsou famílias de uma área rural em Rondônia porque o governo teria vendido as terras para a China. É #FAKE.
selo fake
g1
🛑 O que diz a publicação?
Publicado no dia 25 de novembro no TikTok, onde foi visto mais de 177 mil vezes, o post exibe um vídeo, com o título “O Ibama expulsando família das suas terras porque o governo vendeu para a China”, dividido em duas telas.
Na parte de cima, um narrador diz: “Curral completamente em chama, casas sendo queimadas e famílias sendo expulsas de suas terras. Isso aconteceu em Alvorada d’Oeste, Rondônia. E a família dessa propriedade, pessoal, eles alegam que já estão assentados há mais de 50 anos pelo Incra, pessoal, e as terras têm escritura pública. Se eles estão fazendo com uma terra registrada, o que garante que a minha e a sua terra que têm escritura pública não aconteça o mesmo. Hoje, as pessoas que moram na roça são reféns do próprio Estado […].”
Na parte de baixo, é possível ver instalações pegando fogo e pessoas sendo afastadas de um local.
Embora as cenas mostradas no vídeo sejam reais, elas não mostram uma desapropriação de terras rurais para a venda dos terrenos à China e nem uma ação do Ibama. Na verdade, exibem uma operação feita por autoridades federais, após decisão judicial, para a expulsão de produtores rurais de uma Terra Indígena em Alvorada d’Oeste, no interior de Rondônia.
A ação, orquestrada pela Casa Civil, ocorreu em 28 de outubro de 2025 em resposta à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, analisada no Supremo Tribunal Federal em 2020, que obrigou o governo a adotar planos emergenciais contra a Covid-19 e a realizar desintrusões de terras pressionadas por invasões e crimes ambientais.
⚠️ Por que o post é mentiroso?
Ao Fato ou Fake, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), responsável por regulamentar cadastros de imóveis rurais, diz: “A informação de que terras estariam sendo vendidas para a China não procede. O que se mostra na região é um processo de desintrusão da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau”.
E prossegue: “A desintrusão atende decisão do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da ADPF 709 e tem como missão preservar a sustentabilidade, integridade e cultura dos povos indígenas, além de garantir a integridade do território e a proteção do meio ambiente da região”.
Sobre a possibilidade de compra de terras rurais por agentes externos, no Incra diz: “Estrangeiros, mesmo que residentes, precisam de autorização prévia do Incra para adquirir ou arrendar imóveis rurais. Além disso, todos os imóveis situados em faixa de fronteira ou em área considerada de segurança nacional necessitam de assentimento prévio do Conselho de Defesa Nacional (CDN). Nada disso ocorreu nas áreas desintrusadas por força da decisão do STF. Além disso, cabe dizer que a venda de terras indígenas para estrangeiros não é permitida pela Constituição Federal de 1988.”
No dia 29 de outubro, um dia depois da ação, a Casa Civil publicou nota relatando que a desintrusão teve como alvo específico duas fazendas que estavam irregularmente dentro da Terra Indígena:
“A destruição das estruturas ocorreu após conferência dos bancos de dados, análise de imagens e checagem dos marcos geográficos in loco que confirmaram que a região está dentro dos limites da TI. Os ocupantes das duas fazendas não possuíam qualquer documentação válida ou legal de posse da área. Não há no local Programas de Assentamentos do Incra ou qualquer outro tipo de política de distribuição de terras”.
A nota diz que os ocupantes das fazendas receberam 5 notificações para retirarem estruturas, materiais e animais do local, antes da ação do dia 28. Mas, segundo a pasta, isso não foi cumprido.
O Fato ou Fake também consultou o Ibama, citado na peça fake, como o responsável pela ação. A autarquia diz que não tem competência para administrar terras e, portanto, sequer atuou no caso: “É importante esclarecer que o Ibama não participa de negociações, cessões ou vendas de terras, seja para particulares ou para outros países. Essas atividades não fazem parte das competências legais do Instituto. As ações do Ibama têm foco exclusivo na fiscalização ambiental e no combate a práticas ilegais, como desmatamento, extração irregular de madeira e garimpo em áreas protegidas da União. Nenhuma operação realizada em Rondônia — ou em qualquer outro estado — teve, tem ou poderia ter relação com venda de áreas a terceiros”.
Disputa fundiária parou na justiça
As famílias afetadas pela ação do governo em Alvorada d’Oeste buscaram impedir a desintrusão na Justiça Federal. No dia 30 de outubro, o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), concedeu uma liminar para a permanência de três famílias que ocupam áreas rurais na região de litígio da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau.
Os advogados alegam que os produtores tinham posse regular de terras que foram concedidas num programa de assentamento do Incra desenvolvido em 1984. Também argumentam que houve um erro de sobreposição entre as áreas de assentamento legal e do Território Indígena.
Esse argumento também apareceu em uma nota divulgada pela Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (Faperon):
“Por um erro de digitação — provocado e reconhecido documentalmente pela Funai — a demarcação da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau acabou se sobrepondo à área do assentamento. O Marco 26, descrito no projeto da Terra Indígena, está localizado na nascente do rio Igarapé Norte-Sul; entretanto, as coordenadas da nascente foram inseridas de forma incorreta, a quilômetros de distância, invadindo a área dos produtores”.
O Fato ou Fake procurou a Funai para comentar sobre os erros na demarcação da TI, mas a autarquia não se pronunciou até o momento da publicação desta reportagem.
A disputa envolvendo a demarcação de terras na região levou uma comitiva de parlamentares da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal até os municípios de Alvorada d’Oeste e Jaru, onde foi realizada uma audiência pública com agricultores da região.
Na última quarta-feira (10), uma nova audiência foi realizada em Brasília, com a participação da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, para retomar a discussão sobre a região.
Veja também
É #FAKE ;vídeo de idosos em asilo explicando fantasias de Halloween nos EUA
É fake vídeo de idosos explicando fantasias cômicas para Halloween; tudo foi feito com IA
VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1
Veja os vídeos que estão em alta no g1
VÍDEOS: Fato ou Fake explica
VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


