Economia
Em Davos, Haddad fala em zerar déficit das contas do governo em dois anos
Ministro da Fazenda participou de evento no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Ele avaliou também que busca para o Brasil crescimento acima da média mundial. Haddad no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça
Arnd Wiegmann/Reuters
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (17) que é possível zerar o déficit nas contas do governo em até dois anos.
As declarações foram dadas em Davos, na Suíça, onde ele participa do Fórum Econômico Mundial. Além de Haddad, o Brasil também está representado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no encontro.
“Se você pegar uma série histórica, a gente está pretendendo voltar receitas e despesas ao mesmo patamar pré-crise da pandemia, que é 18,7% [do PIB no governo federal]. Se nós conseguirmos isso em dois anos, a gente consegue zerar o déficit. E isso vai ser tão mais fácil se aprovarmos a reforma tributária”, declarou.
O saldo primário indica que o governo deve gastar menos do que a arrecadação do ano, sem contar as despesas com a dívida pública. Se confirmado, será interrompida uma trajetória de oito anos com as contas no vermelho.
As contas do governo devem registrar, em 2022, último ano do governo Bolsonaro, o primeiro saldo primário positivo (sem contar os juros da dívida pública) desde 2014;
O Orçamento de 2023, entretanto, aprovado pelo Legislativo, contempla um rombo nas contas do governo de R$ 231,5 bilhões;
Para tentar reduzir o rombo nas contas públicas neste ano e conter a alta da dívida pública, a equipe econômica do governo Lula anunciou as primeiras medidas na semana passada;
Com as ações anunciadas, o Ministério da Fazenda estima que as contas do governo registrarão um rombo menor do que R$ 100 bilhões em 2023, algo como 1% do PIB.
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Agenda econômica
Além da sustentabilidade das contas públicas, o ministro afirmou que a equipe econômica também focará em uma agenda de crédito, buscando retirar os consumidores das listas de negativados para que possam voltar ao mercado de consumo.
Outras metas são a valorização o salário mínimo (acima da inflação), além do estímulo aos investimentos por meio de concessões e Parcerias Público Privadas (PPPs) e da ampliação o comércio e os investimentos entre os países da América do Sul.
“[A agenda de reequilíbrio das contas públicas] será acompanhada de medidas para o crédito, para reindustrialização e olhando para a transição ecológica. Se conseguirmos fazer isso e equilibrar nossas contas, o Brasil vai continuar crescendo acima da média mundial. Como aconteceu nos mandatos do governo Lula, é o que queremos novamente. Crescer acima da média mundial com justiça social e sustentabilidade no meio ambiente”, disse.
Reforma do Imposto de Renda
O titular do Ministério da Fazenda também declarou que, após buscar a reforma tributária sobre o consumo no primeiro semestre deste ano, endereçando mudança em impostos como ICMS, PIS, Cofins e IPI, o governo vai buscar avançar na reformulação do Imposto de Renda na segunda metade de 2023.
“A reforma tributária que queremos votar no primeiro semestre, sobre consumo, mas no segundo semestre sobre a renda, para desonerar camadas mais pobres do imposto, e para onerar quem hoje não paga imposto. Reequilibrar o sistema tributário brasileiro para melhorar a distribuição de renda no Brasil”, acrescentou.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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