Política
É #FAKE vídeo de ministro Luiz Fux dizendo que aprovará anistia para Bolsonaro; contéudo foi alterado por inteligência artificial
Ministro do STF não fez comentário sobre aprovação de anistia para ex-presidente
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Circula nas redes sociais um vídeo que mostra o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), supostamente dizendo que aprovará anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). É #FAKE.
selo fake
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🛑 O que diz a publicação?
Publicado na quinta-feira (27) no TikTok, onde já foi visto mais de 54,2 mil vezes, o post tem esta descrição: “Ministro Fux vai aprovar a anistia para soltar o Bolsonaro. Comente se você apoia”.
O vídeo, que foi manipulado por inteligência artificial (IA), atribui a Fux uma declaração mentirosa: “Eu vou aprovar a anistia para o Bolsonaro. Ele não pode ser acusado de algo que ele não fez”.
Na seção de comentários há mensagens de usuários que acreditaram na veracidade do conteúdo. Veja um exemplo: “Parabéns. Exímio juiz Fux. Estamos juntos”.
Mas isso não é verdade. Apesar de ter sido o único, entre os quatro ministros da Primeira Turma do STF, a votar pela absolvição de Bolsonaro no julgamento realizado em setembro, Fux não fez qualquer comentário sobre a aprovação de anistia (veja mais abaixo).
A publicação viralizou um dia depois de Alexandre de Moraes determinar que o ex-presidente Bolsonaro começasse a cumprir pena. Condenado a 27 anos e três meses de prisão no caso da trama golpista, Bolsonaro já estava recluso na sede da Polícia Federal, em Brasília, após ter violado a tornozeleira eletrônica que usava com um ferro de solda.
⚠️ Por que isso é mentira?
O Fato ou Fake submeteu o vídeo viral a duas plataformas que detectam conteúdos criados ou manipulados por IA. Ambas apontaram uso desse recurso (veja infográficos ao final desta reportagem):
Hive Moderation – 70% de probabilidade de o vídeo resultar de adulteração.
DecopyAI – Embora não analise vídeos, verifica fotos e frames (imagens estáticas). No caso do material em questão, apontou 100% de probabilidade de se tratar de algo manipulado. Para justificar o diagnóstico, destacou: “O rosto apresenta um alisamento artificial e uma mescla não natural, especialmente nas áreas das bochechas e do maxilar. Há falta de textura natural da pele e de poros, e as sombras parecem inconsistentes”.
O Fato ou Fake enviou o link do conteúdo viral à assessoria de imprensa do STF, que respondeu, por e-mail: “A informação [contida no vídeo] não é procedente”.
Para encontrar o conteúdo original que serviu de base para o vídeo mentiroso, o Fato ou Fake fez uma busca reversa de frames no Google Lens. Essa pesquisa serve para verificar se o conteúdo havia sido reproduzido anteriormente por fontes confiáveis – e em que contexto.
O resultado apontou para uma entrevista concedida por Fux ao portal Migalhas, em 4 de novembro de 2024, na Universidade de Málaga, na Espanha. Na ocasião, o ministro não falou sobre anistia, mas, sim, sobre a insegurança jurídica no Brasil: “O Brasil tem alguns problemas relacionados à insegurança jurídica. O primeiro deles é o excesso de leis, que gera também uma insegurança jurídica que a cada dia surge um novo cenário”.
Ao Fato ou Fake, Thúlio Guilherme Nogueira, mestre em direito processual pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e sócio da Drummond e Nogueira Advocacia Penal, explica que a anistia só poderia existir através da aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional: “A anistia, no constitucionalismo brasileiro, é um ato político de competência exclusiva do Congresso Nacional, nos termos do art. 48, VIII, da Constituição. É ali, e não no Judiciário, que se decide se o Estado renunciará ao seu poder punitivo”.
Jenifer Moraes, professora de direito penal e direito penal econômico da Universidade Presbiteriana Mackenzie, complementou:”obviamente, qualquer tipo de manifestação no sentido de que o membro do Poder Judiciário votaria a favor ou contra determinado projeto legislativo tem um caráter falso”.
Em 10 de setembro, Fux votou para absolver Bolsonaro de todos os cinco crimes pelos quais era acusado. A partir dali, parlamentares de oposição ao governo Lula (PT) passaram a avaliar que o voto do ministro poderia ser usado como argumento para alavancar o projeto da anistia no Congresso.
Em 17 de setembro, a Câmara dos Deputados aprovou a urgência na tramitação do Projeto de Lei da Anistia, permitindo que o texto seja votado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões da Casa.
Mas, até a última atualização desta reportagem, a votação não havia sido foi pautada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Ferramenta Hive Moderation aponta 70% de probabilidade de uso de IA em vídeo de Fux falando sobre anistia a Bolsonaro
Reprodução/Hive Moderation
Diagnóstico de detecção de IA da ferramenta DecopyAI
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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