Política
Eleições 2022: 1 em cada 5 candidatos é empresário ou advogado; cresce o nº de PMs e jornalistas, cai o de professores e estudantes
Especialistas apontam chegada dos MEIs e mudanças nas formas de comunicação como principais fatores para alteração dos perfis dos candidatos nas eleições. TSE já havia registrado mais de 28 mil candidaturas. carteira de trabalho
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Um em cada cinco candidatos nestas eleições é empresário ou advogado. Um levantamento feito pelo g1, com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que esses dois grupos, que já representavam a maior proporção na disputa de 2018, aumentaram a participação este ano. No geral, esta será a eleição também com menos professores e estudantes e mais policiais militares e jornalistas.
Até o início da tarde desta quarta-feira, o TSE já havia registrado mais de 28 mil candidaturas. Pelos dados do TSE, o total de candidatos que se declararam empresários cresceu 20% este ano, enquanto os advogados, 12%. Juntos, essas duas ocupações representam 20% entre todas as aquelas declaradas pelos candidatos.
Isoladamente, uma das categorias profissionais com maior variação percentual entre as duas eleições foi a de policial militar (38%). Candidaturas de jornalistas também cresceram (30%), mas, no geral a participação desse grupo, bem como de PMs no conjunto de todas as ocupações dos candidatos, representa cerca de 3%.
Enquanto advogados, empresários, policiais e jornalistas aumentaram o número de candidaturas nesta eleição, a ocupação donas de casa (-23%), professores do ensino fundamental (-24%) e ensino médio (-38%), além dos servidores federais (-27%) apresentam redução. Estudantes e bolsistas também apresentam menos candidaturas: – 38%.
Pelos dados do TSE, o total de empresários candidatos em 2018 foi de 3.017. Este ano, 3.620 apresentam pedido de registro de candidatura. Os advogados foram 1.828 quatro anos atrás e agora serão 2.049.
Para o professor e cientista político da Universidade Estadual do Norte Fluminense do Rio de Janeiro Victor Peixoto, parte do crescimento no número de empresários pode ser resultado de uma mudança de nomenclatura. Peixoto analisou os dados históricos e verificou que a categoria “empresário” entre os candidatos vem apresentando aumento constante desde 2006, e agora com novo recorde de participação.
– Claramente o aumento da proporção de empresários vem de uma mudança de nomenclatura. Houve uma substituição. Antigamente o que chamávamos de comerciantes agora denominamos empresários. Provavelmente, esse crescimento ocorreu por conta da criação do MEI (microempreendedores individuais). Com o MEI, pequenos comerciantes foram transformados em pequenos empresários. Os policiais militares, com esse novo aumento volta ao patamar de 2006. Muito provavelmente por conta de uma nova onda, não só da segurança pública, mas de comunicação. Muitos têm utilizado as redes sociais para se comunicarem diretamente com a sociedade.
Padrão entre os partidos
Entre os partidos, a maior participação de empresários e advogados ocorre no Novo. Quase um terço de todas as candidaturas do partido são empresários ou advogados. Na sequência vem o PSDB, com 25% de candidatos dessas duas categorias. O partido do presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece empatado com o PP na sexta colocação com maior participação de empresários e advogados (23%). Já o PT fica na 26ª posição, com 12% de advogados e empresários.
Para o professor e cientista político da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Adriano Codato, chama atenção o grande número de empresários interessados em participar da política institucional, padrão que se diferencia de outros países europeus. Segundo ele, apesar do grande número de legendas no Brasil e da dificuldade de os eleitores distinguirem as bandeiras, os dados demonstram que parece haver um padrão na distribuição dos empresários pelas legendas. Sobre o crescimento das candidaturas de jornalistas, Codato afirma que é preciso mais estudos para identificar quem exatamente se identifica como jornalistas.
– Embora tenhamos muitos partidos e a fragmentação seja muito alta e o comportamento dos partidos seja um tanto imprevisível os dados indicam alguma lógica social e no recrutamento das candidaturas. Quanto mais à direita o partido está, mais empresário como candidato ele tem; quanto mais à esquerda, menos tem empresário. Sobre o aumento dos jornalistas, precisamos de mais estudos e dados mais detalhados para explicar esse aumento. Não é possível também hoje especular a razão da queda do total de candidaturas de estudantes e donas de casa. Pode ser resultado da estratégia dos partidos.
Codato explica que o perfil social dos candidatos está associado a três fatores: regras eleitorais, estratégias partidárias e o tipo de financiamento das campanhas. Enquanto as regras podem limitar ou ampliar a participação de diferentes grupos, as estratégias dos partidos podem ser direcionadas para, por exemplo, a aposta em celebridades, políticos profissionais e com experiência. O professor da UFPR chama atenção para o fato de que cerca de 70% dos eleitos quase sempre são ocupantes e algum cargo eletivo ou de confiança no mundo político.
– É preciso considerar o tamanho dos partidos, isto é, partidos grandes, médios, pequenos e franco atiradores. Partidos grandes lançam políticos, partidos pequenos outsiders, partidos minúsculos sem quaisquer chances e dinheiro lançam mais mulheres, pretas, com profissões de baixo prestígio social, como foi o caso do PSTU, PCB, PCO em 2014.
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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