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Política

Eleições 2026: 18 dos 27 governadores não poderão disputar novo mandato neste ano

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Eleições 2026: 18 dos 27 governadores não podem tentar reeleição
Seja qual for o resultado que sair das urnas em outubro, as eleições estaduais terão um alto índice de renovação neste ano. Dos 27 governadores, 18 não podem tentar a reeleição. Isso acontece porque a lei brasileira não permite três mandatos consecutivos.
Com oito anos no cargo, esses políticos terão que buscar novos rumos e tentar eleger um sucessor. Até o momento, quatro já manifestaram o desejo de entrar na corrida presidencial, e ao menos seis devem brigar por vagas do Senado, que neste ano vai trocar 54 das 81 cadeiras.
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❗No momento, ninguém é candidato oficialmente. Pelo calendário eleitoral, as candidaturas devem ser definidas pelos partidos durante as convenções, entre julho e agosto. Depois disso, devem ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. E a partir daí a campanha começa.
Veja abaixo quais são os governadores que podem e os que não podem tentar a reeleição em 2026.
Mapa mostra os estados em que o governador pode ser reeleito em 2026 e onde haverá necessariamente um novo eleito.
Arte/g1
O governador que quiser ser candidato a presidente, a senador ou a deputado precisa renunciar ao mandato em abril, seis meses antes da eleição. É a chamada desincompatibilização. O objetivo é evitar que eles usem recursos públicos para obter algum tipo de vantagem eleitoral diante dos concorrentes.
Quando o governador sai, o vice assume e pode ser candidato. Neste ano, o Rio de Janeiro é um caso peculiar. O governador Cláudio Castro não pode mais se reeleger e já deu sinais de que pretende tentar o Senado. Mas ele está sem vice porque Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.
Se Castro sair mesmo em abril, o RJ terá uma eleição indireta com votos de deputados estaduais para eleger um governador-tampão até o fim do ano. E quem vencer essa disputa poderá ser candidato em outubro.
No momento, quais são os cenários possíveis para os governadores:
9 poderão tentar a reeleição;
4 pré-candidatos à Presidência;
ao menos 6 pré-candidatos ao Senado;
5 com futuro indefinido;
3 têm dito que não devem ser candidatos e por isso devem seguir no mandato até o fim.
Infográfico mostra a situação dos atuais governadores na eleição de 2026.
Arte/g1
🔎 O governador é a figura política de cargo mais elevado nas unidades federativas. O governador decide os investimentos, implanta políticas públicas e zela pela qualidade do serviço público, sendo o responsável por sugerir leis locais, executar o orçamento, administrar secretarias, realizar obras e serviços nos estados. Em alguns temas, como segurança pública, a responsabilidade dos estados é maior em relação ao governo federal e às prefeituras.
O que diz a lei sobre reeleição
A legislação eleitoral brasileira permite apenas uma reeleição consecutiva para ocupantes de cargos do Executivo — prefeitos, governadores e o presidente da República.
Quem cumprir dois mandatos pode voltar ao cargo futuramente. Mas, para isso, deve esperar o período de um mandato (quatro anos).
É o caso do presidente Lula (PT). Eleito em 2002 e reeleito em 2006, o petista apoiou a candidatura de sua ex-ministra Dilma Rousseff, que venceu as eleições de 2010 e 2014.
Em 2018, Lula tentou concorrer novamente à Presidência, mas estava preso e inelegível, o que levou o PT a indicar Fernando Haddad como candidato na disputa vencida por Jair Bolsonaro.
Após ter as condenações anuladas, Lula voltou a concorrer em 2022, venceu e iniciou seu terceiro mandato. Neste ano, tentará o quarto mandato.
Quem são os governadores que podem ser reeleitos em 2026
Amapá: Clécio Luís (Solidariedade);
Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT);
Ceará: Elmano de Freitas (PT);
Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP);
Pernambuco: Raquel Lyra (PSD);
Piauí: Rafael Fonteles (PT);
Santa Catarina: Jorginho Mello (PL);
São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD).
Quais governadores podem disputar outros cargos
Quatro manifestaram a intenção de tentar a candidatura presidencial, sendo três do PSD de Gilberto Kassab. O partido prevê tomar uma decisão até abril.
Eduardo Leite (PSD-RS);
Ratinho Júnior (PSD-PR);
Ronaldo Caiado (PSD-GO);
Romeu Zema (Novo-MG).
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem dito que tentará a reeleição, embora as pesquisas eleitorais mostrem que sua candidatura presidencial é competitiva. Tarcísio afirmou que vai apoiar o senador Flávio Bolsonaro, do PL.
Outros 6 governadores já deram demonstrações de que estão mirando uma vaga no Senado. São eles:
Antonio Denarium (PP-RR);
Cláudio Castro (PL-RJ);
Ibaneis Rocha (MDB-DF);
Helder Barbalho (MDB-PA);
João Azevedo (PSB-PB);
Fátima Bezerra (PT-RN).
Transferência de votos e eleição de sucessor
Cientista político da ESPM e da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp), Paulo Niccoli Ramirez avalia que a renovação nos governos estaduais, em razão do limite de mandatos, torna a transferência de votos um fator-chave.
“A primeira coisa que a gente tem que observar é o índice de aprovação desses governos. Em Goiás, por exemplo, o apoio a Ronaldo Caiado, em uma pesquisa recente, girava em torno de 80%. Há uma tendência de transferência de votos quando há apoio local de governadores com alta popularidade, pela confiança que o eleitor deposita nesses gestores que estão de saída”, afirma o especialista.
Mídia de distribuição – Situação dos governadores em 2026
Arte/g1

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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