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Política

Em oposição à esquerda, PL se mobiliza para aumentar o número de jovens na política conservadora

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Com ‘PL Jovem’, partido quer formar lideranças em todo o país; Presidente nacional do núcleo se reuniu na tarde desta quarta-feira com Valdemar Costa Neto, em Brasília. O PL está estruturando iniciativas para atrair a participação de jovens na política conservadora do país. A juventude é vista como peça importante para o crescimento da direita, e a principal aposta é o ‘PL Jovem’, braço da legenda.
Até o começo de 2023, o projeto ainda era pontual, sem uma organização estabelecida. Mas, nas últimas semanas, a ação ganhou musculatura e líderes estaduais e municipais estão sendo selecionados para representar o novo núcleo do PL.
O presidente nacional do ‘PL Jovem’ e deputado estadual do Ceará, Carmelo Neto, de 21 anos, diz que a ideia é dar voz àqueles que se identificam com o partido e com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além daqueles que desejam comungar com as bandeiras do liberalismo. “O PL quer ser o maior celeiro de novas cabeças”, afirmou o parlamentar.
Este assunto é caro ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que costuma sinalizar uma proximidade com o grupo nas redes sociais. Na tarde desta quarta-feira (19), ele se reuniu com Carmelo Neto em Brasília. Na pauta estava, entre outros assuntos, a estruturação do ‘PL Jovem’ no âmbito nacional.
Outra demonstração de interesse pela ala jovem é a participação de Valdemar e do presidente de honra do partido, Jair Bolsonaro, no programa que lançou a plataforma ‘Chega aí PL J’. O objetivo é dar visibilidade a jovens que tenham pensamentos alinhados ao campo da direita, com as bandeiras defendidas pelo partido.
Em alguns estados, como São Paulo, os nomes das lideranças já foram definidos. O deputado estadual Tenente Coimbra (PL), de 32 anos, foi o escolhido para encabeçar a atuação paulista do projeto. Na avaliação dele, entre as prioridades estão expandir a capacidade de mobilização da juventude, atrair para o conservadorismo os perfis desinteressados pela política e capacitar jovens com potencial para se tornarem futuros candidatos.
“A direita, de um modo geral, perdeu um pouco a capacidade de dialogar com a juventude. A comunicação precisa melhorar”, disse Coimbra.
Segundo o deputado, o ‘PL Jovem’ de São Paulo vai começar a gravação de um podcast nesta sexta-feira (21). Ele afirma que a ideia é trazer desde influenciadores da ideologia de direita até membros da executiva do partido para a análise de temas atuais, como Reforma Tributária, escolas cívico-militares e pautas de costumes.
Ainda no Sudeste, em Minas Gerais, o recém empossado presidente estadual do partido, o deputado federal Domingos Sávio (PL), diz que irá intensificar o trabalho promovido pelo ‘PL Jovem’. Uma sinalização da importância do tema é o movimento de reestruturação da sigla na região. O estado é visto como um retrato da diversidade de eleitores no Brasil e costuma ser um termômetro das disputas presidenciais.
Em Pernambuco, o rosto do PL Jovem é o de Mateus Henrique, de 26 anos, que se orgulha de acompanhar a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro desde 2015. Para ele, a atuação da juventude vai além da busca por votos e candidatos em disputas eleitorais. Existe também uma preocupação em formar lideranças que sejam capazes de reproduzir valores liberais e conservadores.
Já no norte do país, em Manaus (AM), Ana Clara, de 19 anos, lidera a iniciativa. Ela tem participado da organização de eventos para a filiação de jovens, mesas redondas e discussões sobre a política conservadora em espaços públicos. “Os movimentos estudantis, principalmente, têm uma ideologia de esquerda. Precisamos tomar esses espaços e ocupar esses lugares. Uma ideia é dialogar com os mais novos, antes de eles chegarem às universidades”, afirma.
A estruturação do ‘PL Jovem’ é mais um mecanismo para fortalecer a oposição aos partidos de esquerda. O PT, por exemplo, tem a juventude na sua origem. O partido foi fundado, entre outros grupos, por líderes de movimentos estudantis na década de 80.
A trajetória da sigla desde então é marcada pela forte presença dos jovens nas tomadas de decisões e pela elaboração de políticas públicas. Desde 2008, o partido possui a Secretaria Nacional de Juventude, hoje liderada por Nadia Garcia.
Segundo Garcia, um indicativo da relevância da juventude na legenda foi a decisão do PT, em 2020, de destinar uma parcela do fundo partidário para apoiar a candidatura desse grupo. Para ela, um dos principais desafios da Secretaria hoje é construir novos métodos de diálogos. Uma aposta é a produção de conteúdos nas redes sociais e de vídeos com, no máximo, 15 segundos de duração. “Buscamos, por exemplo, um modo de contar para a juventude o que tem acontecido na última década no Brasil”, afirma.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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